terça-feira, 30 de outubro de 2007

ZECA BALEIRO

Folha de São Paulo, 29-10-07

O rolo do Rolex
ZECA BALEIRO

Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado?



NO INÍCIO do mês, o apresentador Luciano Huck escreveu um texto sobre o roubo de seu Rolex. O artigo gerou uma avalanche de cartas ao jornal, entre as quais uma escrita por mim. Não me considero um polemista, pelo menos não no sentido espetaculoso da palavra. Temo, por ser público, parecer alguém em busca de autopromoção, algo que abomino. Por outro lado, não arredo pé de uma boa discussão, o que sempre me parece salutar. Por isso resolvi aceitar o convite a expor minha opinião, já distorcida desde então.
Reconheço que minha carta, curta, grossa e escrita num instante emocionado, num impulso, não é um primor de clareza e sabia que corria o risco de interpretações toscas. Mas há momentos em que me parece necessário botar a boca no trombone, nem que seja para não poluir o fígado com rancores inúteis. Como uma provocação.
Foi o que fiz. Foi o que fez Huck, revoltado ao ver lesado seu patrimônio, sentimento, aliás, legítimo. Eu também reclamaria caso roubassem algo comprado com o suor do rosto. Reclamaria na mesa de bar, em família, na roda de amigos. Nunca num jornal.
Esse argumento, apesar de prosaico, é pra mim o xis da questão. Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado? Lançando mão de privilégio dado a personalidades, utiliza um espaço de debates políticos e adultos para reclamações pessoais (sim, não fez mais que isso), escorado em argumentos quase infantis, como "sou cidadão, pago meus impostos". Dias depois, Ferréz, um porta-voz da periferia, escreveu texto no mesmo espaço, "romanceando" o ocorrido. Foi acusado de glamourizar o roubo e de fazer apologia do crime.
Antes que me acusem de ressentido ou revanchista, friso que lamento a violência sofrida por Huck. Não tenho nada pessoalmente contra ele, de quem não sei muito. Considero-o um bom profissional, alguém dotado de certa sensibilidade para lidar com o grande público, o que por si só me parece admirável. À distância, sei de sua rápida ascensão na TV. É, portanto, o que os mitificadores gostam de chamar de "vencedor". Alguém que conquista seu espaço à custa de trabalho me parece digno de admiração.
E-mails de leitores que chegaram até mim (os mais brandos me chamavam de "marxista babaca" e "comunista de museu") revelam uma confusão terrível de conceitos (e preconceitos) e idéias mal formuladas (há raras exceções) e me fizeram reafirmar minha triste tese de botequim de que o pensamento do nosso tempo está embotado, e as pessoas, desarticuladas.
Vi dois pobres estereótipos serem fortemente reiterados. Os que espinafraram Huck eram "comunistas", "petistas", "fascistas". Os que o apoiavam eram "burgueses", "elite", palavra que desafortunadamente usei em minha carta. Elite é palavra perigosa e, de tão levianamente usada, esquecemos seu real sentido. Recorro ao "Houaiss": "Elite - 1. o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, especialmente em um grupo social [este sentido não se aplica à grande maioria dos ricos brasileiros]; 2. minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social [este, sim]".
A surpreendente repercussão do fato revela que a disparidade social é um calo no pé de nossa sociedade, para o qual não parece haver remédio -desfilaram intolerância e ódio à flor da pele, a destacar o espantoso texto de Reinaldo Azevedo, colunista da revista "Veja", notório reduto da ultradireita caricata, mas nem por isso menos perigosa. Amparado em uma hipócrita "consciência democrática", propõe vetar o direito à expressão (represália a Ferréz), uma das maiores conquistas do nosso ralo processo democrático. Não cabendo em si, dispara esta pérola: "Sem ela [a propriedade privada], estaríamos de tacape na mão, puxando as moças pelos cabelos". Confesso que me peguei a imaginar esse sr. de tacape em mãos, lutando por seu lugar à sombra sem o escudo de uma revista fascistóide. Os idiotas devem ter direito à expressão, sim, sr. Reinaldo. Seu texto é prova disso.
Igual direito de expressão foi dado a Huck e Ferréz. Do imbróglio, sobram-me duas parcas conclusões. A exclusão social não justifica a delinqüência ou o pendor ao crime, mas ninguém poderá negar que alguém sem direito à escola, que cresce num cenário de miséria e abandono, está mais vulnerável aos apelos da vida bandida. Por seu turno, pessoas públicas não são blindadas (seus carros podem ser) e estão sujeitas a roubos, violências ou à desaprovação de leitores, especialmente se cometem textos fúteis sobre questões tão críticas como essa ora em debate.
Por
fim, devo dizer que sempre pensei a existência como algo muito mais complexo do que um mero embate entre ricos e pobres, esquerda e direita, conservadores e progressistas, excluídos e privilegiados. O tosco debate em torno do desabafo nervoso de Huck pôs novas pulgas na minha orelha. Ao que parece, desde as priscas eras, o problema do mundo é mesmo um só -uma luta de classes cruel e sem fim.

JOSÉ DE RIBAMAR COELHO SANTOS, 41, o Zeca Baleiro, é cantor e compositor maranhense. Tem sete discos lançados, entre eles, "Pet Shop Mundo Cão".

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

OLHOS, BOCHECHAS E CORAÇÕES VERMELHOS



olhos e bochechas e corações vermelhos.
Percebi que sentia saudade daquela voz, e não sei se é por ironia, todas essas intrigas ao meu redor. Já que quando um tudo está bom, o outro tudo está mau. Frustração é o que sinto diante de tantos consertos e desajustes simultâneos.
Eu quero estar e ser e ter para sempre, afinal, a tristeza dói, mas é confortante. Eu tenho de aprender, e muito. Lágrimas, sorrisos, desmazelo, folhas secas. Ah, minha bela árvore cor-de-laranja, como pôde morrer e me deixar aqui, sem sombra alguma, exceto a da dúvida? Eu, que estou tão feliz, apesar de ter perdido grande parte da minha antiga esperança para com o mundo! com cheiro de chocolate, cheiro de vômito, cheiro de poesia, cheiro de morte. Não vejo a hora de me livrar de toda esta bagunça na qual estou metida até o pescoço. pois ela me corta o pescoço feito faca.
Mente estúpida, sempre em devaneio!

Me dói, me fascina e me cansa estar aqui. me enlouquece, me confunde. papéis e palavras. Sangue, sonhos e sombras. gosto de cheirar meus joelhos. estar sendo, ter sido. Eu amo, eu odeio e rio da tragédia. O descomunal é simplesmente deslumbrante; e o simples é tão complexo... a sua, a minha garganta. me apaixono com facilidade, e quando isso acontece, o mundo tem cheiro de manteiga. Talvez seja sensível demais. Falta de memória, perdas, ganhos. Algo sempre irá faltar, mas já não penso nisso. Não mais penso no que pode me fazer pensar. Preciso fixar o meu olhar. O vazio, ausente! O completo, presente! necessito, dependo, não vivo sem. É demasiado estúpido. E de vez em quando pode parecer desanimador, mas na maior parte do tempo vale a pena.

