segunda-feira, 30 de julho de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA PAULO OSREVNI





Lá vai:

Quem é Paulo? Quando nasceu? onde?

Paulo, puxa, já até cansei dele. Estava virando uma pessoa; já havia até quem se considerasse seu amigo. E eu, que o criei para ser uma cortina de chumbo entre o texto e o autor! Para que o leitor se relacionasse apenas com o que está escrito, não com quem o escreveu... Meus melhores amigos leram o que escrevi como osrevni, mas pouquíssimos se interessaram. Melhor assim: não quero que eles me leiam, quero que leiam o que está na tela. Assim sendo, fico apenas com osrevni, que nasceu em 12 de maio de 2006, quinze minutos antes do primeiro blog, assim como o Fla-Flu nasceu quarenta minutos antes do nada. Onde? Na blogosfera, e nada mais.


O que faz em Paris?

Resumindo bastante, tenta sobreviver, escrever e aprender sobre o mundo. Por enquanto, vai indo bem nas três categorias. Se, de uma hora para outra, o blog deixar de ser atualizado, saiba que o primeiro verbo foi por água abaixo. Acenda uma vela por osrevni.


Como vê o Brasil, estando fora dele?

Essa é a pergunta mais difícil de responder. É uma relação de amor e ódio intercalados; mais já era assim, mesmo ainda no país. A perspectiva é que muda ligeiramente. Surge, sem querer, uma necessidade de auto-afirmação, de defesa da nacionalidade, um ufanismo tolinho e indigitado. Ao mesmo tempo, um rancor infantil dos países ricos, um inveja de quem soube organizar uma nação apesar de todos os contratempos, e um aprendizado sobre o que são defeitos ou qualidades nossos e o que é universal. Em suma, é uma experiência sensacional. Sair por uns tempos foi a melhor decisão que tomei em minha vida.


Arte, o que te faz fazer?

A incapacidade para qualquer outra coisa, em especial as atividades economicamente rentáveis. A propósito, se tiver algum mecenas, por aí, disposto a ajudar um irresponsável financeiro a se manter agasalhado e alimentado, por favor!, entre em contato.


Como vê a Europa de hoje?

É um continente fascinante. Está longe de ser a Europa que dominou o mundo, mas não podemos esquecer que esse mundo está impregnado de influência européia, da Austrália ao Alasca, da Sibéria à Cidade do Cabo, do Japão a São João do Meriti. O que restou da grandeza européia, aquela mesma que foi o berço de Bach e Savonarola, Van Gogh e Dante, Hitler e César, é uma profundidade cultural que não podemos subestimar, um nível de debate fenomenal e a certeza de que, por pior que seja a decadência, sempre haverá um lugar de destaque para o continente.


Quais as novidades de hoje na Europa? Ou nós, latino-americanos, somos a novidade?

A Europa é sempre cheia de novidades. Espero que não pareça que estou babando para o continente, mas é que temos, de fato, muito a aprender com eles... Isto é, com os acertos e, também, com os erros, que não foram poucos. A própria idéia de uma União Européia deve ser acompanhada de perto. Pode servir de exemplo para o resto do mundo, vindo de uma terra que, durante milênios, foi sempre tão fraturada e disputada. As dificuldades que vem enfrentando o conceito de laicidade, tão fundamental para o futuro da humanidade, são algo a considerar com carinho. Os latino-americanos também têm muito a contribuir para o mundo, em especial o Brasil, que todos consideram um exemplo de integração social e racial (ah, se soubessem...). Mas, antes, precisam absorver algumas novidades e aceitar o fato de que só se evolui pela vontade de evoluir. Estamos nos afundando em nosso próprio passadismo, tanto à direita quanto à esquerda, o que é inaceitável para um continente tão jovem.


Como sente a internet como novo meio de comunicação?

Outra pergunta difícil. A internet ainda tem muitas cartas na manga. Pense em tudo que já aconteceu, em como o mundo mudou nos últimos vinte anos como resultado dos computadores. Não é nada, comparado ao que vai acontecer nas próximas duas décadas. O rumo que a comunicação vai tomar com as evoluções futuras depende, é claro, das pessoas que tomarão parte nela. Ou seja, nós: os blogueiros, jornalistas, artistas, escritores, pensadores. É uma responsabilidade inescapável e soberba. A briga do mundo de "Fox, Big Brother, lavagem cerebral e miguxês" com o mundo da cultura e da reflexão. Parada dura. E o que é pior, acho que saímos com uma forte desvantagem.


Como vê o terceiro setor na Europa?

Não é exatamente a minha especialidade, mas, de qualquer forma, a própria idéia de um terceiro setor me parece complicada. Porque mesmo os setores "governo" e "empresas" também não é tão claro. De qualquer forma, salvo algumas iniciativas individuais muito louváveis, mas pouco determinantes na nossa realidade, o que se chama de "terceiro setor", seja no Brasil ou na Europa, em geral são empresas que apregoam sem parar sua enorme "responsabilidade social", porque enxergam aí a oportunidade de lucros estratosféricos, graças à nova imagem de "empresa limpa e responsável". A diferença é que, na Europa, é necessário se deslocar mais, com suas iniciativas tocantes no Brasil e na África, esses lugares exóticos e miseráveis, onde as pessoas pulam de galho em galho (sim, há gente que pensa assim). O terceiro setor brasileiro costuma se caracterizar pelo patrocínio de grandes empresas (algumas públicas, ou seja, do primeiro setor) a baterias de escola de samba em Paraisópolis. Nada melhor para uma inserção de 30 segundos no intervalo do Jornal Nacional. Convenhamos, pelo menos os europeus precisam se esforçar mais.


Esquerda e direita ainda existem?

Se a pergunta faz algum sentido, então a resposta só pode ser sim. Mas, seja o que forem direita e esquerda, certamente não é o que pensamos delas. O que acho mais engraçado nessa história é que, em geral, quem garante que os dois não existem mais adora usar a expressão "essa esquerdalha" para criticar o governo, como se isso explicasse alguma coisa. E o pessoal que se considera de esquerda critica uma direita que só existe nos livros de história, e mesmo assim, bem romanceada. É lógico que ainda sobrevivem os dois lados, mas eles não nos ajudam a entender os problemas da política contemporânea.


O que será a nova civilização? O que foi a antiga?

Considerações finais.

Aos que virem esta entrevista, quero dizer que estou, hoje, com dois blogs: o leve e tranqüilo, chamado "Para ler sem olhar", que atende no endereço http//paralersemolhar.blogspot.com/, e o pesado e turbulento, chamado Cálculo Renal, cuja sede está registrada em http://www.breviario.org/calculorenal/. Estão todos convidados.

ENCONTRO LITERÁRIO

Encontro Literário

Sábado as 10 da manhã no dia 11 de agosto de 2007 haverá uma palestra do
artista plástico Davi Fernandes de Faria sobre o processo de sua criação artística.

