sexta-feira, 30 de novembro de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA OSWALDO ALMEIDA JR.















Quem é Oswaldo, onde nascestes?

Uma pessoa que ainda acredita, ainda sonha, ainda procura. Alguém sem medo das contradições, talvez por ter nascido em São José dos Campos: entre a paçoca e o avião.

Como encara o momento cultural de nosso país?

Sem otimismo ou pessimismo. Acho, na verdade, que é no âmbito municipal que se dão as coisas. Antes de viver em um país, o indivíduo tem consciência de que vive em uma cidade, e é nela que as transformações têm de ocorrer. Por isso vemos tanta diferença entre os municípios – uns com altos índices de qualidade de vida, outros com índices tão baixos. O país não dá conta dessas diferenças. Nossa luta diária é mais embaixo...

É artista em que áreas, e como começou?

Tento escrever e tento compor, para banda e violão instrumental solo. É muito difícil continuar criando quando há tão poucas chances de se mostrar o que se faz, e creio que isso não seja um problema só meu nesta cidade. Mas comecei na verdade desenhando, desde bem pequeno, e a vida se encarregou de me mostrar que eu não tinha muito o que dizer nessa área. Outras áreas, como o teatro, em que me aventurei também, me deram até hoje grandes amizades.

A era digital leva a arte para onde?

Para lugar nenhum e para todos os lugares. Acontece como sempre foi. Quem tem o que dizer, diz mesmo que tenha o mínimo de recursos. Diz só com o corpo, se necessário. O meio não é o fim, e os recursos digitais são só mais um instrumento à nossa disposição.

Qual o papel de nossa geração em relação ao mundo atual?

Pensar em termos de toda uma geração é para mim uma coisa meio complicada. Na nossa geração há pessoas trabalhando em defesa do meio ambiente e há pessoas matando índios em ponto de ônibus. Generalizar é reduzir a questão. O papel do indivíduo, sim, este é essencial. Pensar no que “eu” posso fazer faz com que eu não transfira a responsabilidade para o outro. E esse grau de responsabilidade nós só vamos alcançar com uma melhor Educação. Leva tempo.

Política: para que serve?

A política muda o mundo. Pense em Gandhi. Mandela. Há um certo grau de inconformismo que o ser humano não pode perder. Mas não podemos confundir a política com os políticos. Entre estes, há os que só se candidatam porque sonham em ser os próximos a serem corrompidos.

São José dos Campos: o que é esta cidade?

São José é uma cidade grande, que pensa como pequena. Há um capital intelectual enorme, aqui, que nos diz que já estamos prontos para dar saltos maiores. Mas há coisas em arte sendo feitas como há 20 anos. Há pensamentos políticos e institucionais que se repetem há décadas. Isto não combina mais com a cidade, que deve assumir seu papel de uma cidade de ponta não apenas na área de tecnologia. Por debaixo da São José que conhecemos há uma outra, represada, pedindo para sair.

O que diz deste depoimento de nossa Beth Blait?

“oswaldo é aquele que surpreende.

surpreende porque é atemporal

porque canta sempre

porque é poeta

porque sabe elevar a amizade ao patamar

dos poucos sentimentos que valem a pena nutrir

porque sabe reverenciar

sabe saudar sem dor

porque sabe amar

incondicionalmente.”

Beth é, além de boa escritora, um doce de pessoa. Acho que ela viu em mim qualidades que nem mesmo eu descobri ainda. Mas prometo me esforçar para alcançá-las, a partir de agora!

Por que é difícil mobilizar o povo da cultura em nossa cidade?

A realidade nos diz que a situação não é assim tão grave, Joca. Já estamos em um ponto em que vemos, no mesmo dia, diversos eventos acontecendo simultaneamente. Todos com seu público. Você mesmo mantém um grupo que discute literatura de forma regular. Há muita coisa acontecendo na cidade, felizmente. Temos que descobrir o que é que as pessoas querem ver, ouvir. Muitas vezes, as pessoas só querem um lugar em que possam se encontrar. O grande objetivo das políticas culturais na cidade deveria ser favorecer o convívio entre as pessoas, porque é daí, dos encontros, que nascem as idéias.