LALITA

domingo, 28 de outubro de 2007




A apresentação do Grupo Anima, no Teatro Municipal de São José dos Campos, na noite da última sexta feira, 22, ganhou muitos aplausos.4


Valéria Bittar



Joca Faria (*)






A apresentação do Grupo Anima, no Teatro Municipal de São José dos Campos, na noite da última sexta feira, 22, terminou em muitos aplausos. Os artistas campineiros demonstraram excelente musicalidade aliada a uma marcante diversidade cultural. O Anima está no caminho há muitos anos já tendo se apresentado em várias cidades brasileiras, americanas e européias. Depois do show joseense falamos um pouco com a flautista e produtora executiva Valéria Bittar.

Como é o nome inteiro? – É Valéria Bittar, mas não sou parente do Jacó Bittar. Meus parentes são do lado filósofo dos árabes.

Você é de onde? – Nasci na capital de São Paulo. Meus avós são emigrantes árabes, italianos e espanhóis.

Há quanto tempo está em Campinas? – Tive duas fases na cidade, dos 3 aos 18 anos, sai para estudar e voltei e fazem onze anos que estou lá.

Então é campineira e gosta de lá? – Não gosto de Campinas, admiro o céu, as árvores e os pássaros de Campinas.

Porque da música? – Nasci fazendo música. Meus avós sempre fizeram, teatro e artes plásticas.

E a vida cultural em Campinas? – A vida cultural em Campinas? Pode falar palavrão? É uma merda.

Há quanto tempo está nessa? – Vou fazer 40 anos de música.

E o Grupo Anima, o que é isso? – O Anima existe como fusão de música de tradição oral brasileira com música medieval ibérica, há 15 anos. São músicos que se conheceram em Campinas e que vivem lá, apesar de tocar muito pouco na cidade. Tocamos mais pelo Brasil e na América Latina. Nos Estados Unidos e no Canadá.

Sobre os cds - Temos seis cds gravados sendo quatro que denominamos de carreira que é só o Anima.

O que achou da apresentação em São José dos Campos? – Só conhecia a cidade de passagem. Tenho alguns amigos aqui, o pessoal que faz música antiga, como a Raquel Aranha que morou na Holanda.

Quais as pretensões do Anima? – Estamos encerrando o Projeto Espelho que é o nome do nosso cd. Foi uma tourne de 25 concertos e 15 oficinas. Depois, partiremos para mais um cd e a formalização do Centro de Performace Musical, em Campinas.

Mais: www.animamusica.art.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

PÁSSAROS



Pássaros

Asas fortes,

Brisa forte,

Barreando os céus vejo vôos livres

Asas abertas,

nos confins do horizonte.

Tudo perde-se de vista no vôo contra a cordilheira

O vento valente levanta o pássaro sobre o espaço no alto junto a atmosfera, o pássaro enfrenta a fera invisível em silente vôo.

Marcelo Planchez


sábado, 20 de outubro de 2007


ETERNO CIRCULAR (ou o teatro que morre e renasce infinitas vezes)



As coisas não acontecem por acaso.

Bauru, outubro de 2007. 2º Fórum de Criação Teatral no Interior do Estado. Estavam lá, representando grupos de São José dos Campos: Wangi Alves, Dani Peneluppi, Allex Cardozo, Thais Lopes, Carolina Toledo, Robson Jacqué, Fernando Rodrigues, Milena Roberta e eu. Dois dias de debates sobre dramaturgia, novas dramaturgias. E Dramaturgia Pós-Dramática. Para se entender o que anda acontecendo com o teatro brasileiro, é preciso voltar um pouco no tempo.

Belo Horizonte, dezembro de 2005. 2º encontro da REDEMOINHO - Rede Brasileira de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisa Teatral. Presentes ao encontro, Claudio Mendel, André Ravasco e eu, representando o CAC Walmor Chagas, representando nossa cidade numa arena de debates com os principais grupos de teatro do Brasil.

Lá, nas conversas com Hugo Possolo (Parlapatões), Pedro Pires (Cia. do Feijão), Tiche Viana (Barracão Teatro), Chico Pelúcio (Galpão), o pessoal do Teatro de Narradores e alguns outros, o discurso já apontava encaminhamentos distintos para o teatro brasileiro. Principalmente o teatro de grupo e os grupos com espaços de criação. Na arena da Redemoinho se discutiu a eficácia das leis de incentivo, o modelo administrativo falido no qual o teatro se apóia, balançando entre a pesquisa-que-não-dá-dinheiro e o comercial disfarçado, a ausência do estado no fomento às artes em geral e, é claro, a Lei de Fomento que mudou definitivamente a cara do teatro paulistano.

Nessa ocasião, pude constatar que as dúvidas que me acometiam aqui na cidade dormitório eram - de certo modo - comuns a outras regiões, outras companhias. Pude abrir minha visão para outros caminhos, outras saídas para o teatro, sem abdicar da pesquisa, da ética, dos princípios que defendo.

A Redemoinho é um divisor de águas na minha trajetória de 15 anos como artista.
Depois disso tive certeza: nunca soube fazer outro teatro que fosse fruto de trabalho de grupo, que não fosse em processo colaborativo (ainda que isso seja bem complexo) e que busque a ética acima de tudo. Um teatro que seja um grito contra a opressão, contra os que me silenciam com sorrisos elegantes. Um teatro bruto, urgente, imagético, pulsante. Sem ser panfletário. A era da militância acabou, companheiros!

Os artistas são (ou pelo menos deveriam ser) a pimenta do planeta!

Em setembro de 2006, como parte da programação do FESTIVALE, organizamos (Cia. Teatro da Cidade, Troupe do Autor, Cia. do Trailler e Barracão Teatro) o Encontro Regional Da Redemoinho. Quem esteve lá presenciou ótimas discussões e reflexões.

Em dezembro de 2006 iríamos os três (Claudio, André e eu) para o 3º encontro da Redemoinho, desta vez em Campinas, organizado pelo Barracão Teatro. Aí o discurso radicalizou e transformou a rede num movimento político. Já não era mais A Redemoinho, mas sim O Redemoinho. E a luta passou a ser por melhores políticas públicas para o Teatro Brasileiro, com ações diretas e intensivas junto ao Congresso e Senado Federais.

E chegamos a Fevereiro de 2007, com o 1º Fórum de Criação Teatral no Interior do Estado. Em Bauru. Como se um fosse continuação do outro, os movimentos se entrelaçam, os discursos se fundem e a Cooperativa Paulista abre seu foco para o interior do estado de São Paulo, dando continuidade às reflexões já desenhadas nos encontros anteriores do Redemoinho. Em dois dias, tivemos as falas do mestre Janô, do mestre em Narrativa Prof. Luiz Arthur Nunes, do Rogério Toscano, dramaturgo e profesor da ELT, entre outros.
Neste primeiro Fórum estavam: Claudio Mendel, Andréia Barros, Carlos Rosa, Milena Roberta, André Ravasco, Lucilene Dias, Diogo Cábuli, Robson Jacqué e eu.

