quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Auto da cena, ou cena do Auto?





Do verbo com falas próprias de arauto

Ouço de teus oráculos meios pudicos

Com olhos abertos no sobressalto

Do discurso da moral em público



Como casto conto preso ao que é

Tua prepotência na impotência

De seres do lé com lé, cré com cré

No despotismo da magnificência



Ris da verdade na improbidade

E de forma chula pisas no balde

Do leite em tetas na parcialidade



Divides metades jogadas ao ló

Para reses em de teu arrabalde

Recrias do bordão de não me deixem só!



Ramoore

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