domingo, 30 de setembro de 2007

ELIZABETH, O MEU NOME PROVISÓRIO!




ELIZABETH, O MEU NOME PROVISÓRIO

Não estou pronta
Deixaram-me pela metade
E aqueles 3 anjos
Ficam aqui do meu lado
Espiando meu inacabamento
Vistoriando meu aniquilamento.
Até quando
Vou ficar assim?
Sem asas
Sem vôo
Sem consciência?
Olho a sua espada
A balança no seu plexo
E o dragão sob seus pés
Fico entro o mundo dos vivos e dos mortos
E não sei quem sou
Onde está escrito meu nome?
Onde está a pedra?
Onde estão minhas vestes brilhantes?
Onde foi que perdi
O fio de ouro?
Onde esconderam meu tesouro?
E agora aqui
Sem eira nem beira
Esperando
Uma ponte invisível
Sob os meus pés
E um mapa
De onde possa encontrar
O meu verdadeiro e real ser.
Até quando?


Elizabeth

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

JOCA ENTREVISTA MAIRA



Quem é Maira? onde nasceu?

Alegre, de bem com a vida, 27 anos, namorando, sou uma pessoa perseverante naquilo que eu quero, e não aceito ser passada pra trás, que os outros cometem injustiça, fico revoltada.

Nasci em S.J.Campos, 11 de janeiro de 1980.

Como é editar um jornal como O GRITO?

É difícil a luta do dia a dia, mas não faço sozinha o GRITO, Tanto eu e meu pai editamos juntos o jornal. Afinal, O GRITO não é mais um “jornalzinho” para falar de políticos, puxar o saco de prefeitos, etc. Somos diferenciados e o nosso alvo é atingir justamente aqueles que são “excluídos” desta sociedade podre e medíocre.

Como vé a politica ?

Para mim, não tem solução. Como dizia Abhram Lincoln “ Cada povo tem o governo que merece”. Tire suas conclusões.

Como vé a questão feminina e a liberação neste século XXI?

As mulheres tem tomado seu lugar ao sol, antes éramos discriminadas por certas profissões, agora estamos realmente mostrando quem somos e o que queremos. Sou uma simpatizante do GLS e se a pessoa é feliz ao lado de alguém do mesmo sexo quem somos nós, ou a Igreja, o Governo para impedirmos esta união?

Como é ser jovem num mundo com poucas opurtunidades?

Revoltante. O tal Programa do Governo “Primeiro Emprego” atinge somente uma determinada faixa etária.

O que podemos fazer para mudarmos esta sociedade?

Acho que para começarmos, temos que mudar a maneira do ser humano pensar. Tudo gira em torno do pensamento.

O que você lê? Tem veia poética ? Escreve?

Gosto muito de ler livros de poesia. Meus autores favoritos são Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, entre outros. Sim. Tenho alguns poemas que fiz, mas escrevo só quando me dá vontade.

Como encara as novas tecnologias e a internet?

É de extrema importância para o mundo moderno que vivemos, sem Internet hoje não há comunicação. Eu assumo sou viciada neste mundo cibernético, Orkut, MSN.

O que pensa e o que planeja para o futuro?

Penso num mundo melhor, não para mim, mas quem sabe para meus filhos, netos, não sei. Tenho planos de fazer a Faculdade de Jornalismo o próximo ano, ter um filho, me casar com a pessoa que eu o encontrei e o amo , depois de tanta busca, comprar minha casa, enfim constituir uma família e crescer profissionalmente. Tenho projetos de levar o jornal O GRITO para o Brasil e exterior.

Como encara este materialismo em nossa sociedade?

De uma hipocrisia tremenda, acho que você como todo o ser humano deve ter o básico e suficiente para viver.

Considerações finais?

Agradeço muito por essa entrevista, á você por ter me concedido este espaço e que possamos continuar gritando a plenos pulmões pelas injustiças sofridas.

Acesse meu blog de poesias: www.mairavarela.blogspot.com

e-mail para contato: mahluporini@uol.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

EVENTO: PALESTRA


PALESTRA

TEMA: “PISANDO EM SÍMBOLOS, VERSOS E CANÇÕES”

ELIZA-BETH

DE SOUZA

DIA 06 DE OUTUBRO/07

ÀS 10 h

LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL DE SJC - SALA TANCREDO NEVES

ENTRADA FRANCA

ACESSE O SITE: www.cidadedaspalavras.com.br

sábado, 22 de setembro de 2007




Voluntários da Pátria

Rio de Janeiro, RJ Brasil

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Auto da cena, ou cena do Auto?