Corte para outubro de 2007. Novamente Bauru. Porque contar todos esses fatos? Quero deixar registrado que uma transformação silenciosa traspassa o teatro brasileiro desde meados dos anos 90. É preciso estar atento às mudanças.
Aqui na cidade dormitório, onde os coronéis ainda ditam regras (inclusive no teatro!) ainda existem companhias de teatro que estão no séc. XX, atrás de fórmulas de sucesso para atrair público, atrás de dramaturgias não tão novas e defensoras de um pensamento arcaico.

As coisas são circulares.



Wallace Puosso
(12) 9175-2738
Instituto Magneto Cultural
CAC Walmor Chagas


Todos os dias, devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas. (Goethe)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA BETE BINO














Joca entrevista Bete Bino


Quem é? Onde nasceu?
Sou Bete Bino , sou joseense, aprendi na vida ser um agente cultural, atriz, educadora social, atualmente sou mosaicista e secretaria. Gosto de mar, da água da cachoeira, da chuva fina que cai do telhado. Não seria nada se não fosse meus filhos.

O que é ser atriz?
Ser atriz é viver personagens que possam transmitir as pessoas o lúdico, o imaginário e despertar a conscientização de determinados assuntos importantes como: A preservação do nosso Rio Paraíba, a importância da reciclagem do lixo, e como tantos outros temas importantes para a valorização da vida humana. O Teatro tem essa magia!

Cinema e vídeo, porque parou?
Não parei, a produção apenas está mais lenta, estou aguardando recursos/equipamentos para continuar, breve estará sendo lançado um DVD do Trem da Viração que participei.

Como vê a questão da ação cultural hoje?
Ação Cultural sou eu, é você, somos todos! É um trabalho de formiguinha que continua crescendo...embora cada um no seu caminho, aos poucos vem agregando novas pessoas, novas maneiras de fazer arte. O sentimento ainda está vivo! Só que agora não dependemos mais de nenhuma instituição, que é até bom, dependemos de nós mesmo para não deixar morrer jamais esta chama! Desde que iniciou esse processo de Ação cultural, ela está o todo tempo em transformação.

Política, na sua opinião. para que serve?
Política é muito importante para reger os tramites das cidades, dos estados, do nosso país, do universo...uma pena que nem todos que estão nela sejam sérios! Gosto dela! É um meio de buscar a transformação social, pra isso temos de nos familiarizar com ela, não adianta só recriminá-la, é preciso enfrentar esta barreira, e usá-la de uma maneira séria e revolucionária, e se possível buscar novas maneiras de fazer política.

Como defender o direito das crianças? Fale das suas experiências no Cedeca? O que é o Cedeca?
Defendemos o direito das crianças primeiramente tendo conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, e depois tentando ajudar valer este estatuto, podemos começar por dentro da casa da gente mesmo, depois fora como educador ou voluntário, com seu visinho, no supermercado, na venda, na comunidade em que se vive.
O Cedeca - Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. são regidos por três principais projetos: Assessoria Jurídica gratuita a familia; Direitos Humanos - suporte a atos infracionários e Projeto Refazendo Vínculo - adolescentes que estejam rompendo vínculo com seus familiares na busca de reintegrá-los a sociedade.

Como é morar na bucólica Monteiro Lobato?
É um desafio! Temos uma missão muito importante lá. Podemos falar disso depois, agora ainda é segredo! rsrsrs
Bom, Monteiro Lobato é uma cidade muito bonita! A comunidade é muito boa, a cidade é calma, as crianças brincam a vontade, aos finais de semana descanso a sombra de uma árvore em frente a uma cachoeira, na verdade, sou meio turista lá, porque venho todos os dias para São José pra trabalhar, saio cedo e só chego a noite, a sim, o silêncio noturno é maravilhoso, traz um sono tranquilo e pala manhã, ao despertar, muitos pássaros cantam e todos livres avisando que o dia clareou, é pura poesia! Monteiro Lobato é um refúgio!

Consideraçoes finais:
Só mesmo com o passar da carruagem é que vamos nos encontrando, sem perder a essência, sem temer grandes fronteiras, sem apagar o riso, sempre buscando ajudar o próximo e sempre buscando a comunhão com o nosso Divino Mestre! Obrigada!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

GALÁXIAS TRIBAIS

Galáxias Tribais


Ouço som de nossos ancestrais sons advindo da AUSTRÁLIA ....da mais distante tribo vozes , vivassss
vejo numa mão uma luz! Não sou não sou faço parte deste copo de água. Perco-me no vazio. Não há vazios. Danço em torno da terra, vejo árvores, sons ancestrais, tambores, tambores. No vazio infinito, sou um piraquara. Sou índio, um índio eletrônico perdido na cidade das palavras.
Galáxias presentes dentro do meu ser, viajam com os átomos. Sou a bola de gude, jogada pelas crianças.
Dança tambores diáfanos, danço ao ritmo de meus ancestrais. Não sou eu... Sou outro, outro, mas outro ser sou real, longe da ilusão.
Vejo cenas de outras épocas diante de meus olhosssss. Bate-se em ritmo alucinante termina com um prato.
O telefone fala! Barulhos de um som estranho, uma nave espacial. Será que os anjos eram astronautas?
Parecem aviões! Sou poeta 24 horas por dia... Não sou nada além de humano, ridiculamente humanooooo.
............xxxxccccccnnnnnnnmmmmmmmmmwwwwwwwjjjjjjjjjjjjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....

Palavras, sinais, minhas antenas captam sinais vindos das estrelas. Sommmmm
sommmmm...Aviões... Foguetessssssssss.... Tudo me consome!

Eu, anti -homemmmm...Estou de saia na praça Afonso Pena. Somos índios eletrônicos. Galileu Galileiiii estava certo, eu estou certo , você esta certa.
Bato minhas mãos neste laboratório de artes. Nesta insana Glória sou anti-poeta, anti- nada. Eu sou você!
O céu torna-se vermelho, vejo sois eternos soissssss.

Meu estômago ronca, volto ao mundo tridimensional, agora comum, ridiculamente comummmmmmmmm.....


João Carlos Faria

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

PLASMA


PLASMA

Como Alice, atravesso...
A tela brilhante a minha frente
Só para provar
Que a matemática nunca foi exata.
Atravesso Euclides
Rindo da sua tridimensionalidade bestial!
Penetro o mundo das maravilhas
Onde os elétrons
Espalham-se folgados
Para me dar passagem
Por entre os vãos.
Vou surgindo entre os seus dedos
Que puxam meus cabelos despenteados.
E ao chegar inteira
Do outro lado
Sinto cheiro de Alfazema do campo
E a doçura
De um olhar de mel...
Sua voz?
Ainda desconheço a tonalidade...
Está mudo diante de mim
E suas ondas telepáticas
Atravessam-me como uma espada de luz
E sua metralhadora de palavras
Jaz ao lado
Pronta para ser disparada
Esperando meu sinal
A minha senha
O meu signo escrito nos papiros antigos.
Derreto-me no seu mel
D I L U I N D O
Meus fragmentos flutuam
Nesse ar virtual.
Então, você junta um por um
Todos os meus pedaços
Configurando-me ao seu bel prazer.
Que segundo mais intenso!!!
De repente
Vou sumindo no plasma:
Hasta la vista, my baby!!!

