segunda-feira, 29 de outubro de 2007

OLHOS, BOCHECHAS E CORAÇÕES VERMELHOS



olhos e bochechas e corações vermelhos.
Percebi que sentia saudade daquela voz, e não sei se é por ironia, todas essas intrigas ao meu redor. Já que quando um tudo está bom, o outro tudo está mau. Frustração é o que sinto diante de tantos consertos e desajustes simultâneos.
Eu quero estar e ser e ter para sempre, afinal, a tristeza dói, mas é confortante. Eu tenho de aprender, e muito. Lágrimas, sorrisos, desmazelo, folhas secas. Ah, minha bela árvore cor-de-laranja, como pôde morrer e me deixar aqui, sem sombra alguma, exceto a da dúvida? Eu, que estou tão feliz, apesar de ter perdido grande parte da minha antiga esperança para com o mundo! com cheiro de chocolate, cheiro de vômito, cheiro de poesia, cheiro de morte. Não vejo a hora de me livrar de toda esta bagunça na qual estou metida até o pescoço. pois ela me corta o pescoço feito faca.
Mente estúpida, sempre em devaneio!

Me dói, me fascina e me cansa estar aqui. me enlouquece, me confunde. papéis e palavras. Sangue, sonhos e sombras. gosto de cheirar meus joelhos. estar sendo, ter sido. Eu amo, eu odeio e rio da tragédia. O descomunal é simplesmente deslumbrante; e o simples é tão complexo... a sua, a minha garganta. me apaixono com facilidade, e quando isso acontece, o mundo tem cheiro de manteiga. Talvez seja sensível demais. Falta de memória, perdas, ganhos. Algo sempre irá faltar, mas já não penso nisso. Não mais penso no que pode me fazer pensar. Preciso fixar o meu olhar. O vazio, ausente! O completo, presente! necessito, dependo, não vivo sem. É demasiado estúpido. E de vez em quando pode parecer desanimador, mas na maior parte do tempo vale a pena.

LALITA

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