quinta-feira, 19 de julho de 2007

CIDADE DAS PALAVRAS



PALESTRAS DO GRUPO CIDADE DAS PALAVRAS

A iniciativa dos poetas Joca Faria e Marcelo Planchêz de promover palestras sobre o processo de criação dos poetas e escritores da cidade foi muito bacana.
Elas estão acontecendo na Câmara Municipal de São José dos Campos uma vez por mês em dias de sábado às 10 h. As divulgações são feitas via internet, através de e-mail e blogs.
Buscam, com essa novidade, incentivar o movimento cultural da cidade, onde artistas e poetas podem manifestar-se de forma espontânea sem o compromisso formal com padrões pré-estabelecidos.
Está contribuindo de forma incisiva para o envolvimento de todos aqueles que buscam o conhecimento profundo das simbologias contidas nas artes que se misturam e expressam todo o inconsciente coletivo da humanidade.
O envolvimento e a manifestação das pessoas que estão ligadas à cultura vigente no âmbito da nossa Cidade das Palavras, pessoas essas, que muitas vezes não tem oportunidades para isso.
A cidade das palavras vem mostrando a nova roupagem da poesia e literatura nessa urbanidade digital.
As palestras devem continuar até o final do ano.



A primeira palestra foi do poeta Nadir Jacob Cury. Ele expôs o seu processo de criação que está ligado ao aspecto espiritual. Não deixa de lado essa ansiedade em buscar o criador e demonstrar a sua presença nas linhas e entrelinhas de sua poesia.



A segunda palestra foi do poeta João Nicolau que surpreendeu todos com sua fluência e conhecimento da arte e da literatura. Contou a trajetória do trabalho que culminou com seu primeiro livro “Tempo Obtuso”. Um livro de conteúdo profundo aliado à perfeição da forma. O livro apresenta uma capa bem elaborada e um projeto gráfico inovador. A obra, revisada e editada pela Casa do Novo Autor editora é de qualidade.

O poeta demonstrou maturidade cultural, assim como grande força de vontade para realizar os seus objetivos. Apóia-se nos símbolos da arte, sem abnegar-se da objetividade que esse ato exige para um trabalho aprimorado. Um trabalho que vem realizando numa cidade que pouco apoio oferece aos poetas e escritores contemporâneos, desconhecidos.



A terceira palestra foi do poeta Marcelo Planchêz que traduziu todo o seu processo de criação. Demonstrou o quanto a mestra poesia está nas pequenas coisas do dia-a-dia e ao mesmo tempo nos temas profundos para toda a humanidade. O poeta é aquele que expressa tudo isso, usando variadas formas e essas são tão relevantes como são os conteúdos.

O poeta sente com a sua alma e muitas vezes essa alma de poeta não é compreendida pelos homens. E muitos desses, que não compreendem, insistem em afirmar que a arte precisa traduzir pensamentos ou ações determinadas. O poeta Marcelo, acredita e disse de forma enfática, que a arte não serve a movimentos e idéias, mas sim aos sentimentos e emoções dos seres humanos. Esses sentimentos e emoções é que levam os homens a criarem os movimentos e as idéias mais variadas, não perdendo a sua natureza lírica e nem perdendo-se em meio aos turbilhões cerebrais, característicos da raça humana.

As palestras estão desabrochando...

Elizabeth de Souza

Um comentário:

Anônimo disse...

Boa iniciativa do grupo Cidade das Palavras.