Elizabeth

“Diferentemente dos demais estados da matéria, sólido, líquido e gasoso, a matéria no estado de plasma, nada mais é que um gás ionizado constituído de elétrons livres, íons e átomos neutros, em proporções variadas e que apresenta um comportamento coletivo.

...justamente, devido à energia cinética das partículas que constituem o plasma, este é hoje identificável como sendo o 4o estado da matéria, representando 99,99% da matéria visível do Universo. Três principais fenômenos caracterizam a matéria no estado de plasma: emissão de radiação eletromagnética, blindagem do campo elétrico das cargas e oscilações coletivas devido as forças colombianas”.

domingo, 14 de outubro de 2007

ADITIVOS NUM CAFÉ NA CASA DO PAUIC

Aditivos num café na casa do Pauic

Joca Faria

Estava a olhar fotos no orkut, de algumas amigas...e fiquei levemente emocionado... Levemente porque uso saia e sou muito macho... O que é a arte que nos consomeeee... No infinito instante em que vivemosss... Neste universo de sons e imagenssss... Ouço a música de jornada nas estrelaas que passa num video a minha frente....como rapadura e bebo coca-cola... Passeei na feira. Ouço papos de prendave, internet, comerciais de absorvente...um kaos nos meus ouvidosss. Vejo fotos de Anabel LEE ...NÃO SEI MAIS O QUE FAÇO, QUEM SOMOS DIANTE DESTE MICRO.....Quem sou não sou....tudo se desfaz em minhas lembranças... entrevisto pessoas... Corro na madrugada de cães de duas cabeçassss, mas que cabeças são estas? Meu falo esta ereto e a minha boca sedentaaa das suassss... Ouço papo de negócios e eu, no meu eterno óciooooo... Mãos se confraternizam numa dança insanaaaa.
Quem somos quem não somos em nossas eternas buscasss? Ontem vi pela décima vez o filme “Dois perdidos numa noite sujaaaaa” Sinto tonturas abissais... Nunca vejo nada além da janelaaa! Sou um cidadão de Roma em pleno século vinte e ummmmm....Fotos e mais fotossss... Ouço, vejo, sintooooo, aprendo como negociarrrrr.......Querooo a libertação... Mas do que se libertar???? Estamos perdidos no meio de dois caminhos cadê o caminho certo? Não sei jogar tarô... não sei jogar tarô...mas que drogaaaa é esta? Estou perdido... estou a frente e atrasss...Ainda estamos na idade média para alguns, somos bicho do mato?
Que somos, além de mortais? Talvez eu ainda tenha 100 anossss , vejo a nova jornada nas estrelasssss, tomo café muito café e irei ao teatro hoje... Mas quem sou? Como encontrar-me diante desta ilusória solidãoooooo....
Quem é voce que lê estas maltraçadas linhas e anti-linhassss... Milagres não aconteceeeem... Tudo se fotografaaa com uma máquina digitallllll... Tudo se cria num cumputadorrrr... Quantas novidadess e ainda somos mortais.......
Quem somos? Dispo-me e ando nú pela avenida paulista... Tinjo meu corpo... sou agora um indio eletronicoooo... Troco presentes pela net... Troquemos presentes pela net... Estejamos mais próximos...ainda não somos lobisomensss...
Onde estão os deuses? Vejo fotos da obra de Wagner Molock, mas fico mais perdido diante deste negro abismooo.
hóooo... quanta coisa... Abra a mão de abraços no outro, como diria Eliza ...Quanto custa um abraço????
Não sei não sei não....
Vou descer até o lagoooo....e nadar núuuu......

João Carlos FARIA

sábado, 13 de outubro de 2007

JOCA ENTREVISTA VIVIANI LEITE
















Viviani Leite
Arte-educadora e produtora cultural. Virginiana, nascida e criada nas margens do Rio Paraíba, na rua da feira de quinta feira, em Santana. Atualmente morando na babilônia que é a cidade de São Paulo.

Quem é?
Difícil pergunta, essa. Mas vamos lá! Profissionalmente, sou arte-educadora, mas pra chegar até aqui, transitei em várias direções. Gosto de cozinhar, então com 18 anos, larguei o emprego numa pequena loja, pra fazer e vender pão de mel. Meus amigos todos lidavam com arte. Eram músicos, poetas, compositores, e minha casa desde a adolescência era o ponto de encontro dos amigos e eu cozinhava pra eles enquanto eles tocavam, recitavam, pintavam e criavam. Fiz cursos de teatro, dança, literatura e canto, criei uma personagem e saí por aí contando histórias pra crianças. No meio disso tudo, quando vi, estava organizando alguns pequenos eventos e como era apaixonada por cinema, fui procurando fazer cursos na área, me especializando na produção de vídeo. Um tempo depois fui convidada pelo Flau (fundador do Mamulengo), para trabalhar em um projeto como educadora com crianças em situação de risco social e percebi que poderia usar as
ferramentas da comunicação para educar.
Pessoalmente, escolhi ver o mundo pelos olhos da arte porque acredito que seja um grande elemento transformador. Durante a minha vida, já fui salva por Fernando Pessoa, Drummond, Mário Quintana e tantos outros. Já me jogaram verdades na cara, Glauber Rocha, Cazuza, Renato Russo, Machado de Assis, Dostoievski e Vitor Hugo. Aprendo a ser mulher com Florbela Espanca, Adélia Prado, Hilda Hilst e Alice Ruiz. Meus amigos e minha família são meu porto seguro, meu tesouro encantado e eu tento viver a vida com a maior lealdade comigo mesma e consequentemente com o mundo.

Como é trabalhar no Terceiro Setor?
Difícil. Mas só de saber que o que faço não visa o lucro financeiro de ninguém, que não existe nenhum executivo engravatado ou uma multi-nacional que tem como seu único objetivo o capital por trás de toda essa história, me sinto mais confortável. Não acho que o terceiro setor, vá resolver os problemas do mundo, e sei que muitas instituições hoje, infelizmente atuam com a lógica do mercado, vendo o seu público alvo como parte da engrenagem para conseguirem financiamentos. Mas existem instituições sérias, com pessoas comprometidas pessoal e profissionalmente com o coletivo e o bem comum. Tenho a sorte de conhecer algumas dessas pessoas, e aprender com elas a ver a possibilidade de mudança, de acreditar num mundo mais justo e com mais beleza.

O que é “Os Mamulengos”?
O Mamulengo nasceu espontaneamente, de um grupo de pessoas que acreditam que a vida pode ser mais colorida, com mais riso e sonhos. Quando vi o trabalho do Mamulengo, em 2000 no galpão do Putim, com mais de 800 crianças brincando de teatro, de dança, jogando bola no campinho de futebol, andando de perna de pau e com sorrisos de orelha a orelha, fiquei encantada. Me encantei com a força da Maria Zilda (mãe do Flau e fundadora do Mamulengo) ensinando as crianças a fazer bonecas de pano e com outras tantas pessoas que dedicam e dedicaram a sua vida por essa causa. Hoje o Instituto Mamulengo coordena diversos projetos de arte e educação em São José, Litoral, interior e capital do estado de São Paulo.