Fale-nos de você.

Esta é a pergunta mais difícil. Quinze anos atrás a Josie leu meu mapa astral e me disse que eu sempre queria estar onde não estou. Tenho lutado contra isto, mas essa alteridade me persegue...

Livros, lançará quando?

Sou um poeta bissexto. Uma vantagem disto é que os textos têm um tempo maior de maturação. Já não tenho tanta ansiedade de que eles venham a público, até porque no começo publiquei muita besteira. Confesso que os recentes movimentos literários, o seu incluído, têm me motivado a reunir os textos em um livro. Estou me animando...

Considerações finais?

Só uma palavra de apoio às suas inquietações. Tenho acompanhado suas discussões pela Internet, e acredito mesmo que qualquer discussão é melhor que nenhuma discussão. Siga em frente!

Email: oswaldofajr@hotmail.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

domingo, 25 de novembro de 2007

debate

Debate feito no site do Jornal Valeparaibano de São José dos Campos sp Brasil

Pergunta de: João Carlos Faria
25 - Novembro / 2007 - 9:59 am
Ao vereador Jorley Amaral

Art. 13 - A participação da comunidade na Fundação Cultural se dará através da inscrição como “Patrono Cultural”, por intermédio de requerimento dirigido ao Diretor Presidente do Conselho Deliberativo.
Parágrafo Único: Os munícipes já inscritos na Fundação Cultural passarão, automaticamente, a serem classificados como Patronos Culturais.

Como fonciona este artigo 13 do estatuto da fundação já esta em pratica?

Porque não se instala novamente as comissoes setoriais acrecida de um conselho da comunidade que participa dos dez espaços culturais nos bairros.

o atual conselho é totalmente excludente e eletista cade os artistas e cidadaos representados nele.

Pergunta de: João Carlos Faria
25 - Novembro / 2007 - 10:03 am
Quero agradecer o empenho do vereador Cristiano Pinto Ferreira e perguntar como anda o projeto de edição de livros?
E sugerir uma lei dando voz ativa a comunidade e artista na Fundação Cultural.
Abrir um debate se as noves comissoes cabem nos dias atuais ou outro procedimento democratico?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Tropa de Elite: A tapa na cara que a sociedade precisava




Texto Por: Carlos Pinheiro.

"Eu sempre me pergunto: Quantas crianças a gente precisa perder para o tráfico, só para um Playboy enrolar um baseado?"

Capitão Nascimento - Tropa de Elite.

Os pseudo-intelectuais, vêem o filme: Tropa de Elite, como mais um show de brutalidades. O Povo Brasileiro, vê o filme e torce para que algo mude o quadro de violência e desmando em que o Brasil se encontra. Polêmicas à parte, Tropa de Elite, veio para revolucionar a forma de se contar uma estória na tela do cinema.

Em Tropa de Elite, nós vemos três realidades básicas:

1. Quem sustenta o crime organizado no Brasil é a elite cultural jovem, burguesa e hipócrita do Brasil.
2. Existem bons e honestos Policiais no Brasil.
3. O Brasil vive em guerra, e ninguém quer enxergar isso.

Em uma guerra, não há culpados ou inocentes, certo ou errado, há apenas o desejo de sobreviver. No "nosso" caso, existem dois sistemas lutando pela sobrevivência: sociedade civil e crime organizado, e não há espaço para os dois, pois, ambos são mutuamente excludentes.

Porém, uma verdade é absoluta: sociedade de direitos humanos, jamais vai dar apoio a família de policial morto pelo crime, assim como você nunca vai ver uma "passeata pela paz" promovida em favor de moradores de favela, mortos por bala perdida.

