quarta-feira, 7 de novembro de 2018



agulhas de lucidez coletiva ( edu planchêz )
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escarro a cara do cara di cara,
a cara da história ignorada,
contra fatos não resta duvida,
contra duvidas, fatos,
"duvida e eclipse",
nossa vida remendada com agulhas de resistência,
agulhas de lucidez coletiva
nacos de queijo
no pão,
na chapa,
na boca,
no sentido real de aqui estar
em comunhão,
em estrondo dourado


decreto nunca me curvar diante das presas
dos que desejam o nosso silencio ( edu planchêz )
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cérebros capados que olham apenas para o hoje,
sem refletirem fazem de seus dedos pistolas 
para intimidar, anunciar a chegada dos répteis,
dos que andavam mortos,
dos que estão ai mas nem nasceram
eu policarpo quaresma ao quadrado,
raiz da matemática das chuvas,
decreto nunca me curvar diante das presas
dos que desejam o nosso silencio


sob a cognitiva visível 
"em meu cérebro coágulos de sol",
celebro o aqui estar, no apogeu dessa tarde poema



cabeça, pés e mãos ( edu planchêz )
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saindo do passional
para entrar na quântica física,
nos espelhos que foram, 
são e serão sempre imagens vivas e congeladas
dos muitos momentos, das vivencias e parcerias,
do que acende e do que apaga
lidando com o medo. eu, você, eles...
mas lembrando de quem é discípulo do sutra de lótus
nada precisa temer
ruas,.as ruas e ruas,
os cálices que uso para apoiar tua cabeça,
pés e mãos

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Edu Planchêz
venha limpar seu cu, digo, sua boca ( edu planchêz )
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progressivos e retrógrados, 
em meio a enxurrada de bosta
seguiremos abraçados
nadando no cu do relógio do dinheiro,
unindo os olhos da cara ao olho do cu
( do dinheiro? )
dentro da máquina fétida que nada lava,
q tudo suja, o peido mental é o nosso rei,
o reino da vagabundagem
venha limpar seu cu, digo, sua boca,
nos lençóis dos meus poemas,
nas caras da literatura escatológica
que ora defeco

domingo, 4 de novembro de 2018

por mais terra que eu percorra, 
por mais casas que eu enterre 
na água do corpo