Como é a vida em Sampa?
Faz três meses que estou morando em São Paulo. Não fazia parte dos meus planos vir parar nessa cidade, quando percebi estava enviando um email aos amigos comunicando meu novo endereço.
São Paulo é o paradoxo, é tudo de tudo. Tudo nessa cidade é muito. É muito cinza, é muito cruel, é muito rica e é muito pobre, é muito bela e é muito feia. Aqui a gente vê de tudo ao mesmo tempo. Estou ainda captando e digerindo as informações e sensações desse universo, isso está me transformando e estou curtindo essa transformação. O universo aqui é muito amplo, tem muita gente, e tenho tido a sorte de até agora, só ter encontrado pessoas “do bem”, desde o porteiro do prédio até os amigos que tenho feito por essas bandas. Mas fico o tempo todo me alertando pra não deixar essa cidade me engolir, pra não esquecer meu ritmo, porque é muito fácil numa cidade tão grande como essa e tão cheia de mazelas da gente se perder.

Fundação Casa ? Como é trabalhar com reeducandos?
Não é nada fácil. São 30 anos de história, funcionando num esquema de opressão e transformar isso não é do dia pra noite, mas vejo que alguns paradigmas estão sendo mudados, que propostas ousadas e boas estão sendo aceitas. Vide o trabalho que estamos fazendo, que é um trabalho de política pública cultural dentro das unidades. O Mamulengo é responsável pelas atividades de arte e cultura oferecidas em unidades do interior e capital do estado, e eu acho que o forte desse projeto é a formação. Os educadores estão recebendo formação, capacitação e acompanhamento contínuos, acho que é a primeira vez, que a arte está recebendo o devido valor no trabalho com os adolescentes, como elemento fundamental de transformação dentro de unidades da Fundação CASA. A equipe que está na coordenação é muito séria e são artistas. Pessoas que vêem a arte não de forma utilitária ou como passa-tempo – dois estigmas muito fortes e
errôneos sob o meu ponto de vista – pois maior função da arte é ela por si própria, a emoção, a fruição, a catarse. O ser humano é tocado pela necessidade de criação, do conteúdo que explode se transforma em forma, e é baseado nesse conceito que estamos construindo esse trabalho. Cada atividade com os adolescentes é o ponto de partida pra uma faísca que pode mudar o horizonte do olhar, ampliar as possibilidades e as paisagens por meio da emoção e das sensações que só a arte proporciona fazendo com que se crie nesses adolescentes um diálogo com o mundo e a resposta dos adolescentes nesse diálogo é valiosa e bela.

Quais os preconceitos que enfrentam?
Acho que até agora não enfrentamos grandes preconceitos, como disse anteriormente estamos tendo até agora grande acolhida de nossas propostas por parte da Fundação e olha que estamos realizando propostas bastante ousadas. O que percebemos em algumas pessoas e acho que é o que todo artista percebe em qualquer canto do mundo: pessoas que vêem a arte como mero passatempo ou de forma utilitária achando que a função da arte é nos dar sempre uma moral da história.

Quais as soluções para estes adolescentes? Como evitar que cheguem a delinqüência?
Os adolescentes são estigmatizados simplesmente como marginais. Não quero aqui defendê-los de forma tendenciosa eximindo esses meninos de suas responsabilidades. Eles cometeram crimes e tem que ser responsabilizados por isso, mas também são pessoas em fase de formação e que vivem numa sociedade cruel, muitos deles não tiveram o básico em educação e formação dos valores fundamentais para que possamos conviver coletivamente, e isso, infelizmente não é uma questão somente das classes mais baixas de nossa sociedade - vide os casos de violência que vemos nas manchetes de jornais cometidos por adolescentes de classe média e alta.
Esses adolescentes vêem o crime como trabalho, com plano de carreira e tudo mais. É a sociedade que cria esse modelo, vivemos num mundo onde somos valorizados pelo que temos, os meios de comunicação todo o tempo nos diz que só seremos felizes se consumirmos mais e mais, o conforto é facilmente confundido com o luxo.
Vou cair aqui num lugar comum, e reafirmar mais uma vez o que todos estamos cansados de ouvir, mas só a educação pode transformar! Só a afirmação de valores básicos como a ética, o bem comum, o afeto, a cidadania, a solidariedade, a dignidade, a responsabilidade, o belo, e outros valores fundamentais podem modificar o mundo, e isso só pode acontecer através da formação do indivíduo, do conhecimento, do entendimento e da apropriação desses princípios.

Como governos podem agir previamente?
Não acredito que o governo tenha que agir sozinho. Isso é responsabilidade de toda a sociedade, mas culturalmente aprendemos a transferir o poder, achamos que votar no determinado candidato é suficiente para transformar as coisas. Temos que ter mais consciência de nosso papel, e fiscalizar os órgãos responsáveis para que cumpram o deles. Temos que cobrar para que políticas públicas sejam feitas, que as escolas tenham qualidade, que a saúde tenha qualidade. A sociedade é feita de pessoas, e as pessoas somos nós. Nas tribos indígenas, quando uma criança nasce, ela é criada por toda a tribo, todas as pessoas daquela tribo são responsáveis por ela, por sua educação, por sua alimentação, por seu bem estar. Esse pra mim, é o exemplo de uma sociedade justa.
Infelizmente em nossa sociedade, a preocupação é sempre baseada no individualismo, na vantagem que o “indivíduo” terá se agir de determinada forma, esse pensamento neoliberal de subir a qualquer custo, está fazendo com que o mundo caminhe pro abismo.
E mais uma vez aqui, afirmo que somente a educação pode mudar os rumos da sociedade e a educação não faz somente na escola, faz em nosso dia a dia, nas ações de nosso cotidiano, na participação coletiva.


O que faz enquanto arte?
Trabalho com comunicação. Não me considero artista, mas sim uma pessoa que procura olhar o mundo com sensibilidade, com indignação, com paixão e às vezes por conta disso acabo escrevendo alguns textos, poemas e produzindo imagens na tentativa de travar um diálogo com o mundo, de expressar meus desejos, minhas dores, meus medos e meus devaneios. Mas sem falsa modéstia, acho que não sou muito boa nisso não. Percebi que o que faço melhor no campo das artes, é instigar o outro a se deixar levar pela emoção que só a arte pode proporcionar. Por isso, escolhi ser educadora, e pra isso utilizo a linguagem do vídeo, da fotografia, da poesia, da palavra.

Quais as diferenças do movimento cultural e social na capital e no interior?
Ainda não saquei muito bem como as coisas funcionam aqui em São Paulo, mas acho que nessa grande metrópole tudo acontece com menos preconceitos, menos rótulos, os movimentos culturais por aqui me parecem transitar mais entre diferentes modalidades. O pessoal do HIP HOP, transita com o pessoal do teatro, o pessoal do teatro faz musica, os músicos misturam elementos eletrônicos com os tambores, o poema vira rima de Rap e o artista plástico sai por aqui grafitando paredes. No interior, essa movimentação existe mais ainda é muito tímida.

