sábado, 11 de agosto de 2007

ENCONTRO DAS HORAS



Encontro das horas

Hoje acordei mais cedo, caminhei ate a sala e em frente a minha janela, notei um belo campo florido, a visão diante de meus olhos, fez com que congela-se a cena, que no momento levava a crer que neste cenário de poucas palavras, emergiria uma acepção abstrata, um elevado espirito de comunhão entre eu e a aquarela no jardim.
O sol contempla com toda força o espetáculo de simplicidade, aos poucos a min parece que algo surpreendente irá decifrar algum enigma nas cores havidas.
O vento percorre entre as flores mansamente, toca - pétala por pétala e em seguida parte para seus circuitos rumo ao inesperado, o propósito é assoprar a leste ou a oeste seja qual for o expoente a seguir.
A lua hoje de manhã veio visitar o dia, com sua aparência cheia tomou conta do céu, um brilho parvo, combinando com a neblina que cobria parcialmente o firmamento, as estrelas haviam se despedido junto com a noite, mas deixaram fragmentos de orvalho perdidos na relva.
As horas vão passando lentamente, os ponteiros vão marcando passo a passo encontros e desencontros na fração de cada segundo do tempo, o dia é tomado por axiomas ritmados de correria, os rosto envolvem mistérios, os pensamentos viajam nos argumentos deste dialeto, existe um sincronismo invisível, todos desejam uma mesma paragem.
O sonho abrange circularmente os muitos esconderijos do âmago, atras da íris, o quilíade de pensamentos vai a nau procurando um não sentido, o oculto foca no espaço a esperança perdida no limbo do inconsciente.
O dia esta começando, pela fresta da porta de longe vê-se vagarosamente o reflexo do sol que percorre a estrada e nas curvas do asfalto vai vencendo os obstáculos, em instantes vejo surgir montanhas e florestas, paraísos verdes que fogem do alcance dos olhos, o coração esconde milímetricamente um compasso absurdo e ao mesmo tempo navega um mar de surpresas, o inesperado rapidamente soma-se ao panorama.
O sol se esconde atras dos montes, a tarde abraça o crepúsculo num gesto de despedida.
A noite vai cobrindo o dia com seu manto de estrelas, o sol se foi, despedindo se da lua com seu brilho de inverno, os ventos frios percorrem todo o horizonte em metamorfoses reais.

Marcelo Planchez

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