Por quê um playboy viciado é uma vítima da violência, ao passo que uma criança da favela terá obrigatóriamente que ser um marginal?

Dentro dos muros bem protegidos das Faculdades, dentro dos apertamentos das áreas nobres, nas boates do "high-society", ai é que esta a raiz do cerne do problema da violência em que o Braisl está "atolado".

Filhos bem nascidos, de lares hipócritas que pregam a "liberdade sem responsabilidade", estes também são o ninho da violência. Pais que criam seus filhos de forma que não passem as mesma frustações por que passaram, mães reprimidas, com suas frustações que vão da sexual a pessoal, que preferem sua independência financeira e pessoal, sem com isso levar em consideração que nossos filhos são nada menos que o espelho do que somos... Resumindo tudo em uma frase: falta de estrutura familiar. Estes detalhes juntos, também nos ajudam a entender um pouco do que é retratado na ficção e também na realidade. A família é a base de uma educação de qualidade.

Tropa de Elite veio para mudar o foco de nossos olhares. Ninguém é tão bom, que não erre um dia. Ninguém é tão hipócrita, que não enxergue a realidade quando esta bate a sua porta, e ninguém, é tão "duro", que não chore, sozinho, com suas culpas na calada da noite.

Se você não viu: Tropa de Elite... Assita, vale pelo menos para desencargo de consciência. Você vai ver que se em todos nós, houvesse pelo menos um pouco do Capitão Nascimento, pelo menos a fibra, o Brasil seria um lugar bem melhor para se viver.

visitem o site:
http://unicaimaginacao.blogspot.com

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

CIDADE DAS PALAVRAS NO ENCERRAMENTO DO FESTIVALE NUM SARAU MEMORAVEL PRESENÇA DE VARIOS INTEGRANTES DESTA TRIBO QUE ALGUNS CHAMAM DE CULTURAL FOTOS DE NOSSA FOTOGRAFA E POETA ELIZA BETH NOSSA DAMA ...NO MAIS ESTAMOS AI SOBREVIVENDO TENTANDO IR ALEM DA CIDADE DOS ELEFANTES......








quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O CÓDIGO DA VINCI


Aqui está. Um dia eu ia ter que falar sobre isso, não é possível.
Bom, o Código da Vinci é um Romance, relativamente novo, de um escritor americano.
Na verdade o livro trata de uma ficção (Ou seja, uma coisa irreal) sobre o cristianismo e
todas as suas crenças, e que Leonardo DaVinci estaria envolvido nisso, com códigos
em suas pinturas.
A verdade é que:
1- Realmente o que o escritor define, não deveria fazer sentido algum, se tratando de um ROMANCE FICTÍCIO.
2- Apesar de não fazer muito sentido, você acaba sendo levado por isso em algum momento. Afinal, já dizia a globo: Quem lê, viaja.
3- E, mesmo não fazendo sentido algum, você encontra muitas coisas, que poderiam realmente ser verdades.
Mas, intransigentes pessoas, dizem que:
1- O Livro é uma farsa.
2- A história não tem nexo.
3- Não deveria ser publicado.
Como você deve estar imaginando, tudo isso foi dito por Cristãos extremamente roxos e propositalmente paradoxais da igreja Católica.
No site da Opus Dei (Um grande representante da força ($) e influência cristã) encontrei isso:
"O Código da Vinci é o maior fiasco que este leitor teve entre mãos desde as novelas de
quiosque dos anos setenta." F. Casavella (Opus Dei, 17.I.2004) "
Após esta grande revelação, que eu interpretei como "O livro é uma farsa", encontrei uma logo após:
”Muito poucas coisas deste enredo são propriamente originais.A maioria procede do fantasioso trabalho Holy Blood, Holy Grail e o resto são remendos de ridículas e gastas teorias esotéricas e gnósticas. ( Andy Welborn , Opus Dei, 17.1.2001).
Afinal, o que é o Código da Vinci ? Um fiasco, uma Farsa ? Ou remendos de coisas, QUE JA EXISTIAM, E LÓGICAMENTE, NÃO PODERIAM SER FALSAS. Pois como poderiam ser falsas, se o próprio Cristão aí em cima citado, remete-nos a um conceito de que elas JÁ EXISTIAM ?
A verdade, é que nem os Cristãos sabem o que estão dizendo. Eles se contradizem durante todos os séculos e se você me perguntar: "Você não vai a igreja por isso ?", eu te respondo: SIM!
Eles nunca sabem do que estão falando.
No Século XIV, o grande Papa (Símbolo máximo da igreja Católica) disse:
__ “Dizer que a Terra é redonda, é a mesma coisa que dizer que Deus não existe.”
Boa Sr. Papa. Estou com você. Esta é a única frase de todos os Cristãos que eu levo
em consideração comigo.
Ps.: Menos de um século depois, descobrimos que a terra era redonda.
O livro em si, é uma FICÇÃO. Ora, pois se isso é o que ele representa, porque atacá-lo por todos os lados ? Estão com medo de que, afinal ?
Outra verdade, é que a igreja católica sempre foi assim: Atacou seus inimigos com
todas as forças que tinha, inclusive a DESONESTIDADE, TRAIÇÃO, VIOLÊNCIA, e INJUSTIÇA.
Logo eles que pregam o fim disso no mundo. Hipócritas!
Queimaram pessoas sem causa nem razão alguma. Assassinaram seus próprios cúmplices, e, além de tudo isso, mentiram pra 6 bilhões de pessoas, por quase 1000 anos.
E depois, vem com aquele papo: "Nós pedimos perdão a você Giordano Bruno, Oh ! esteja em paz !"
O Código da Vinci é um livro muito bom, e eu aconselho pra muitas pessoas (Cristãs, ou não).
Agora, se você vai começar a viajar no livro, por favor, não discuta isso comigo.
Eu tenho a consciência de que tudo não passa de uma ficção muito bem escrita, mas eu ainda tenho 4 milhões de argumentos, que nenhum cristão vai conseguir revidar !
Estou com o conhecimento do meu lado !
Deus, em sua infinita bondade, pode até existir. Eu nunca duvidei muito de forças superiores desta forma. Eu realmente acredito em alguma coisa, não sou de todo incrédulo.
Agora, me poupem, mas freqüentar uma Igreja, e dizer que está sendo salvo, já é sinônimo de ignorância.

Krishina Odara

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

PALESTRA DO POETA MORAES


PALESTRA

TEMA: “AS IMPRESSÕES POÉTICAS NA MULTIFORME FLORAÇÃO COTIDIANA”

POETA MORAES

DIA 01 DE DEZEMBRO/07

ÀS 10 h DA MANHÃ

LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL DE SJC - NA SALA TANCREDO NEVES

PALESTRA GRATUITA

ACESSE O SITE: www.cidadedaspalavras.com.br

sexta-feira, 9 de novembro de 2007


uM oLHAR iNVERTIDO nO vIDRO.

By DANI pENELUPPI

Apenas observo a chuva...
A árvore, frente aos meus olhos, desfoca
O frio aconchega
Cheira café ao meu redor!
O vidro embaça
Da chaminé,
Sai fumaça...
A lenha, na lareira, estrala
O tiriritar do fogo funde ao
c
h
u
á
da
c
h
u
v
a
no telhado
E eu, aqui,
Sentada
Olhando pela janela
Solitaria-mente nua
Coberta de pensamentos
Quentes e molhados!
Ah, se ainda fosse uma menininha...
Encheria as minhas mãos
De doces e chocolates
E com os dedos melados
Sairia para dançar na chuva
Pisar nas poças
Bem lá onde as gotas também dançam
Onde as folhas, ao chão, sambam
Onde meu barquinho de papel desce
Onde o dia nunca escurece
bem dentro da brincadeira de imaginar...
Apenas observo a chuva...
A árvore, frente

terça-feira, 6 de novembro de 2007

domingo, 4 de novembro de 2007

JOCA FARIA ENTREVISTA SANTOS CHAGAS








Manda vê, guri!
Eis-me aqui
na expectativa
do que possa ser perguntado!
Espero ter respostas
já que uma parte
e grande
da minha Vida
está repleta
muito mais de perguntas
que de respostas!