Considerações finais.


Foi bom poder concatenar as idéias e expressá-las aqui, isso fez com que eu me entendesse um pouquinho melhor.
E o dialogo se abre, quem quiser concordar, discordar, discorrer, criticar, esteja a vontade.
Meu emeio: vivianileite@hotmail.com

Vou ousar um pouquinho mais e já que entrei nessa dança, transcrevo abaixo, com um tanto de timidez, um pequeno poema que escrevi algum tempo atrás em homenagem a outros poemas e que expressa um pouquinho minha relação com as palavras e com a arte.

O poema é a contra mão da razão.
É licença poética,
É rima etílica,
Palavra inventada.
O poema é margem do rio que canta,
É a mão da criança,
É a safadeza na dança,
É o amor que balança.
O poema é meu norte, meu lema.
Minha sorte, meu dilema.
O bom poema, me leva sempre a morte,
Pra renascer depois muito mais forte.

Viviani Leite

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

BICHO DO MATO


BICHO DO MATO
(Para nós)

Eu sou o bicho!
Tu és o bicho!
Sob o sol e o céu
Sobre corcéis avermelhados
Traçamos o infinito
Nos pensamentos velozes
Os meus
E os teus
Divagando numa terra de ninguém
A morada é o sol
E os campos em flor
A caverna é o sal
E o silêncio das salamandras
Um lugar para pousar
Nossas garras afiadas
E ousar palavras pensadas
Pensar palavras ousadas
Apalpar
Devagar
Toda pele amarela
Deitamos no horizonte
Só para mostrar
A verticalização dos nossos atos.

Eliza / Beth

Joca,


Tudo bem?
É preciso fazer algumas correções nesta proposta. Do jeito que está fica vago, bastante vago.

Faço algumas sugestões à proposta, respondendo no próprio corpo do texto (abaixo):

Abraço!



Wallace Puosso
(12) 9175-2738
Instituto GATIS
Instituto Magneto Cultural


> PROJETO EDIÇÃO DE LIVROS
>
>
>
>
> Projeto Edição de livro
>
> O Brasil e o mundo hoje vivem na era digital e a
> literatura não ficou atrás... Poetas ,escritores
> ,ensaístas, usam a rede para divulgarem seus escritos,
> que antes viviam em gavetas.
>
> Com o intuito de trazer esta movimentação virtual para
> o mundo real da Cidade é que nós, do Grupo Cidade das
> Palavras, queremos propor ao poder público através da
> Câmara Municipal de São José dos Campos e a Fundação
> Cultural Cassiano Ricardo,
> a criação de um projeto voltado para a edição de
> livros de novos autores e escritores antigos, já
> falecidos.

A PROPOSTA DE LIBERAÇÃO DE VERBAS E APROVAÇÃO DO PROJETO É PARA A CÂMARA OU PARA A FCCR? SE A PROPOSTA FOR CRIAR UM FUNDO DE CULTURA, OU UMA LEI DE FOMENTO PARA A LITERATURA, ENTÃO DEVE-SE ENCAMINHAR PROJETO DE LEI PARA A CÂMARA.
CASO CONTRÁRIO, O PROJETO TEM QUE SER AVALIADO PELO CONSELHO DA FCCR. e AÍ, NÃO FICA CLARO QUAL O PAPEL DO PODER LEGISLATIVO E DE PODER EXECUTIVO NESSE PROJETO!


> Criar um projeto que libere uma verba de mais ou menos
> seis mil reais aos escritores para editarem mil livros
> e quatrocentos destes ficaram com a Fundação Cultural
> Cassiano Ricardo para a distribuição em bibliotecas da
> Cidade e região; Os outros 600 livros serão do autor
> para comercialização e financiamento de outras
> edições.

BOM, NÃO SE FAZ UMA PROPOSTA DE VERBA DE "MAIS OU MENOS...". COMO SE TRATA DE UM PROJETO, É PRECISO QUE SEJA DEFINIDO UM TETO PARA A EDIÇÃO DOS LIVROS. CADA LIVRO TEM SEU CUSTO. UNS CUSTAM MENOS, OUTROS MAIS. PORTANTO É PRECISO PARTIR DE UMA MÉDIA. SE O TETO FOR SEIS MIL REAIS, QUAL A QUANTIDADE MÁXIMA DE EDIÇÃO DE LIVROS QUE O PROJETO CONTEMPLARÁ POR ANO? E SE HOUVER SOBRA DE VERBA? ENFIM, TUDO ISSO TEM DE SER PREVISTO, PARA QUE O PROJETO TENHA CREDIBILIDADE E TENHA CHANCE DE SER APRECIADO DA MANEIRA COMO DEVE PELA FCCR (OU PELA CÂMARA, NÃO SEI!). PENSO TAMBÉM QUE O PROJETO DEVA TER UMA ORIENTAÇÃO SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DOS 400 LIVROS PELA FCCR. JÁ PENSOU TUDO ISSO ENCAIXOTADO EM ALGUM CANTO À ESPERA QUE A BUROCRACIA RESOLVA PARA ONDE AS TAIS CAIXAS VÃO?
E OUTRA COISA: TAMBÉM, DE NADA ADIANTA ENVIAR QUILOS E QUILOS DE LIVROS DE AUTORES JOSSEENSES TODOS OS ANOS PARA AS BEBLIOTECAS DAS ESCOLAS, PARA AS CASAS DE CULTURA, ETC... SE O PROJETO TAMBÉM NÃO CONTEMPLAR EM SEU ESCOPO, UM PROGRAMA DE INCENTIVO Á LEITURA. AS ESCOLAS MUNICIPAIS TÊM EM SEUS ACERVOS, LIVROS DO MAIS ALTO NÍVEL E MESMO ASSIM, POUCOS SÃO LIDOS. COMO RESOLVER ISSO?
ACHO PERIGOSO USAR DINHEIRO PÚBLICO PARA FINANCIAMENTO DE ARTE, QUANDO NÃO SE SABE BEM AO CERTO O DESTINO QUE SE DARÁ ÀS OBRAS E NEM SE TEM A CERTEZA DE QUE ELAS SERÃO UTILIZADAS PELA SOCIEDADE. PENSE NISSO!!


> O escritor, também dará 10 palestras em escolas
> publicas da rede municipal e estadual de São José dos
> Campos, indicadas pela Fundação Cassiano Ricardo.

ACHO BACANA QUE CADA ESCRITOR POSSA FALAR SOBRE SEU PROCESSO DE TRABALHO. É UM BOM CAMINHO ESSE!

> Será formada uma comissão composta de três
> funcionários da FCCR e três representantes eleitos por
> uma comissão de escritores.


BOM, AQUI SÓ UMA DÚVIDA: SE O PROJETO ESTÁ PROPOSTO PELO GRUPO CIDADE DAS PALAVRAS, ENTÃO A COMISSÃO DE ESCRITORES SERÁ FORMADA A PARTIR DOS INTEGRANTES DO CIDADE DAS PALAVRAS, CERTO? ISSO TAMBÉM PRECISA FICAR CLARO.