Na Câmara Municipal de São José dos Campos


http://fotolog.terra.com.br/daviffartes


Grupo Cidade das Palavras

www.cidadedaspalavras.com.br


--
João Carlos Faria

domingo, 29 de julho de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA EMÍLIA RACT












Emilia Ract

A memória faz parte do corpo. O corpo faz parte da alma.



Em meu corpo trago impresso todas as marcas da vida, as sabedorias que quero ter. Desejo compartilhar a fome que eu quero matar, os sonhos que eu preciso ser. Em meu corpo tenho as digitais da vida... (Emília Ract)


Quem é você? Onde nasceu?

- Tento ser tudo aquilo que nasci para ser. Meu nome, Emilia Ract. Nasci em São Paulo, capital, adoro escrever poesias, exteriorizando emoções e sensações que consigo captar dos outros e do mundo. Sou funcionária pública e estudo Letras. Tenho o desejo de ministrar aulas ensinando, de uma forma mais prazerosa, a nossa língua portuguesa às novas gerações. Sou sonhadora nata com personalidade forte.
Procuro interagir e ouvir a todo instante aquela voz dentro de mim que, uníssona, vibra com os sons da natureza. Sou apaixonada pelo obscuro que leva à verdadeira luz, aprecio contos e poesias relacionados ao ser tentador que é o vampiro e críticas a dogmas sociais.


Porque a arte?

- Não sei explicar o porquê, sei dizer como ela nasceu.
Eu sempre gostei de escrever e ler poesias. Contos diversos. Sempre apreciei a literatura, mas foi quando viajei para São Thomé das Letras há três anos que esta “arte” ficou mais intensa e aflorada de modo que eu não consigo mais deixar dentro de minha mente ou num caderno em minha gaveta...


De que universo veio esta publicação?

- Esta publicação, que é minha primeira, surgiu num trabalho que merece ser reconhecido do Sr. Lourival Farias Sodré, organizador da oficina de poesias que teve início no Parque da Água Branca em SP. Esta reuniu muitas pessoas que gostam de escrever e foi dado a elas a chance de publicação de seu trabalho. A ele quero agradecer de todo coração esta chance.


Como é morar em São Paulo, suas qualidades e defeitos?

- Quero lembrar de um fato interessante. Comecei a escrever meus artigos no Jornal Vejo São José há quase 4 anos e o primeiro deles foi sobre a cidade de São Paulo. Sobre como as pessoas andam apressadas nas ruas e não notam os detalhes da vida. Aqui estamos sempre em ritmo acelerado. Eu nasci aqui, mas sempre fui meio bucólica. Quero morar no campo, mais precisamente em São Thomé das Letras, cidade que nutro todo meu amor e me identifico. São Paulo me acolhe bem até este dia chegar. Quanto aos “defeitos”, todos os locais terão este adjetivo. Pois cada um tem seu ponto de vista e posicionamento diante do mundo.


Quais escritores, cineastas, artistas plásticos te influenciam?

- Escritores que me influenciaram foram, Nietzsche, Álvares de Azevedo, Bocage, Safo, de Lesbos, Umberto Eco, Jabor, dentre outros. Cineastas, eu gosto muito do Copolla...elementar...(risos), também aprecio o alemão Fritz Lang, Clint Eastwood e Quentin Tarantino. Artistas plásticos que gostaria de citar: Goya, Giger e Salvador Dali.


Cite algum artista de sua geração?

- Bem, prestigiando algo nosso que é novo e realmente me fez morder a língua de tudo que eu, antes de vê-lo no cinema pensava: Rodrigo Santoro. Anthony Hopkins, Kate Winslet... Ah... Tantos... Quero mencionar uma atriz que vocês estranharão, pois definitivamente não é de minha geração... Maria Callas. Trago muito respeito por ela. Como cantora e atriz.


Filosofia ou esoterismo?

- Ambos. Com certeza. As duas em minha opinião levam ao auto conhecimento do ser. Estas duas fabulosas ciências se encaixam naquela busca daquilo que somos e para que viemos, etc. A busca da Verdade que temos no íntimo de nosso ser.


O que podemos fazer de prático para mudar este país?

- Nós... Devemos parar de reclamar e jogar a culpa no Estado, no Sistema. Claro que não quero excluir a parcela de culpa da falta de ação que compete às autoridades do nosso país, mas ficar para sempre esperando é que não podemos. Somos parte da nação, e como parte, por certo podemos mudar o todo. Ou ao menos tentar. Falta união entre as pessoas, e me dói muito ver a individualidade que os seres humanos têm adquirido através dos tempos.


Quais os resultados de sua coluna no Vejo São José?

- Para mim são bem positivos. As pessoas escrevem sobre assuntos diversos e expressam suas opiniões. É um espaço muito bem aproveitado para escritor e leitor dialogarem nas entrelinhas.


Para que estudar historia?

- Creio ser demais proveitoso estudar história a fim de que se saiba, pelo menos 50% da trajetória dos nossos povos antepassados, aprender com seus erros, continuar seus acertos. Estudar história para se posicionar no tempo e no espaço é bom, entretanto penso que além de estudar é preciso discutir. Colocar em xeque. Questionar. Concluir. Vivenciar.


Considerações finais:

- Quero agradecer ao amigo Sodré pela oportunidade do lançamento do livro e também a todos participantes da Oficina de Poesia.
Aos meus amigos que eu tanto prezo e amo e que sempre acreditaram que este dia se concretizaria. À todos vocês da equipe do Vejo São José.
À minha mãe e o carinho que tem me dado por estes anos.
Ao o meu amado, Luciano que tem me libertado de todas as amarras da vida e me deixa voar e ser.

Fale com Emília Ract: emilia.ract@vejosajose.com.br - emilia.ract@gmail.com - www.emiliaract.recantodasletras.com.br

