sábado, 4 de agosto de 2007

VELUDO LARANJA

VELUDO LARANJA
(mulher nouvelle vogue )

Lapa in transe, a Lapa q eu quero ver,
o cavalo vindo do nada para ao nada voltar
Pode ser q seja cinema
Pode ser q seja Marcel Proust
enfeitado com um chapéu-veludo-laranja

Não sei se desejo escrever aquilo q queres
Ouço o relincho do cavalo dos versos acima
e a palavra da mulher nouvelle vague
reluzir nos pingos vermelhos

Arcos q te quero Arcos
coroados de som,
pela chuva e pelos muitos bondes amarelos

4 horas de quinta-feira, número 21 da rua Riachuelo,
eu sentado sobre um sofá pintado a mão,
o precário rádio mastiga as notícias da manhã que ainda não vivi

Logo este poema estampará seus genitais pelas telas dos computadores,
rostos anônimos, o seu e o meu,
sendo aos poucos tingidos pela a estranheza dos vocábulos

Esse poeta q não bate cartão deveria estar dormindo
e não olhando para o retrato torto do torto Raul Seixas

Lapa in transe,
guerra nos morros da cidade capital mundial do foda-se,
a fé é o que nos mantém,
o sol mora em minha unhas
e na valsa caótica da cidade linda

Edu Planchez

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