domingo, 29 de julho de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA EMÍLIA RACT












Emilia Ract

A memória faz parte do corpo. O corpo faz parte da alma.



Em meu corpo trago impresso todas as marcas da vida, as sabedorias que quero ter. Desejo compartilhar a fome que eu quero matar, os sonhos que eu preciso ser. Em meu corpo tenho as digitais da vida... (Emília Ract)


Quem é você? Onde nasceu?

- Tento ser tudo aquilo que nasci para ser. Meu nome, Emilia Ract. Nasci em São Paulo, capital, adoro escrever poesias, exteriorizando emoções e sensações que consigo captar dos outros e do mundo. Sou funcionária pública e estudo Letras. Tenho o desejo de ministrar aulas ensinando, de uma forma mais prazerosa, a nossa língua portuguesa às novas gerações. Sou sonhadora nata com personalidade forte.
Procuro interagir e ouvir a todo instante aquela voz dentro de mim que, uníssona, vibra com os sons da natureza. Sou apaixonada pelo obscuro que leva à verdadeira luz, aprecio contos e poesias relacionados ao ser tentador que é o vampiro e críticas a dogmas sociais.


Porque a arte?

- Não sei explicar o porquê, sei dizer como ela nasceu.
Eu sempre gostei de escrever e ler poesias. Contos diversos. Sempre apreciei a literatura, mas foi quando viajei para São Thomé das Letras há três anos que esta “arte” ficou mais intensa e aflorada de modo que eu não consigo mais deixar dentro de minha mente ou num caderno em minha gaveta...


De que universo veio esta publicação?

- Esta publicação, que é minha primeira, surgiu num trabalho que merece ser reconhecido do Sr. Lourival Farias Sodré, organizador da oficina de poesias que teve início no Parque da Água Branca em SP. Esta reuniu muitas pessoas que gostam de escrever e foi dado a elas a chance de publicação de seu trabalho. A ele quero agradecer de todo coração esta chance.


Como é morar em São Paulo, suas qualidades e defeitos?

- Quero lembrar de um fato interessante. Comecei a escrever meus artigos no Jornal Vejo São José há quase 4 anos e o primeiro deles foi sobre a cidade de São Paulo. Sobre como as pessoas andam apressadas nas ruas e não notam os detalhes da vida. Aqui estamos sempre em ritmo acelerado. Eu nasci aqui, mas sempre fui meio bucólica. Quero morar no campo, mais precisamente em São Thomé das Letras, cidade que nutro todo meu amor e me identifico. São Paulo me acolhe bem até este dia chegar. Quanto aos “defeitos”, todos os locais terão este adjetivo. Pois cada um tem seu ponto de vista e posicionamento diante do mundo.


Quais escritores, cineastas, artistas plásticos te influenciam?

- Escritores que me influenciaram foram, Nietzsche, Álvares de Azevedo, Bocage, Safo, de Lesbos, Umberto Eco, Jabor, dentre outros. Cineastas, eu gosto muito do Copolla...elementar...(risos), também aprecio o alemão Fritz Lang, Clint Eastwood e Quentin Tarantino. Artistas plásticos que gostaria de citar: Goya, Giger e Salvador Dali.


Cite algum artista de sua geração?

- Bem, prestigiando algo nosso que é novo e realmente me fez morder a língua de tudo que eu, antes de vê-lo no cinema pensava: Rodrigo Santoro. Anthony Hopkins, Kate Winslet... Ah... Tantos... Quero mencionar uma atriz que vocês estranharão, pois definitivamente não é de minha geração... Maria Callas. Trago muito respeito por ela. Como cantora e atriz.


Filosofia ou esoterismo?

- Ambos. Com certeza. As duas em minha opinião levam ao auto conhecimento do ser. Estas duas fabulosas ciências se encaixam naquela busca daquilo que somos e para que viemos, etc. A busca da Verdade que temos no íntimo de nosso ser.


O que podemos fazer de prático para mudar este país?

- Nós... Devemos parar de reclamar e jogar a culpa no Estado, no Sistema. Claro que não quero excluir a parcela de culpa da falta de ação que compete às autoridades do nosso país, mas ficar para sempre esperando é que não podemos. Somos parte da nação, e como parte, por certo podemos mudar o todo. Ou ao menos tentar. Falta união entre as pessoas, e me dói muito ver a individualidade que os seres humanos têm adquirido através dos tempos.


Quais os resultados de sua coluna no Vejo São José?

- Para mim são bem positivos. As pessoas escrevem sobre assuntos diversos e expressam suas opiniões. É um espaço muito bem aproveitado para escritor e leitor dialogarem nas entrelinhas.


Para que estudar historia?

- Creio ser demais proveitoso estudar história a fim de que se saiba, pelo menos 50% da trajetória dos nossos povos antepassados, aprender com seus erros, continuar seus acertos. Estudar história para se posicionar no tempo e no espaço é bom, entretanto penso que além de estudar é preciso discutir. Colocar em xeque. Questionar. Concluir. Vivenciar.


Considerações finais:

- Quero agradecer ao amigo Sodré pela oportunidade do lançamento do livro e também a todos participantes da Oficina de Poesia.
Aos meus amigos que eu tanto prezo e amo e que sempre acreditaram que este dia se concretizaria. À todos vocês da equipe do Vejo São José.
À minha mãe e o carinho que tem me dado por estes anos.
Ao o meu amado, Luciano que tem me libertado de todas as amarras da vida e me deixa voar e ser.

Fale com Emília Ract: emilia.ract@vejosajose.com.br - emilia.ract@gmail.com - www.emiliaract.recantodasletras.com.br

(*) João Carlos Faria - jocafaria@yahoo.com.br

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