(*) João Carlos Faria - jocafaria@yahoo.com.br

sexta-feira, 27 de julho de 2007

SOL

Sol


Joca Faria


Eu que me levantei pela manhã e vi o sol brilhando e pensei hoje ponho minha bela saia xadrez. Que nada a boa e velha caquética civilização ocidental. Não me deixa fazer isto puis mesmo uma boa calça social e uma camisa de manga cumprida e vim para a vida, sem grana tentando vender uns anúncios para nossos jornais. Tentando sobreviver de minha nova profissão que é ser jornalista errando o velho é bom português dizem que o assassino diariamente.É mentira sigo sem querer a filosofia de nosso velho anarquista o Bessa que agora vive numa bela praia qualquer de nosso nordeste sobrevivendo de aulas de historia.
Talvez nunca mais o veremos que seja feliz. Que liberdade que nada somos presos as velhas convenções sociais, moramos nos trópicos e não construímos nada novo.
O quem vem depois da já morta Tropicália. Caetano dizem os patrulheiros é um velho chato fazendo shows burrocraticos.
Mas Jorge Mautner, Tão Zé estão firmes e fortes na velha recriação do novo e nosso Oficineiro de Plantão o Zé Celso que nos surpreende a cada novo espetáculo.
Eu encontrei o Zé Celso em Sampa há uns anos atrás em frente a um apartamento e o abracei deve ter pensado quem é este porra louca. Mas que se foda.
Ontem encontrei minha ex musa a Bete Bino hoje muito bem casada com Deo Lopes e já com três filhos. Mas minha ferida se abriu novamente...mas tudo passa um dia encontro alguma alma perdida como a mihna.
E serei supostamente feliz. Que se dane vou vivendo e mantendo meu velho bom humor.
Mas qualquer dia deste chuto a barraca, ponho minha saia xadrez e caminharei pela cidade.
Vejam nossos vídeos no orkut são bem interessantes. Pouca gente compreende, mas não to nem ai..
Vivo a cada dia como se fosse minhas ultimas horas neste planeta, pois o mundo pode acabar em 2012...2045...ou 2500....
E daí? E daí? E daí? Não sei leiam os profetas e terá suas respostas. Pois como diria mestre Raul Seixas só tenho verdades pra dizer...
Há que vontade de fazer amor comigo mesmo.Mas vou encontrar uma parceira e farei tudo que ainda não fiz com direito há três dias e três noites dentro de um quarto qualquer...
Tenho muita vontade de cair na estrada , qualquer hora parto sem destino mas preciso primeiro arranjar uns 100 mil euros.
Porque sem grana não saio não.
Eu não sou Edu Planchez sou Joca Faria...
Quero nadar nú numa praia qualquer sem me preocupar com os moralistas de plantão.
Vou-me embora amanhã estarei de volta há há há.

João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br

http://fariajoca.blog.terra.com.br/

E ai povo vejam eu novo blog e divirtam -se...

http://fariajoca.blog.terra.com.br/

quinta-feira, 26 de julho de 2007

LIVRO: VISÕES DO MEDO

Livro: Visões do medo
Autor: Beth Brait Alvim
ISBN: 978-85-7531-245-2
Gênero: Poesia brasileira
Edição: 1ª Edição
Páginas: 80
Formato: 14x21
Peso: 0,130
Preço: R$ 18,00



minhas primeiras visões, relendo “visões do medo”, beth brait alvim


UM CORTE NO TEMPO

os telhados do mundo/mães
a escrita paira no ventre
minha janela de olhos de vinho
línguas línguas línguas
embriagam a cidade


lá está ela
e baixo os olhos quando vejo o
horizonte


sangue do meu sangue
respira por mim
-os olhos doem-
mergulha
se lambuza
na chuva
e eu
ela
na chuva
os pêlos em riste
chuva


esfrego o coração
em algum dilúvio


línguas línguas línguas


pausa


e o sol
de mãos postas


José Geraldo Neres

terça-feira, 24 de julho de 2007

BANDA PATO FÚ


Patu Fú


Joca Faria


Pois é gente, o futuro do mercado musical já chegou.

Acabo de ler na Folha de São Paulo uma matéria sobre o novo cd do Pato Fú.
Num é que aqueles meninos de Minas Gerais, lançaram um cd, para vender via internet por um real cada musica?

Pois é, nós, artistas independentes, estaremos amarrando nosso burro na sombra... Imaginem o Edu Planchêz, vendendo 100.000 músicas pela net ?

Nós, do Cidade das Palavras, vendendo dignamente nosso trabalho, sem precisar fazer muita média?
E tudo mundo sendo remunerado pelo seu trabalho intelectual?

Acabo de encontrar o poeta Reinaldo de Sá junto com o Zé Mauricio. Falamos sobre compras e vendas de musicas lá na Praça da Sé em Sampa.
Sabiam, que grandes cantores populares, compram músicas de artistas desconhecidos, por duzentos, trezentos reais e depois assinam a obra? É! e nois público, consumimos numa boa. Quem me contou tudo isso foi o Reinaldo. Vejam o quanto nós, cidadãos do povo, somos enganados em tudo.

A UOL que é da nossa velha folha, esta vendendo também, um tar de Victor e Léo, por $1,99 a faixa. Que caro né? Acho que vou dar este cd pro Reinaldo Prado. Ele que deve gostar disso uai.

Por falar em Minas, sabiam que duplas sertanejas dão comissões a prefeitos do Sul Mineiro para comprarem seus shows?
Depois, como querer mudanças neste pais, se tudo mundo trapaceia o tempo todo?
Tá faltando pessoas, como o ético Ricardo Faria, neste Brasil.
Gente... Chega de tamparmos o Sol com a peneira!

Até quando morrerá pessoas, em aviões, ônibus, estradas e tudo mais? Até quando esta nação permanecerá de olhos fechados para a corrupção do dia a dia?

Voltando a música, gosto desta banda Pato Fú, são bem experimentais e inteligentes. Merecem serem ouvidos.

Nu mais, nos vemos no show do Joca Freire.

João Carlos Faria

sexta-feira, 20 de julho de 2007

ANDRÓIDE POSSUIDOR DOS ANÉIS DE SATURNO




Se pudesse falar das coisas plenamente, sem fragmentos, sem despedaçar, sem grandes agonias ou intensos impulsos, no rosto passivo, contemplaria o vazio. No entanto, o coração pulsa rápido, num desatento compasso, caindo passo a passo, num desatino e voando para além de tudo que é real.

A palavra move, crava crivos e clavas em peitos frágeis; cravos e travas em mãos de ferro; cacos e pregos em pés de bronze, num corpo incendiado, pela loucura aliada à cumplicidade.

A palavra penetra no fundo, mexe na inspiração e na expiração tornando os seres, espiralados caóticos e multidimensionais. E os rios de vida deslizam tranqüilos, como sonhos, que começam a fervilhar feito pesadelos.

Será a pulsação do sangue que borbulha até a ponta dos dedos, oferecendo o fogo para queimar-se vivo? Deuses! Salvem e resgatem a todos de tão torpe heresia. Fogo sagrado! Elimine esse atroz destino em mãos inocentes. Triste sina dos amigos do finito tempo de espera.

Criam-se símbolos, palavras, poesias e canções para dar significado às humanas vidas inúteis. É tudo insignificante, difuso, confuso e então, cria-se o sagrado e o profano e as artimanhas cheias de teias e esteios para não perder o significado intrínseco. Para não perder a vida.

Não há vencedor, nem vencido. Vive-se a mesma dor, denominador comum. Vive-se o mesmo contexto descontextualizado das frágeis memórias fracassadas pela inconsciência. Todos têm a mesma trágica história, não por privilégios, mas por condenação.

