segunda-feira, 20 de agosto de 2007

UM RISCO E UMA TRAJETÓRIA


Que fosse o risco reto na folha de papel
Que fosse, em poucas palavras que descrevêssemos o mais solene verso
Que fosse o tempo em que nossas almas debruçassem caladas sobre a multidão de imagens
Que fosse as mãos habéis e a caneta o meio supremo de impor o calor intenso da poesia
Que fosse o tempo e o relógio uma trajetória.
Que fosse em minhas veias o rio sangrento de toda a revolução
Que fosse o céu iluminado que nunca se apaga
Que fosse a criança de vestes brancas com um largo sorriso.
Que fosse a constelação inteira brilhando
Que fosse a seqüência incessante de ondas do mar
Que fosse o coração batendo de emoção
Que fosse o universo mágico da imaginação
Que fosse o beijo molhado de ternura
Que fosse o jeito dengoso de ser
Que fosse o caminhar feminino
Que fosse o jardim de margaridas amarelas
Que fosse o suspiro da vida de quem fosse
Que fosse apenas um simples soprar do vento
Que fosse o abrir e fechar de olhos

Marcelo planchez

Nenhum comentário: