segunda-feira, 11 de junho de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA ZENILDA LUA






Zenilda Lua

É uma apaixonada pela vida, pela família, amigos, livros e poesia. Alguém que acredita piamente que as questões sociais seriam muito menos árduas se todos tivessem acesso a arte, cultura e especialmente à educação.
Joca Faria (*)


Quando e onde nasceu?

- Nasci no "comecim" dos anos 70. Na terra do Ariano Suassuna (Paraíba sim sinhô)
Como descobriu as letras? - Na primeira infância. Através da literatura de cordel, meus pais eram leitores assíduos daqueles romances e trovas, eu passei a apreciar e escrever sonetos simples e cartas de amor por encomenda.


Quais as expectativas do livro?

- A obra em si já era uma expectativa ampliada e decretada na minha vida desde a juventude. Eu queria apresentar meus poemas, não apenas por vaidade, mas por querer sair do anonimato e levar minhas palavras para além dos saraus e dos encontros literários com os amigos... Eu queria (e quero) com o ALFAZEMA em punho promover junto as escolas saraus, concursos literários, fomentar o exercício de se fazer e apreciar poesia.
Sinto mais, cada vez, que os jogos eletrônicos e a internet infestaram a vida das nossas crianças e adolescentes de uma forma excessiva e aguda sem deixar brecha às palavras, aos sonetos, aos bilhetes de amor, às estórias infantis, aos poeminhas de sábado. Com o ALFAZEMA me sinto mais segura e embasada para chegar às escolas da rede pública e privada, propor à direção a realização de oficinas literárias (em parceria com outros poetas), promover concursos de poesia, literatura etc.
De uma forma lúdica e responsável apresentar a literatura de cordel, a poesia dos nossos poetas joseenses (que são tantos e tão bons) a poesia regional... Enfim! Mil expectativa latejam neste coração sertanejo.


Quando será apresentado em sua cidade?
- Lançaremos o ALFAZEMA, em Patos, dia 6 de julho se 2007, na Casa de Cultura Amaury de Carvalho. Estou ansiosa e feliz de sobra...


Qual a relação com o poeta Reginaldo?
- Uma relação de extremo respeito, liberdade, cumplicidade, amor e zelo. Há mais de 15 anos partilhamos dos mesmos anseios. Reginaldo é meu parceiro e amigo. Embora tenhamos uma temática poética diferente, ele me inspira, faz críticas e me dá todo apoio, encorajando-me a ampliar as expectativas e realizações.


Como a arte influi na criação dos filhos?

- A arte é o melhor rumo quando se quer combater as desigualdades sociais, a falta de educação. Na arte nos igualamos, somos aplaudidos. Tento passar isso à minha filha Brisa, inserida neste contexto bem antes de nascer. Esta influência tem surtido ótimos efeitos. É gratificante vê-la atenta aos movimentos culturais. Percebemos sua inclinação à arte. Embora de uma forma ainda tímida, já existe nela o compromisso de buscar o conhecimento poético, musical e literário. Ela se engaja, participa, faz críticas, traz informações... É absolutamente prazeroso e motivador ver que, plantamos uma sementinha e a colheita se faz garantida.


Ainda existe feminismo ou vivemos a diversidade da igualdade?

- Prefiro dizer que as desigualdades de gêneros ainda existem, de forma clara e acentuada, nos países subdesenvolvidos, no nosso e no primeiro mundo. Bom seria se vivêssemos a diversidade da igualdade. Por mais crescente e colorida que seja a nossa presença (a das mulheres) nos espaços públicos, restaurantes, postos de gasolina, lojas, bancos, bares, empresas, escolas, delegacias, universidades e na arte em geral, percebemos que nos postos de comandos este número é muito aquém dos homens nos cargos de chefia, ganham muito mais que as mulheres exercendo a mesma função .
Contudo, nossa realidade se faz menos áspera se comparada às décadas anteriores. Conquistamos o direito de escolher nossos representantes e nossos parceiros... Ganhamos as praças, os livros... Temos liberdade de expressão, atuamos em diversas áreas... Embora os homens permaneçam mais destemidos, livres e atuantes, nós também estamos na ativa com a nossa bandeira de luta erguida, nos revezando entre o passar batom e lavar a louça do dia anterior... Sem perder a pose nem o desejo de mais sorte, com um milhão de flores na alma, sorrindo e amando-os declaradamente...

Um comentário:

Joca Faria disse...

oi legal o trabalho de voces.

Ana