Não há vaidades nisso, só certo asco ou dor. Não há indivíduo dramático, a aventura humana que é...Todos, a derramar o sangue e a linfa e os atos são reais e simbólicos. Sai, do eu para você, do você para o nós, com uma mobilidade invejável, como se tudo fosse a mesma coisa, sem nenhum parâmetro ou preconceito.

Os “instintos” dizem que há unidade na multiplicidade e sabe-se, tanto um como outro, que nada é por acaso. Até o lançamento de um olhar tem os seus significados ocultos, mistérios insondáveis da natureza humana. Não adianta perder-se em teorias quando se foge ao óbvio. É preciso ver o evento em tempo real e ao mesmo tempo dentro da relatividade do tempo. São todos, massa e energia, a única diferença é a cultura inútil. Então é inútil sentir-se acima dos minerais, vegetais e animais. É uma bela irmandade!

Guerra incessante, a verdade é que todos são espelhos insanos no qual se projeta a imagem retorcida e umbralina da decadência.

Quem busca na aventura humana todo o sal da terra está condenado a andar no fino fio da navalha. Nessa perigosa aventura não há passado nem futuro. Só o presente, de presente e essa é a única coisa que se tem a oferecer, não descartando a possibilidade de ser tão pouco.

Encontram-se no mesmo barco atravessando o limite entre a consciência e a loucura. Atravessando o labirinto, com a esperança de retornar intactos pelo fio da Ariadne. Os vaidosos perdem-se pelo caminho e os distraídos não sabem por onde caminham.

Ao trilhar o fio da navalha, aprende-se com as observações, análises e intuições que não se podem afirmar nada sobre nada e que os paradigmas passam conforme o tempo e o espaço.

Sabe-se da verdade absoluta que ninguém tem direção nem constância, portanto, vazios de qualquer atitude ou circunstância determinada. Passa-se pelo bem e pelo mal só pelo prazer de provocar os dois. Na verdade é o paradoxo que atrai e não a determinação de uma concepção do mundo. Concebe-se o mundo, eternamente delineado pela dualidade que é uma lei física e metafísica. Busca-se a síntese pelo prazer da transcendência. Energia eletrônica e atômica em si e fora de si. Não cabem as determinações quando turbilhões de movimentos interpõem-se diante das concepções e paradigmas. Nesse turbilhão, vislumbra-se uma ordem implícita e ao deleitar-se nas sensações mais puras, sobrevive às turbulências explicitando a ordem cósmica.

De situações em situações, sentindo, analisando, intuindo e transformando tudo a cada segundo, sem nunca perder a capacidade de espanto e admiração. A capacidade de assombro diante de qualquer fenômeno ou movimento é tal que parece ser drama e exagero. Na verdade, apenas expressão plena das sensações mais puras, dos sentimentos mais nobres, dos pensamentos mais profundos e os movimentos mais dúbios...enfim, o ser e o não ser. ELIZABETH

http://fotolog.terra.com.br/daviffartes

quinta-feira, 19 de julho de 2007

CIDADE DAS PALAVRAS



PALESTRAS DO GRUPO CIDADE DAS PALAVRAS

A iniciativa dos poetas Joca Faria e Marcelo Planchêz de promover palestras sobre o processo de criação dos poetas e escritores da cidade foi muito bacana.
Elas estão acontecendo na Câmara Municipal de São José dos Campos uma vez por mês em dias de sábado às 10 h. As divulgações são feitas via internet, através de e-mail e blogs.
Buscam, com essa novidade, incentivar o movimento cultural da cidade, onde artistas e poetas podem manifestar-se de forma espontânea sem o compromisso formal com padrões pré-estabelecidos.
Está contribuindo de forma incisiva para o envolvimento de todos aqueles que buscam o conhecimento profundo das simbologias contidas nas artes que se misturam e expressam todo o inconsciente coletivo da humanidade.
O envolvimento e a manifestação das pessoas que estão ligadas à cultura vigente no âmbito da nossa Cidade das Palavras, pessoas essas, que muitas vezes não tem oportunidades para isso.
A cidade das palavras vem mostrando a nova roupagem da poesia e literatura nessa urbanidade digital.
As palestras devem continuar até o final do ano.



A primeira palestra foi do poeta Nadir Jacob Cury. Ele expôs o seu processo de criação que está ligado ao aspecto espiritual. Não deixa de lado essa ansiedade em buscar o criador e demonstrar a sua presença nas linhas e entrelinhas de sua poesia.



A segunda palestra foi do poeta João Nicolau que surpreendeu todos com sua fluência e conhecimento da arte e da literatura. Contou a trajetória do trabalho que culminou com seu primeiro livro “Tempo Obtuso”. Um livro de conteúdo profundo aliado à perfeição da forma. O livro apresenta uma capa bem elaborada e um projeto gráfico inovador. A obra, revisada e editada pela Casa do Novo Autor editora é de qualidade.

O poeta demonstrou maturidade cultural, assim como grande força de vontade para realizar os seus objetivos. Apóia-se nos símbolos da arte, sem abnegar-se da objetividade que esse ato exige para um trabalho aprimorado. Um trabalho que vem realizando numa cidade que pouco apoio oferece aos poetas e escritores contemporâneos, desconhecidos.



A terceira palestra foi do poeta Marcelo Planchêz que traduziu todo o seu processo de criação. Demonstrou o quanto a mestra poesia está nas pequenas coisas do dia-a-dia e ao mesmo tempo nos temas profundos para toda a humanidade. O poeta é aquele que expressa tudo isso, usando variadas formas e essas são tão relevantes como são os conteúdos.

O poeta sente com a sua alma e muitas vezes essa alma de poeta não é compreendida pelos homens. E muitos desses, que não compreendem, insistem em afirmar que a arte precisa traduzir pensamentos ou ações determinadas. O poeta Marcelo, acredita e disse de forma enfática, que a arte não serve a movimentos e idéias, mas sim aos sentimentos e emoções dos seres humanos. Esses sentimentos e emoções é que levam os homens a criarem os movimentos e as idéias mais variadas, não perdendo a sua natureza lírica e nem perdendo-se em meio aos turbilhões cerebrais, característicos da raça humana.

As palestras estão desabrochando...

Elizabeth de Souza

quarta-feira, 18 de julho de 2007

terça-feira, 17 de julho de 2007

TIBET

Tibet

Joca Faria


Democracia é algo distante para nossa humanidade se ela existisse de verdade o povo
Tibetano estaria livre do julgo do império Chinês.
Mao Tesung conseguiu criar uma grande potencia capitalista em nosso planeta, mas porque ele acabou com a independência do povo Tibetano.
Não tenho nada contra o povo Chinês , mas eles estão errando e nos ocidentais também ao aceitarmos o esmagamento da cultura milenar do povo do Tibet.
Não devemos continuar calados e é isso que o artista plástico Davi Fernandes de Faria
esta fazendo solitariamente em seu atelier fazendo um quadro em homenagem ao povo Tibetano. David Bohee compôs musicas em defesa do Tibet.
O grande Dalai Lama vive exilado na Índia.
A globalização esta ai que seja também a globalização da democracia e da liberdade.
Nos cidadãos americanos do sul. Não devemos continuar surdos e mudos diante da exploração do Império Chinês.
O governo democrático do trabalhador Luis Inácio Lula da Silva não pode ficar omisso Lula é um líder que vem do povo e sensível as intolerâncias porque seu governo se omite em relação a questão do Tibet?
Será que é porque a China é um bom parceiro econômico? Camaradas é hora de defender a liberdade e a democracia nosso povo não pode ficar em silencio quando uma cultura milenar é massacrada.
Leiam se tiverem interessados os livros de Lobsang Rampa eles contarão tudo sobre o Tibet.
Que se consolide cada vez mais em nosso pequeno planeta a verdadeira liberdade de expressão.
Paz a todos os povos.

João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br

www.vejosaojose.com.br

sexta-feira, 13 de julho de 2007

ENCONTRO LITERÁRIO

Encontro Literário

Sábado as 10 da manhã no dia 11 de agosto de 2007 haverá uma palestra do
artista plástico Davi Fernandes de Faria sobre o processo de sua criação artística.

Na Câmara Municipal de São José dos Campos

Grupo Cidade das Palavras

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João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br
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Joca Faria

JOCA FARIA ENTREVISTA ELIETE SANTOS







13.07.2007 00h.01
Eliete Santos


É uma artista brasileira da dança que confia na potencialidade desta nação e faz dessa força matéria prima da sua arte.

Joca Faria (*)



Onde nasceu? cresceu?

- Nasci em São José dos Campos. Por ser filha de militar da Aeronáutica cresci morando em algumas bases aéreas.


O que gosta de ler? assistir? ouvir?

– Como graduada em Filosofia, sou exigente quando se tratando de leitura. Gosto e tenho livros de arte, biografias escrita por pessoas do ramo e livros sobre filosofia. Assisto cinema de massa (alguma coisa nacional) e cinema europeu com atenção especial aos curtas metragem. Ouço boa musica, de qualquer nacionalidade.


Porque a arte?

- Não escolhi. Nasci com ela. Minha mãe recorda certa vez que, aos três anos de idade me viu dançando. Ainda sem saber falar corretamente pedia para minha mãe, "bale mãe!"bale mãe!".


O que é a dança para você?

- O caminho que apesar de não ter escolhido, foi ele quem me fortaleceu, educou-me quanto ao que é correto e honesto. Devo respeito esta arte. É através da dança que "falo" com as mais diversas pessoas, e ter isto em mãos não é fácil. O artista deve ter consciência de que tem uma ferramenta nas mãos e tem o dever de lidar com ela de maneira ética. Dançar por orgulho, dançar como fuga, dança exploração do outro, para mim, é um crime. Dançar não é meu tudo, mas parte do que sou.


Como se sente ao produzir cinema?

- Foi uma experiência formidável. Ter participado de produções de cinema me enriqueceu quanto a ter vivenciado o que é de fato uma produção coletiva. Nenhuma outra arte depende tanto da união e dedicação das pessoas quanto o cinema. O cinema é uma prova de fogo. Poucos passam bem nessa prova. Lá desemboca tudo quanto é tipo de gente. De maquinista analfabeto até Fernanda Montenegro e, todos juntos, num mesmo local, diante o mesmo objetivo. O cinema tira de dentro da gente algo diferente. È mágico. Depois do cinema aprendi a trabalhar mesmo em equipe, lidando com as diferenças de maneira correta, sempre respeitando a opiniões, ouvindo e retomando o que eu pensava ser correto para o momento. Agindo assim, no final tudo dava certo. Fiz um bom currículo no meio, mas atualmente dedico boa parte do meu dia a dança. Entretanto, não dispenso o convite para participar de um curta.


O que é ação cultural?

- Não é fácil de explicar, por isso não vou tentar falar do assunto nesse espaço. Mas posso garantir que sem Ação Cultural a comunidade entra num processo de falta sentido. Vou mais longe, Frei Betto numa palestra em São José dos Campos alguns anos atrás, comentou que "sociedade sem arte, tende ao desespero."


O que é produção cultural?

- Algo muito abrangente. Desde os primórdios da humanidade produzimos cultura. Mesmo sem saber, as pessoas produzem e reproduzem cultura. Tomar cafezinho com raspa de limão é produto cultural do sul de Minas Gerais. O profissional da arte e da cultura deve ter bem claro, sua função e do comprometimento em dialogar com a cultura e produzir algo consistente. Ter na sociedade pessoas que produzem cultura de modo profissional é fundamental para o alimento intelectual de uma sociedade. Afinal, não é disso que crianças e todos os adultos necessitam para "ira pra frente " e dar um salto de qualidade como pessoas que pensam?


Qual a linha geral de suas obras?

- Tive diversas fases. A fase de dançar obras européias de ballet, a do encontro com a cultura local dançando Moçambique e Folias de Reis, a fase da desconstrução na dança contemporânea. Hoje estou mais afinada com a produção de coreografias inspiradas em Pina Bauch.


Coletivo ou individual?

- Por força das circunstancias individual. Mas dançar coletivo é muito melhor.


Como vê a política brasileira?

- Em fase de crise ideológica. Alias não somente no Brasil. As correntes a
pouco tempo atrás, tão bem definidas, de lados opostos e rivais, estão revendo seus conceitos. Tem muita gente que aderiu ao "junta tudo " em função de projetos coletivos. O que está por de trás disso tudo, não posso comentar por falta de informação, mesmo. Em comparação a política de alguns países em desenvolvimento, o Brasil sai na frente. Bem ou mal a gente quando tem vontade e quer mesmo falar, reclamar, mudar algo vai até um veículo de comunicação e senta boca.


Qual a maior emoção da vida?

- Tenho várias em mente. É unânime dizer sobre a vinda do primeiro filho, mas como não os tive. Acho injusto eleger uma emoção dentre muitas. São os filhos, formaturas, casamento, viagens, o abraço num artista famoso, ganhar na loteria... posso agora me referir a uma certa vez, quando em São Paulo após uma apresentação recebi o elogio rasgado de Hulda Bittencourt, diretora da Cia Cisne Negro de dança. Meu coração batia querendo pular do peito. Fiquei quente. Sinto a sensação até hoje quando me recordo dela.