Do verbo com falas próprias de arauto

Ouço de teus oráculos meios pudicos

Com olhos abertos no sobressalto

Do discurso da moral em público



Como casto conto preso ao que é

Tua prepotência na impotência

De seres do lé com lé, cré com cré

No despotismo da magnificência



Ris da verdade na improbidade

E de forma chula pisas no balde

Do leite em tetas na parcialidade



Divides metades jogadas ao ló

Para reses em de teu arrabalde

Recrias do bordão de não me deixem só!



Ramoore

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

BOMBAS

Bombas

Joca Faria

Outra manhã em minha vida não olhei pro céu não vi dragões voando.
Não te vi nua em minha frente, pássaros voam no céu, mas não os vejo.
Aviões explodem nas manhas de agosto. Risca-se o céu em brasa.
Cadáveres não se reconhecem. Morro em silencio, devia ter escutado os profetas.
Não escutei morro calado em silencio. A corrupção humana é o ápice de nosso egoísmo.
Enquanto crianças morrem de fome em nossas periferias.
Não te vi nua na praça. Não te vi voando de vassoura. Não te abracei na manhã , morro em silencio. Deixo um testamento. Escrevo mentiras nele. E sorrio para a enfermeira ao morrer.
Agora sou cadáver num caixão. Os ratos me esperam no túmulo. Mas estou livre das amarras.
Não vi suas pernas numa saia branca, quero sentir o cheiro de sua vagina.
Só tenho um real para te dar, vamos fazer amor num fétido banheiro de padaria.
Como adolescentes sem dinheiro.
Bombas explodem no congresso em Brasília, quem levou a bomba?
Quinhentos ladrões morrem, os urubus fogem das carniças de porcos deputados.
Bombas bombas bombas na capital do sexo....
Quem vai mudar esta nação? Ficamos em silencio após nosso gozo no banheiro...
Saímos a passear pela cidade, pomos nossa bomba no correio...Chega terça ...No congresso.....
Vamos embora deste pais, pois o tempo urge...
Fazemos amor em Paris...enquanto o sangue rola no que restou do congresso...
Fazemos amor enquanto ouvimos o hino nacional...
A policia cerca nosso hotel nos rendemos....Separam nos....
Mas nos vemos no tribunal...E assim somos cadáveres ambulantes...

João Carlos Faria

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Rynaldo Papoy

Domingo, 16 de Setembro de 2007
Saciedade dos Poetas Vivos - Volume X - Sexos
A Editora Blocos costumava, nos anos 90, publicar edições especiais de poesia. Eu participei da edição sobre "sexos".
Vou postar neste blog meus poemas originais, mas iniciar com os poemas do livro "Saciedade dos Poetas Vivos - Volume X - Sexos", lançado em 1997.


CORPOS EM CHAMA CAEM NO ABISMO



há milhões de anos, sei teu nome.

há milhões de anos, não sei o meu.

gostaria de conhecer as profundezas de teu nome.

a dor existe antes do sofrimento.

nossos corpos existem antes de nossas almas.

não há mais festa - não existo em minha casa.

teu corpo é meu caixão; meu corpo é tua podre ponte.

mergulha no esgoto, sente na língua meu sabor.

quero em minhas mãos, teu coração pulsante.

quero dentro de teu estômago, meus pés.

bebe minha mente; bebereis teus ovários?

bebo tua mente; beberás meus testículos?

[1991- poema que fiz para minha primeira namorada]
ARTE PÚBLICA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Há espaço para a arte pública em São José dos Campos? Que caminhos devem percorrer os artistas, arquitetos e urbanistas interessados em ampliar a discussão a respeito do tema na cidade?

Com mediação do arquiteto, urbanista e artista plástico Selso Dal Belo, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIVAP, o encontro reúne a artista plástica e arte-educadora Ana Maria Arantes Bonfim e o arquiteto e urbanista Ricardo Veiga, diretor de Projetos Especiais do Departamento de Projetos Urbanísticos da Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de São José dos Campos.


DIA 18/09 TERÇA, ÀS 20h.

Promovido pelo SESC S. J. Campos
Na UNIVAP - Auditório da Faculdade de Comunicação e Artes.