> A Fundação receberá a proposta de edição de livros e
> terá um ano para aprovar ou não o projeto.

ACHEI UM ANO MUITA COISA. TALVEZ EU NÃO TENHA ENTENDIDO O PORQUÊ DE UM PRAZO TÃO ESTENDIDO. ACREDITO QUE DOIS EDITAIS ANUAIS SEJAM RAZOÁVEIS.

> Cabendo recurso ao proponente quando houver dúvida na
> questão literária a Fundação poderá enviar o livro a
> um editor para avaliação, garantindo assim, a
> qualidade das obras publicadas.

BOM JOCA, ESSA COISA DE QUALIDADE É BASTANTE DISCUTÍVEL. E A COISA DA ANÁLISE, ETC... ACHO ISSO UM PONTO-CHAVE DESTA PROPOSTA. MUITO CUIDADO AQUI!


>
> Caberá a Fundação a criação de cursos básicos e de
> aprimoramento dos escritores da cidade.

OK, LOUVÁVEL A INICIATIVA, PODE SER PROPOSTO EM PARCERIA COM AS ESCOLAS PÚBLICAS DE SJCAMPOS. ACHO QUE SERIA UM BOM CAMINHO.


> No mais aguardamos outras sugestões.
>
> Grupo Cidade das Palavras
>
> São José dos Campos
>
>

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O COMEÇO

O começo

As expressões vão construindo algo novo sobre onde não havia nada, com labor tudo tomará forma, as lacunas do tempo serão preenchidas através das mãos do artífice, o ato vai aos poucos surgindo para coroar o intelecto, tudo o que já foi feito ficará para progênie, mesmo que alguém no futuro leia estas lautas e não saiba dizer qual a pessoa de renome que a concebeu.

Os primeiros degraus foram superados, agora é seguir sempre em frente buscando o possível, a cada passo a descoberta vai saltando aos olhos, a vida se equilibra nas entrelinhas da verdade, é humano empreender o que ontem parecia impossível, viva o exaltando que busca o abismo inerente da descoberta, fica aqui estabelecido neste momento um lampejo que o diferencia dos outros, tornando especial o sonho.

Marcelo Planchez

terça-feira, 9 de outubro de 2007

PROJETO EDIÇÃO DE LIVROS


Projeto Edição de livro

O Brasil e o mundo hoje vivem na era digital e a literatura não ficou atrás... Poetas ,escritores ,ensaístas, usam a rede para divulgarem seus escritos, que antes viviam em gavetas.

Com o intuito de trazer esta movimentação virtual para o mundo real da Cidade é que nós, do Grupo Cidade das Palavras, queremos propor ao poder público através da Câmara Municipal de São José dos Campos e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo,
a criação de um projeto voltado para a edição de livros de novos autores e escritores antigos, já falecidos.

Criar um projeto que libere uma verba de mais ou menos seis mil reais aos escritores para editarem mil livros e quatrocentos destes ficaram com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo para a distribuição em bibliotecas da Cidade e região; Os outros 600 livros serão do autor para comercialização e financiamento de outras edições.
O escritor, também dará 10 palestras em escolas publicas da rede municipal e estadual de São José dos Campos, indicadas pela Fundação Cassiano Ricardo.

Será formada uma comissão composta de três funcionários da FCCR e três representantes eleitos por uma comissão de escritores.
A Fundação receberá a proposta de edição de livros e terá um ano para aprovar ou não o projeto.
Cabendo recurso ao proponente quando houver dúvida na questão literária a Fundação poderá enviar o livro a um editor para avaliação, garantindo assim, a qualidade das obras publicadas.

Caberá a Fundação a criação de cursos básicos e de aprimoramento dos escritores da cidade.

No mais aguardamos outras sugestões.

Grupo Cidade das Palavras

São José dos Campos


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

LOBASSIANO, PARA O JOCA!











Lobassiano.

Nestes dias de escuridão a gente deveria procurar ver melhor e quem sabe até veria melhor.

Nas estantes muitos títulos, nem tantos leitores.

Nas ruas gentes sedentas de tudo o que o livro pode dar, de que uma página pode dar, de que um trovador pode ser.

Quem sabe só falta um corajoso, destemido ou heróico José ou Maria.

Josés... ou Marias, podem trazer juntos, ou sós, letras unidas com sentido quase, exatas ou não, medidas ou tão. Grandes ou pequenas mensagens escritas ou exclamadas, lidas, declamadas, tônicas, rotas, várias, certamente expressas.

Há outros josés e algumas marias de todos os tolos os mais perigosos. Misteriosos intelectuais que brandem uma caneta, arma nefasta que a cultura afasta de todos. Alguns tão loucamente se põem à mesa que sem se dar conta se afasta supremamente do que mais deveriam se aproximar.

Sonhei que um Lobato encontrou no céu um companheiro local um bom Cassiano.

Era Lobato um nacionalista quase exagerado, exageradamente sóbrio, exageradamente franco, exageradamente grande. Não serviu nem à direita e nem à esquerda. Para a direita era um perigo que deveria ficar vargamente preso e para a esquerda era, no fundo, a representação da oligarquia regional inválida, falida, perdida, morta como suas cidades, gentes, coisas e coisas e coisas... Ele era tão grande que os homens de nosso tempo tiveram que pequenizá-lo para entendê-lo, para que ele pudesse caber em seus conceitos.

O outro, o Cassiano, era um sonho, sensivelmente censurado, censor de si e de outros. Provavelmente vargamente censuraria Lobato.

Um gênio nacional fez sombra num gênio local ou um gênio local cresceu até onde sua luz pode cresce.

No nosso vale ser tão sertão globalizou a esperança. Nas épocas idas de nossos heróis regionais, insubstituíveis em si, mas certamente com a proposta da renovação atrasada, aqui estamos a esperar novos salvadores ou a perpetuar o comodismo de sobreviver à história. A história não pode e nem quer produzir a esterilização. De lá para cá o que cresceu? A cultura nascente nasceu? O que ficou? De verdade o que ficou? Por quê os resultados ainda estão por vir? O que devemos fazer para acordar a nós mesmos e a outros afeitos a doce aventura de cultuar o belo por mais raro que seja e mesmo que seja irreconhecível, mesmo que seja malfazejo, mesmo que seja indesejado, mesmo que seja incompreensível, mesmo que seja não...

Cultura tão, cultura não.

O morfo-psiquismo da falta de vontade mata no ninho a esperança de quem quer. Quando as lideranças lideram só seus interesses é difícil vingar talentos cassianos e menos ainda lobatos; só lobos.

O imobilismo é a imperdoável desculpa dos fracos. Quem não faz delega e quando assim não age corre o risco de eleger um elitista que só se quer a si.

A colheita, certamente, dos novos cérebros é tal que temos um silo para guardar um vazio que de tão nos assusta o vão.

Isso é como encher cemitério. Futuros poetas morrem sem ter tido a possibilidade de ter nascido.