Considerações finais

- A dança é relativamente jovem no Brasil. Mas isto não serve de desculpas para a produção mal executadas de coreografias e criações que rebaixam a imagem das pessoas. A dança não pode ser confundida com algo livre, solto que serve de descarrego das energias. Aliás pra descarrego, qualquer pai-de-santo serve! A dança vem da tradição real criada pelo rei Luiz XIV da França, e outras correntes de dança, surgiram do respeito ao movimento corporal e da beleza que reflete o corpo em movimento com a musica. Dança para um publico exige trabalho físico, consciência do que está sendo feito, leitura e respeito com o publico. Pode parecer básico o que menciono, mas vejo que hoje muitas pessoas no meio não tem mesmo esta noção. O publico não merece assistir trabalhos coreográficos pobres quanto ao sentido.

Fale com a Eliete Santos: elietesantos13@hotmail.com

(*) João Carlos Faria - jocafaria@yahoo.com.br
©vejosaojose.com.br - reprodução permitida com citação da fonte

terça-feira, 10 de julho de 2007

VERSOS SANGUÍNEOS


Cidade das Palavras

Está no ar “Versos Sanguíneos”, o terceiro trabalho deste coletivo formado pelos poetas Elizabeth de Souza, Marcelo Planchez, Joca Faria e pelo web máster Paulo Chiacchio.
Estes bravos lutadores da arte vem trazendo as novidades da democracia virtual.
Os “Versos Sanguíneos” estão com 16 poetas num grande ensaio de poesia contemporânea brasileira.
A única coisa em comum destes artistas é que residem em São José dos Campos, Vale do Paraíba, São Paulo-Brasil.
Os integrantes desta renovação da linguagem poética são os músicos Nilton Blau e Alê Freitas.
E aí vem a lista de grandes novidades:
Oswaldo Jr, poeta e compositor, tem uma lírica singular, forte e cativante.
Braga Barros, com um olhar critico em relação aos conturbados dias da hipermodernidade.
Nadir Jacob Cury possui uma linha espiritualista, desenvolvendo uma poética própria.
Daniella Peneluppi tem um ritmo marcante, trazendo uma bela essência a poética atual.
Fernando Selmer, uma sede poética misturada a certa acidez.
Osmar Ferreira, uma renovação.
Possidônio, a eterna duvida entre o ser e o ter.
Reginaldo Poeta Gomes, uma poesia curta e impactante.
Toninho Macedo, arranca das entranhas da Mãe Gaia, seu sentimento lírico.
Wallace Pousso, desafia a cidade em progresso, com uma poética imaginária.
Franklin Maciel, a dureza escondida dentro dos espelhos da alma.
Elizabeth, o profano e o sagrado numa simbiose.
Marcelo Planchez, ruas, indas e vindas numa poesia de crônica
Joca Faria, a multiplicidade na dança poética, valores, cores e a Cidade das Palavras.
A idéia deste trabalho surgiu no começo do século XXI para retratar o fazer artístico desta comunidade. A idéia é fortalecer este coletivo que atua desde os anos noventa com varias formações. Naquela época, era a Irmandade Neo-Filosófica, que fez invasões na cidade e na Capital. Lançou um Manifesto na Bienal de Artes Plásticas de 2002, São Paulo, chegando à maturidade neste terceiro trabalho.

Nossos “Versos Sanguíneos”:

Ficha Técnica
CD: “VERSOS SANGUÍNEOS”
POETAS:
Alê Freitas
Braga Barros
Daniella Peneluppi
Fernando Selmer
Franklin Maciel
Joca Faria
Marcelo Planchêz
Nadir Jacob Cury
Nilton Blau
Osmar Ferreira
Oswaldo Jr
Possidônio
Reginaldo Poeta Gomes
Toninho Macedo
Wallace Pousso

IDEALIZAÇÃO: João Carlos Faria
Marcelo Planchêz
PRODUÇÃO: João Carlos Faria
Marcelo Planchêz
CAPTAÇÃO, MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO: Wilson Rafael
MASTERIZAÇÃO: Lauro Flessat
MID MAX 12 39 41 75 75
LOGOTIPO: Nill
CAPA: Reginaldo Poeta Gomes
WEB DESIGNER: Paulo Chiaro
WWW.SITEVALE.COM.BR
REALIZAÇÃO: Grupo Cultural Cidade das Palavras.
APOIO: Fundação Cultural Cassiano Ricardo
ADC CTA

AGRADECIMENTOS:
Antonia Caracuel Roim Corsatto Varoto
José Roberto Cannizza Filho
Elizabeth de Souza
ABDA Almirez I da Nação Abdalina

Gravado no estúdio “Nosso Som” na primavera de 2006.
São José dos Campos – SP – Brasil.





MANIFESTO IDAÍSTA












MANIFESTO IDAÍSTA


Depois de tantos movimentos e repousos. Depois de eras, eras e ismos, estamos apresentando uma única idéia acerca da existência humana no universo.
Sem grandes definições pois isso se oporia à idéia primordial do IDAÍSTA. Parte-se do princípio que a existência está ligada aos fundamentos incontroláveis da Natureza e suas Leis, onde “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Legando-nos com isso, o eterno vai e vem dentro de um círculo vicioso, mais que vicioso, é viscoso.
Sem grandes questionamentos e indo direto ao assunto, onde nos leva tudo isso? Ao IDAÍSMO!
Nesse contexto descabido pulando de vírgulas aos pontos e vírgulas, depois aos dois pontos, não chegando nunca ao ponto final. O texto existencial, uma verdadeira besteira para uns, e para outros, uma grande transcendência, e para os IDAÍSTAS, puro IDAÍSMO.
O que buscamos? O que queremos? O que somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o fundamento de tudo isso? Perguntam todos os que buscam as respostas para a os mistérios e a trajetória da existência humana.
O IDAÍSTA, nunca perderia tempo com essas questões existenciais intermináveis. Questões essas que vem e vão como IÔIÔ de criança que brinca. Respostas que vão e vem e continuam as mesmas dentro desse contexto, que não levam a nenhum lugar. Não há parâmetros nem de um lado, nem do outro. Não há certezas e nem completas incertezas...um círculo intransponível.
O IDAÍSMO poderia, diante de tudo isso, buscar a inexistência absoluta...mas até isso faz com que se caia no IDAÍSMO; Não se sabe como atingir algo que não existe, pois até o que existe não se atinge completamente.
Baseando-se nessa existência besta ou não que não nos leva a lugar algum (um legado que não se livra), a inexistência poderia ser uma saída ou solução...então você chega até mim e pergunta: E DAÍ? E eu, Respondo com a mesma pergunta, E DAÍ? Por alguns instantes, podemos parar e perceber que seguiremos sempre perguntando e respondendo as mesmas coisas, tanto eu quanto você.
Com isso, podemos concluir que, categoricamente, estamos no mesmo barco, enfeitando com eloqüência o mesmo contexto existencial...melhor dizendo, essa roda de dores coletivas, um círculo vicioso.
Na verdade, somos, por natureza, IDAÍSTAS, por mera coincidência...Existe coincidência? Se existe ou não, E DAÍ? Isso vai mudar a nossa condição?


ELIZABETH E REDDIE

segunda-feira, 9 de julho de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA CONDE DE VILLE

Afim de dabater, discutir e refletir e agir.
Abrimos este blog e para estrear nada mais nada menos qur o polemico

Conde De Ville

Vejam e opnem.



Quem é o Conde?
Um amante do prazer. Um apreciador do bom sexo, das artes, de bons vinhos, viagens, mulheres e homens.

Onde nasceu? Cresceu?
Tiradentes – MG

De onde vem o titulo? Ancestrais?
Meu tataravô recebeu o título há muitos anos atrás, numa pequena província ao sul da França. Depois disso meu bisavô e meu avô também o receberam.

O que é uma contra-nação? E a Monarquia?

Vamos falar da Monarquia:

O MM (Movimento Monárquico) vem sendo alvo constante do preconceito, isso se deve à total desinformação de diversos grupos na sociedade brasileira, principalmente dos que se beneficiam da Republica da espada, dos coronéis, Estado Novo, ditadura militar, Collor, FHC, Lula... constituída por fantoches que só pensam salvar a própria pele.

Sou totalmente a favor da instituição da Monarquia constitucional parlamentarista, na qual o povo através do voto direto escolhe os representantes no parlamento, e estes indicam o nome para Chefia de Governo (Primeiro Ministro), cabendo ao monarca o papel de Chefe de Estado.
O Chefe de Estado, por ser apolítico pode exercer melhor a função no Parlamentarismo Monárquico, do que um Presidente da República no mesmo sistema parlamentar, sendo assim, no caso de haver dissolucão do parlamento por um individuo apolítico, os parlamentares terão mais responsabilidade em dar o devido apoio ao governo que escolheram.

Como é viajar pelo Brasil afora?
Quando viajo pelo Brasil afora o sentimento que fica mais latente dentro do meu ser é o patriotismo...infelizmente, meu nobre amigo, palavra um tanto fora de moda.

Trabalha?
Sim, exerço funções que me são prazerosas, unindo sempre o útil ao agradável. Trabalho com arte.

Por quê, quer ser polêmico?
Não quero ser polêmico, meu caro, quero apenas me divertir. Sou um grande observador do comportamento humano...um "voyeur".

Não é para aparecer?
Oh, céus!!! Enfim, alguém conseguiu compreender esta nobre alma! Percebo que tende sensibilidade, meu amigo!

Como vê a política no Brasil?
Mui arcaica, embora possa parecer contraditória, essa afirmação vinda de um Conde.


Como vê a Internet?
Tecnologicamente, uma das melhores invenções do século passado! A Internet simplesmente encurtou distâncias! É como diz o antigo provérbio: " uma faca servirá tanto para passar manteiga no pão, como para assassinar alguém".

E as artes?
Somente a arte, resgata sentimentos que muitas vezes acreditamos sepultados para sempre. Somente a arte poderá nos livrar do inferno.

O que é elitismo?
Aprecio o elitismo...apenas por questões estéticas.

Sabe que estão devastando as matas?
Obviamente, meu caro! Como poderia um Conde não ter conhecimento de tal fato?! Oh, céus!

Escreve?
Apenas cartas...(e pasmem senhores!) aprecio escrever longas cartas à mão e enviá-las pelo correio para os amigos.

O que gosta de ler?
Grandes clássicos, crônicas, poesias, bulas de remédios, manuais de eletro-eletrônicos etc.

Blogs tem?
Estou tentando administrar o meu tempo com o firme objetivo de criar um.

Considerações finais?
Apenas um breve conselho a todos caríssimos amigos intelectuais e pseudo-intelectuais de egos inflados:

Senhores, jamais subestimem a inteligência e os conhecimentos alheios, por mais óbvios que se apresentem os sintomas da estupidez e da ausência de conhecimentos de qualquer ser vivente sobre a Terra.
Minhas saudações!

conde-de-ville@hotmail.com

terça-feira, 3 de julho de 2007

cd versos sanguineos

CD: “VERSOS SANGUÍNEOS”

POETAS:

ALÊ FREITAS
BRAGA BARROS
DANIELLA PENELUPPI
DORIS SANTOS
ELIZA / BETH
FERNANDO SELMER
FRANKLIN MACIEL
JOCA FARIA
MARCELO PLANCHÊZ
NADIR JACOB CURY
NILTON BLAU
OSMAR FERREIRA
OSWALDO JR
JOÃO POSSIDÔNIO JR.
REGINALDO POETA GOMES
TONINHO MACEDO
WALLACE PUOSSO

IDEALIZAÇÃO: JOÃO CARLOS FARIA
JOÃO MARCELO PLANCHÊZ DE CARVALHO

PRODUÇÃO: JOÃO CARLOS FARIA
JOÃO MARCELO PLANCHÊZ DE CARVALHO

CAPTAÇÃO, MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO: WILSON RAFAEL

WEB DESIGNER: PAULO CHIARO
WWW.SITEVALE.COM.BR

REALIZAÇÃO: GRUPO CULTURAL CIDADE DAS PALAVRAS.

APOIO: FUNDAÇÃO CULTURAL CASSIANO RICARDO
ADC CTA

AGRADECIMENTOS:
ANTONIA CARACUEL ROIM CORSATTO VAROTO
JOSÉ ROBERTO CANNIZZA FILHO
ELIZABETH DE SOUZA

GRAVADO NO ESTÚDIO “NOSSO SOM” NA PRIMAVERA DE 2006.
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP – BRASIL.

JOCA FARIA ENTREVISTA WALLACE PUOSSO











29.06.2007 00h.01
Wallace Puosso


Ator e diretor de teatro, poeta e compositor.É de libra com ascendente em capricórnio. 3º decanato. Lua em Libra.

Joca Faria (*)



Quem é você? Onde nasceu?

-Quem sou eu... boa pergunta! Vim ao mundo com nome estrangeiro, paulistano da Freguesia do Ó. Nasci no ano que não terminou, segundo Zuenir Ventura.


Porque a opção profissional pelas artes, num país em que ter um emprego normal já é difícil?

-Ser artista não é uma opção profissional. É uma escolha de vida. É ter a capacidade de acreditar. Sempre. E lutar por sonhos, não se conformar nunca. Ser artista é entender que o processo é sempre mais importante que o resultado. Se o processo é legítimo, verdadeiro e intenso, o resultado é edificante. E, ao contrário do que muitos imaginam, também traz retorno financeiro, isso se o trabalho for verdadeiro e honesto (respeitando princípios e ética). Por tudo isso, trabalhar com arte não é pra qualquer um. Por isso, a arte (a verdadeira, não a cosmética) é um funil, onde poucos sobrevivem.


Quais os prazeres em escrever, atuar e produzir vídeos?

-O sociólogo francês Edgar Morin tem uma frase que resume bem essa coisa dos tais prazeres: “Criar é matar a morte”. Essa frase me norteia há muitos anos. Sempre a trago como guia. Sendo assim, o prazer em escrever, atuar e produzir material audiovisual está diretamente relacionado aos mistérios de se fazer eterno, imortal, perpetuar na arte um sentido de existência. Penso que seja isso. Todas as artes se complementam, mesmo com suas diferenças.
A riqueza está aí. Há literatura na leitura da cena dramatúrgica e no roteiro cinematográfico. Há sonoridade nas palavras bem faladas. A fotografia de cinema também pode ser uma pintura em movimento. E a pintura complementa o que a palavra não diz. Ou o que está por trás desta. O teatro evoca rituais ancestrais, que por sua vez, desperta o primitivo em cada um de nós e por isso nos sentimos mais vivos, vivenciamos sensações intensas e passamos a enxergar as coisas de outro modo. A literatura ativa a imaginação que por sua vez, devolve estímulos ao corpo. A diferença entre as diversas manifestações artísticas está em sei meio de propagação, não em seu resultado final.


Como incentivar a iniciativa privada a bancar manifestações artísticas?
-Entendo cultura (em toda a sua extensão, incluso aí as manifestações artísticas) como dever de estado. Assim como ocorre em países como França, Inglaterra, Alemanha e Espanha, por exemplo. As razões do mercado são outras e conflitam com as razões de estado. Cultura é identidade, raiz de um povo. Não pode ser regida por regras de mercado. Mas a iniciativa privada tem sua responsabilidade social também. Isso é que tem de ficar claro.


Só o setor público é responsável pela cultura?

-As leis de incentivo, da maneira como estão, deixam a verba pública sob co-responsabilidade da iniciativa privada e a deliberação sobre o que deve ou não ser incentivado fica a cargo dos departamentos de marketing das grandes empresas, que decidem onde devem ou não aplicar um dinheiro que é público! Por isso, as leis de incentivo, são danosas à cultura. Porque produzem um mercado paralelo. O estado tem que tomar pra si o que é seu por direito. Ora, cultura é dever de estado desde a Grécia antiga. Onde foi que nos perdemos?


Qual é o trabalho do momento? Fale-nos sobre ele.

-Atualmente estou em cartaz com a peça “Toda Nudez Será Castigada”, de Nelson Rodrigues, com direção de Cláudio Mendel e realização da Cia. Teatro da Cidade. Desenvolvo pesquisa cênica sobre o tema “Estrangeiro” e que deve resultar num espetáculo para o ano que vem. Estou escrevendo um livro sobre o mesmo tema, que pretendo lançar também no ano que vem. Estréio duas comédias no final do segundo semestre (uma como diretor, outra como ator) pela Cia. Troupe do Autor, da qual faço parte há dez anos. Também desenvolvo pesquisa sobre performance e estou no espetáculo “Yulunga – Poema para um Deus Morto”, da Cia. Do Trailler. Sou Diretor Artístico do CAC Walmor Chagas desde 2003. Também sou conselheiro da OSC Celebreiros e diretor do Instituto Magneto Cultural.


Como vê o crescimento do terceiro setor no país?

-Vejo com otimismo. Sou formado em Gestão de projetos pelo Instituto IDIS – em parceria com a Fundação Interamericana e trabalho nessa área há 5 anos. Vejo que nesses últimos anos, com a reforma do Marco Legal do Terceiro Setor esse segmento deu um salto de qualidade (administrativa, fiscal). Ainda temos muito a fazer. Hoje, por exemplo, temos uma lenta transferência conceitual do que até então era conhecido como Filantropia e agora passa a ser denominado Investimento Social Privado.
O assistencialismo – praticado por mais de 80% das organizações sociais - precisa ainda, ser substituído por um projeto pensado a longo prazo que contemple gestão e sustentabilidade. O terceiro setor no Brasil é fortemente dependente de verbas públicas. O que já não acontece em países como EUA, Canadá e Inglaterra, onde a doação individual, familiar, supera a doação jurídica e estatal. Mas estamos no caminho. E sobre isso, sou otimista sempre.


Cinema, teatro e televisão, quem fez e faz sua cabeça nestas áreas e quem são os talentos que despontam?

-Em cinema, Matheus Nachtergaele, Lázaro Ramos e Rodrigo Santoro. E Johnny Depp, que é excepcional. No teatro ainda estão concentrados os maiores talentos que conheço, por ser essa área (mais que as outras duas) a que mais evidencia o trabalho do ator. Agora, os maiores atores que já vi em cena, atuando, ao vivo: Paulo Autran, Cacá Carvalho, Luís Melo, Matheus Nachtergaele, Juliana Galdino, Henrique Schafer, Leona Cavalli, Leopoldo Pacheco. Esses são os que me fazem a cabeça. E o mestre Cláudio Mendel e meu irmão de teatro Edson Gory. Acho que o mundo é realmente injusto. Tanta gente boa e talentosa e tão pouco espaço!


Já experimentou o Yotube? Quando veremos uma produção de vídeo sua?
-Quanto ao Yutube, por incrível que pareça, ainda não cheguei lá. Às vezes dou uma espiada, vejo algumas novidades, mas ainda não “comprei” essa idéia. Mas é uma questão de tempo. Quanto à produção de vídeo, não tenho planos ainda. Mas colaboro num roteiro que deve virar filme logo, logo.


Como andam as parcerias musicais?

-Meu último e mais constante parceiro foi o Edu Pane. De uns dois anos pra cá, produzimos pouco, muito pouco. Talvez seja a falta de tempo, sei lá. Mas temos mais de 30 músicas juntos!


O que sente ao escrever para um blog?

-Vejo o blog como uma atualização necessária ao ato de escrever. Assim como a fotografia não acabou com a pintura e o cinema não destruiu o teatro, a tecnologia facilita (ou pelo menos assim deveria!) o ato de escrever, torna-o mais descentralizado, a literatura torna-se global, imediata. Isso me comove e me assombra! Mantenho um blog há dois anos e meio junto com Ana Clara, minha mulher e parceira de criação http://celebreiros.zip.net/ e colaboro a um ano e meio num outro blog, coletivo http://www.escrevinhadores.blogspot.com

(*) João Carlos Faria - jocafaria@yahoo.com.br

segunda-feira, 2 de julho de 2007

ENCONTRO LITERÁRIO

Encontro Literário

Sábado as 10 da manhã no dia 7 de Julho de 2007 haverá uma palestra do
poeta Marcelo Planchez sobre o processo de sua criação literária.

Na Câmara Municipal de São José dos Campos

Grupo Cidade das Palavras

www.cidadedaspalavras.com.br


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João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br
www.vejosaojose.com.br

Joca Faria