Grátis

sexta-feira, 14 de setembro de 2007



Tibet livre ! (lasha, tributo a terça feira lobsang Rampa)
Ha mais ou menos 50 anos os chineses invadiram o Tibet e mataram quase um milhão de tibetanos.......
essa é uma pequena homenagem a esse povo pacifico e sabio, e também ao escritor Terça feira Lobsang Rampa grande defensor dos tibetanos e do esoterismo

Quadro de Davi Fernandes de Faria

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

EVENTO

www.cidadedaspalavras.com.br

Estaremos nas 22 horas ininterruptas de teatro

No cine Santana . FESTIVALE

Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Dia 16 Domingo às 6 horas da manhã

Com Café com Palavras

Com Joca Faria, Leó Mandí, Marcelo Planchez....Elizabeth de Souza ...Daniella Penellupi...Reginaldo Poeta Gomes..... .... ..... .....Paulo Chiacchio

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

BREVE HISTÓRIA DE ESTADAS E PARTIDAS


Sem comparações, mas elas acreditavam
mais do que ele poderia
Elas e ele olhando pela vidraça
Todos felizes por algum motivo


Aquelas garotas saíram à noite
procurando alguém
com quem namorar ou se casar, sei lá
qualquer coisa parecida com um amor


Ele estava apenas voltando para casa
e achava que precisava de um outro lugar
mas outro lugar, lhe disseram,
outro lugar é apenas a um passo daqui


Difícil é admitir que se ficou andando em círculos
embora sempre se aprenda algo ao caminhar
O homem que chegou não parece diferente daquele que saiu
e isso quase nunca significa que houve falhas

Restam-lhe os velhos sonhos
e algumas moedas no bolso
Talvez seja o suficiente.
Não há mesmo lugar para guardar tanta coisa.


Seus amigos ainda estão lá
Parecem não haver mudado
Acho que todo mundo esteve andando em círculos.
Isso mostra alguma coisa, seja lá o que for


Sempre haverá garotas saindo sem rumo
e homens voltando para casa
Todos tristes por algum motivo
tentando com medo, mas sempre tentando


Talvez aconteça como já nos disseram
talvez aquela sensação de já ter vivido isso antes
Ou seja, as respostas estão no passado
E agora, como é que voltamos atrás?


Sem sombra de dúvida, o lugar é aqui
quase passamos o “x” marcado no mapa
É tempo de parar; talvez o garoto sorrindo
o ajude a erguer as pedras da casa


Tudo recomeça do nada
Ao menos, assim disseram aos sobreviventes
O nada é sempre o melhor começo
quando não se sabe aonde ir


E olhe só, há alguém soltando fogos ao ar
cada coisa que se vê no interior
Aqueles homens, eles lhe disseram algo ao ouvido
Entretanto, ele parece querer guardar segredo.


Era uma vez duas crianças na varanda.

Era uma vez duas crianças na varanda.

Oswaldo Almeida Jr

sábado, 8 de setembro de 2007

EVENTO-PALESTRA

PALESTRA

O POETA MARCELO PLANCHEZ

FALA SOBRE A CRÔNICA NA LITERATURA BRASILEIRA

DIA 22 DE SETEMBRO/07

ÀS 10 h

LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL DE SJC - NA SALA TANCREDO NEVES

ACESSE O SITE: www.cidadedaspalavras.com.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA REGINALDO POETA GOMES





















Quem é? Poeta, paraibano e corintiano, apaixonado pela vida e pela arte.

Onde nasceu? Em Patos, uma linda cidade no sertão paraibano.

Como quer sua morte? Rápida e breve, sem nenhuma internação traiçoeira.

Porque a arte e não a matemática?

R: A arte me salva e acalenta. A matemática me engana, nem sempre nas minhas contas, 3 x 7 é = a 21.

Filosofia ou um tanque de roupa?

R: Um tanque de roupa, é claro. Lá está a verdadeira filosofia do vestir e do existir, diversos sentimentos e estórias sendo lavados e prontos pra saírem pra rua limpinhos e começar tudo outra vez...

Se você nascesse mulher, como seria?

R: Provavelmente uma mulher liberal e guerreira, em busca de quebrar essa vidraça tão falsa e nublada chamado machismo.

Formado na faculdade ou na dificuldade?

R: Nas duas. Me formei primeiramente na dificuldade da sobrevivência, esse é meu primeiro e grandioso diploma. O outro foi adquirido na faculdade de comunicação e artes – publicidade e propaganda – um baita curso, abriu-me os olhos pra muita coisa que eu desconhecia ou fazia vista grossa, a faculdade é um lugar que TODO ser humano merece pisar.