Monteiro e Cassiano sem herdeiros, sem sucessores; até ai entendo, mas um desserviço que mutila, decerto não.


Paulo Vinheiro

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA RYNALDO PAPOY


















Joca Faria entrevista Rynaldo Papoy

Quem é Papoy? onde nasceu?

Copiando meu perfil no Orkut, "sou brasileiro e capricorniano, não desisto nunca ao quadrado". Gosto de escrever, fazer teatro, video e cinema e música. Minha frustração é não saber desenhar, mas eu me resolvo com o video. Nasci no Hospital do Belenzinho, capital de São Paulo, em 30/12/1970.

Por que vive no kaos?

Há alternativa?

Por que não gosta do governo Lula?

Hoje eu gosto. Não cuspo no prato que como.

Como vê os pontos de cultura? Criado pelo Ministério da Cultura?

Revolução cultural de baixo para cima.

Como utiliza a internet para a arte?

Internet é o cavalo moderno. O cavalo criou a civilização. A internet está recriando.

Como sobrevive? Seu trabalho...

Sou produtor do Ponto de Cultura Amigos do Parque, presidido por minha mãe. Viva o nepotismo!

Sexo tema preferido?

Hoje em dia, sim. São fases. Já foi o Princípio da Incerteza de Heisenberg, hoje o que gosto mais é boceta.

O que anda rolando em São Paulo que pode mudar a cara da arte e das pessoas?

Que eu saiba, nada.


Estamos virando prisioneiros do universo digital?

Ainda bem. É mais fácil e mais barato.

Religiosidade, você tem?

Sim, graças a momentos difíceis pelos quais passei ao somar uma separação a uma demissão, entre outros problemas, me reconverti ao catolicismo. Toda noite rezo de joelhos, antes de dormir e, por forças das circunstâncias, eu sempre entro na igreja de São Judas Tadeu, para rezar, pois eu passo por lá regularmente. Não tenho uma opinião "protestante" de dizer que Deus "opera obras na vida das pessoas". No meu caso, deixo-me adormecer tranquilo em seus braços, mesmo sem saber direito o que é.

Finalize

Gozei...

Mande esta entrevista por escrito e em video , vamos inovar novamente...publicaremos no youtube e no nosso site...

Está difícil fazer vídeo pois a câmera está com problemas e a webcam também, mas quando resolver, vamos ver como dá para fazer isto. Abraço!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

RECUSA

Recusa

falo por mim

meus amores

por mim

de quem esperam tanto.

lhes digo que não,

não lhes mando flores.

se ajuda saber

eu as planto.

Poema de Oswaldo Almeida Jr.


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

MOACYR PINTO



Amigos (as) e companheiros(as),


Todos sabemos das dificuldades que os autores têm tido para distribuir diretamente seus livros (ainda não consegui, por exemplo, entrar nas livrarias dos 3 principais shopings da minha cidade) e como tenho sido procurado para informar onde encontrar o meu CONTO DE VISTA - HISTÓRIAS NO BRASIL QUE ELEGEU LULA, estou enviando uma lista dos locais onde isto já é possível, pedindo a ajuda de todos na divulgação da mesma:

São Paulo

- Universidades: USP: na Livraria Humanitas do prédio da Filosofia; Escola de Sociologia e Política de São Paulo (r. General Jardim) - na Livraria do Adão e na PUC: Livraria Sapp 22 (quarto andar) e na Domínio Público (térreo)
- Perdizes: Livraria Cortez (esquina da PUC) e Pulsional, rua Homem de Melo, 446.
- Sé: Livraria Loyola da r. Quintino Bocaiuva 234 e Cloves Livros - R. Silveira martins, 147 conj. 11
- Cerqueira Cesar: Livraria Vozes da r. Hadock Lobo, 360 (quase esquina da Paulista)
- Livraria Cultura: lojas da avenida Paulista e Shoping Vila Lobos - também pela internet
- Pinheiros: Livaria Asabeça/Scortecci - r. Deputado Lacerda Franco, 187 e internet
- Vila Mariana - Editora da Fundação Perseu Abramo - R. Francisco Cruz, 224 - tel. 5571-4249
- Jardim Angela/Zona Sul: Loja Social da Sociedade Santos Mártires, onde há desconto para a comunidade (Estrada do M'boi). Haverá um "lançamento" do livro no dia 27 de outubro, sábado, às 17 horas, dentro da programação do "Terceiro Fórum Social Sul - Uma outra periferia é possível ..." - todos estão convidados

São Bernardo

- Livraria Nobel da R. Marechal Deodoro, 1736
- Livraria ABC Book Store - da rua São Savino, 79 - paralela ao cruzamento da r. Marechal com Av. Prestes Maia
- Livraria do Shoping Extra Anchieta (próximo à Mercedes Bens) - em frente à Praça de Alimentação

Santo André

- Livraria Alpharrábio - r. Dr. Eduardo Monteiro, 151 - Vila Bastos - tel. 4438-4358
- Livraria Poesia e Arte - R. Monte Casseros, 131 - Centro
- Livraria da Fundação Santo André - Bairro Príncipe de Gales

Diadema

- Escritório do Deputado Mário Reali - r. Regente Feijó, 326 - 1º andar - Centro - próximo à Câmara Municipal

Jacareí

- Livraria Nobel do Shoping Jacareí

Ubatuba

- Livraria Nobel que fica na avenida da Orla, no Itaguá, entre o Aquário e o Aeroporto

São José dos Campos

- Literacia - Livraria, Sebo & Cia - r. República do Líbano, 3941-9918 - entre o Center Vale Shoping e o Supermercado Extra do trevo
- Livraria Nobel da Av. Ademar de Barros, 1000 - em frente ao Sesc/Parque Santos Dumont
- Max Livros (Sebo Alfarrábios) - Av. José Longo, 19 - entre o Fórum e a Univap do centro
- Banca de jornal Vale Sul - na parte interna do Vale Sul Shoping
- Banca do Francisco - Av. João Guilhermino - próximo ao supermercado Dia Desconto
- Banca Nove de Julho - anexa à Padaria Nove de Julho
- Banca do Paulo - Av. Nelson D'Ávila, próximo à esquina com a João Guilhermino
- Na sede da Companhia Bola de Meia - na Vila Rubi
- Na Confraria dos Artistas - Avenida Cidade Jardim - Jardim Satélite
- Sede do PT - com o Claudinho
- Escritório do Deputado Carlinhos Almeida - com a Cleusa

Desde já agradeço a força!

um abraço a todos(as),

moacyr pinto

anexo: capa completa do livro, que dá uma idéia da obra

terça-feira, 2 de outubro de 2007

MANIFESTO




Estou lançando o movimento enterrem Casssiano Ricardo

Chega de uma semana literária dedicada a um só escritor... SÃO JOSÉ DOS CAMPOS tem grandes nomes precisa-se fazer um inventário literário...para redescobrir grandes nomes soterrados na mediocridade provinciana.
Viva Hélio Pinto Ferreira, José Omar de Carvalho, Paulo Núbile e tantos outros.
Viva a arte a literatura....
Vamos levantar em brados pela liberdade de expressão.....

Joca Faria