Academicismo ou vida prática?

R: vida prática, sempre. “andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”

Como vê o governo Lula e o governo Serra?

R: Vejo o governo Lula com certa desconfiança e cuidado, quase fui preso por fazer campanha pra ele (velhos e bons tempos). Hoje não sei quem o “aconselha tanto”, ele está um pouco perdido, essa afirmaçõe de que, “não sabia de nada”, sempre provoca em mim um certo desconforto, mas é, sem dúvidas, o melhor presidente que tive e tenho a chance de acompanhar o trabalho.

Serra: Me mete medo, um cara que está sempre rodeado por “almofadinhas”, não me parece ser uma pessoa que se um dia chegar de vez ao planalto (que é seu único objetivo e obsessão) , vá olhar pra classe média-baixa, pra classe trabalhadora, pra ser mais direto: olhar por nós. É um cara ligado diretamente a elite brasileira, seu discurso não consegue avançar na minha alma. Posso até me enganar, espero até que isso ocorra, o “se enganar” abri novas janelas pra análise das nossas atitudes e vícios e até preconceitos.

Nordeste como desenvolver?

R: É simples, basta apenas um grande e sincero investimento político, industrial e estrutural, mas isso não interessa... tem muita gente enricando ainda mais com a miséria dos nordestinos, não apenas com os que moram lá no nordeste, mas muitos também que estão “ilhados” em muitos outros estados da federação.

Cassinos contra ou a favor?

R: Sou a favor, a questão é cultural, se o cara quer, então vá! Sabemos de outras coisas que tanto vicia e quebra a família brasileira e não se proíbe! Vá ao estádio 4 vezes por mês e veja quanto sai do seu orçamento... a questão não é apenas “medir” quanto isso vicia... a questão é mais educativa do que conceitual.

Esoterismo cético ou crente?

R: Já passeei por todas essas avenidas, hoje, talvez, o termo exato que caiba em mim seria a dúvida. Posto meu olhar pra vida e sei que o mais importante é acreditar em algo... é respeitar instintos básicos, é não duvidar da fé dos outros, mesmo que você não tenha fé. Hoje não tenho religião, aliás, nunca tive, sempre falava que tinha uma religião pelo medo de dizer: “não tenho nenhuma religião, nenhum credo” sempre tive muito medo e insegurança pra trabalhar com esses temas, minha luta pra ser aceito socialmente não foi tão fácil. A única religião que me guia hoje é a religião do viver.

Filhos ter ou não ter?

R: Tê-los! E se possível, com uma certa dose de maturidade e planejamento.

Livros? Filmes? Televisão ? Música?

Livros: Como no Céu e Livro de Visitas (Fabrício Carpinejar),

Distraídos Vencemos – (Paulo Leminski), Neblina – poemas e apontamentos (João Possidônio Jr.), Alfazema (Zenilda Lua), Tempo Obtuso (João Nicolau) e O pequeno príncipe: esse foi o 1º livro que li na vida.

Filmes: A vida é bela (Roberto Benigni ), Cidade de Deus (Fernando Meireles) e

O primeiro dia (Walter Salles e Daniela Thomas)

Televisão: Jogo do coringão (mesmo perdendo de 3), Sr. Brasil e Café Filosófico (tv cultura) e Não É O Que Parece (canal Futura).

Música: Cordel do Fogo Encantado, Belchior, Léo Mandí, Nação Zumbi, Lenine, Sérgio Sampaio, Vanessa da Mata, Vander Lee, Ednardo e Bee Gees.

Considerações finais:

R: Primeiro agradeço ao convite e afirmar que, a vida é essa magia repleta de segredos... cultivar amigos e procurar um pouco de arte, salva-nos de muitas desgraças diárias. E lembro que estou produzindo um novo livro para ser lançado em 2008.

Quem desejar entrar em contato comigo, eis os canais de comunicação: reginaldopoeta@yahoo.com.br e http://reginaldopoeta.blogspot.com/

Abraços!

Qualquer coisa entre em contato.



terça-feira, 4 de setembro de 2007

FILHOS DA MANTIQUEIRA


Filhos da Mantiqueira
Ser ou estar... Não quero escrever hoje sobre a genealogia plancheniana poética... Quero falar de outras coisas, mas o frio me dá vontade de tomar café com leite e um queijinho derretido até num micro ondas... Dias desses estive em Paraisópolis, nosso Sul de Minas Gerais... Essas bandas da Mantiqueira parecem-me uma só região, pena que tem a divisão política entre São Paulo e Minas Gerais HE.HE.HE. Minas Gerais... Onde nunca morei e não morrerei... Costumo fazer para os meus entrevistados a mórbida pergunta: __ onde morrerão? Não sei por que me vem esta pergunta. Queria que um leitor qualquer decifrasse esse enigma...Estou muito contente, vamos nos apresentar no Festivale este ano... Acompanho este Festival desde 1990 quando jogava luvas perdidas no palco por um ator. Era a peça de um casal e eu tinha meus vinte anos...Sempre soube o que queria, pena que ainda não alcancei... Quero fazer poemas como Reginaldo Poeta Gomes! Ele conseguiu falar da cueca que lavava. Que sacada simples e fenomenal de um poeta. Ser simples e direto e criar temas nunca poetizados... Geralmente sou pornográfico... falo da calcinha...da nudez...mas nunca da minha mudez...fico sempre em silencio e sempre achei que o silencio era meditação, santa ignorância, meditar é calar a mente... Agora, depois de anos compreendo Zaratustra de nosso irmão Fred Eric Nietze, quando este subia as montanhas... Eita vida marvada...
Manhãs passam como a vida. Dia desses li Clarisse Guimarães... que poetisa fantástica...esta moça ou mulher...ela profetisa...daquelas que contam historias tão bem... Num de seus poemas, falava de mulheres que recebiam para fazer amor nos templos... não entendemos nada disso... Ela também nos contava através de suas cartas virtuais, de como bárbaros faziam amor...fala de tudo em suas cartas, mas nunca fala de si mesma nem onde mora, como vive... mas é fabulosa! A primeira vez que tive contato com ela foi numa carta que recebemos seus livros para publicarmos no LITTER.
De lá pra cá mantemos contato por carta e pela net...Fala da vida de uma maneira simples...que mulher apaixonante! Ela adora viajar e diz que conhece bem estas bandas da Mantiqueira nas divisas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Para ela, esta Mantiqueira é mágica... muito mágicaaa... E por falar nisso, Edu Planchez estará em Lorena, quem sabe Clarisse o visite... Nunca nos visitou em corpo físico...ainda não sabemos se Clarisse realmente existe...mas tudo bem, já somos prisioneiros do Mundo de Beth...
Mas devo ficar com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo como diz aquela músicaaaa...
Tudo flui nesta terça-feira e não leio Lobsang Rampa, mas vejo um quadro de Davi Fernandes de Faria...sobre o TIBET...
Vou-me indooo... meu tempo termina...andarei pelo calçadão... a ver belas raparigasssss....

João Carlos Faria

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

CHÁ DAS CINCO

Glórias ao homem de viola e chapéu
ele dança Moçambique
ele canta
ele pula
Ele é mesmo muito bom
A aristocracia bate palmas
permitem-lhe sua companhia,
gesto benevolente pelo qual ele deve
ser grato por todos os dias e noites de sua vida
e enquanto durem as canções que seu pai lhe ensinou.
Quem seria ele sem o manto da bondade?
Que seria dele sem o mármore dos palácios?
Seu nome adocica o vinho na boca das princesas e rainhas
Que é dele?
Agradeça, homem bom
Reconheça, homem bom
Elas fizeram sua vida
cuidarão de sua redoma de cristal
trazida de uma viagem à Europa
Ninguém o machucará – esta é a promessa selada no orvalho da montanha
Nunca deixe de agradecer
É só o que todos esperam
Venha, precisamos todos de um motivo
precisamos de assunto para o chá das cinco
Pintaremos suas unhas
lavaremos seu cabelo
e passearemos todos juntos.
No crepúsculo, prometemos
faremos sua mortalha na antiga tecelagem
e traremos um busto de mármore
como o dos castelos
para que todos adorem seus feitos
E ajoelhem-se frente aos bustos de seus benfeitores
de cuja ação dependeu sua vida.
Ninguém conhece sua história e isso tampouco importa
Olhe para a frente, homem bom
sempre e inquestionavelmente olhe para a frente
Pois oferecem-lhe céus com nuvens de algodão e pigmentos azuis importados

e para trás vêem-se apenas montanhas verdes com lama, casas de taipa e café sem coar.



Oswaldo Almeida Jr