Vamos lá, então,
exercitar o diálogo
e que proveito tenham
todos aqueles
que a este exercício
tiverem acesso!


Entrevista Santos Chagas

Quem é este poeta?

Um homem que já vivenciou tantas linguagens e situações do seu povo, que ficou meio parecido com o próprio Brasil: uma esfinge quase continental, repleta de influências do mundo inteiro, doido pra achar uma forma de expressão que permita decifrar a imensidade da ALMA brasileira, esse poço sem fundo de ansiedades e fraquezas e fortalezas insuspeitadas. Um homem do terceiro milênio, que acredita que poeta é aquele que vive a PALAVRA no seu cotidiano, seja na elaboração de um texto, seja numa conversa de boteco ou num diálogo casual sob a chuva fina de um final de tarde numa cidade qualquer. E, até, nos solilóquios interiores de algumas madrugadas insones.

O que é arte?

Arte é expressão do Espírito. O espírito só, sem expressão alguma, não é arte. A expressão, sem espírito, também não. Quando o espírito, que é intangível, encontra alguma forma tangível que o represente, o fenômeno da arte se completa. O instrumento desta expressão é o Homem.

Onde nasceu, cresceu? Onde vai descansar eternamente?

Nasci em Lambari, na região sul do estado de Minas Gerais. Cresci ali mesmo, até os dez anos de idade e depois adolesci e amadureci em São José dos Campos, São Paulo, Vale do Paraíba. Também cresci em Curitiba, Palmares, Recife, Blumenau, São Thomé das Letras, São Vicente de Minas, Paranaguá, Ubatuba, Caraguatatuba, Rezende, São Paulo, Rio de Janeiro e mais um porrilhão de cidades deste país imenso e sempre desconhecido.

Jamais descansarei eternamente!

Acredita em Deus? Religiões, precisamos delas?

Sim: eu mesmo sou a expressão de Deus, assim como você e o resto dos povos.

Sim: alguns de nós, não todos nós, ainda precisamos delas.

Política, como trabalhar de fato para o bem comum?

Trabalhando de fato para o meu próprio bem e ampliando esse bem para cada vez maior número de pessoas. Uma pessoa que não tenha "bem próprio" jamais saberá o que é "bem comum".

Quais as diferenças entre São Paulo e Paraná na cultura? Os pontos positivos e negativos.

As diferenças são mais aparentes que reais. A cultura, como todas as coisas, tem seus ciclos. Pode-se dizer que São Paulo já cumpriu alguns ciclos a mais que o Paraná, mas as trajetórias são bem parecidas. Talvez o Paraná seja mais fechado em si mesmo, mas já apresenta ciclos de abertura, principalmente na música, na literatura e no trabalho de alguns atores e agitadores culturais mais atrevidos.

O que anda fazendo ai? Onde fica este ai?

Aqui é Curitiba, capital do estado do Paraná. Ando escrevendo, cantando, teatrando e fazendo incursões no terreno do áudio-visual. Exemplo disto é o longa metragem Sol na Neblina, de Werner Schumann, que até ganhou um prêmio no Festival de San Sebastian, na Espanha. Também o clip Pernambuco Chorou, da banda curitibana Terminal Guadalupe, que já foi à TV Câmara, discutir sobre o sistema penitenciário brasileiro e foi selecionado pela MTV do Brasil, para representar o país no Festival de Arte Brasileira Contemporânea, em Barcelona.

Para o ano que vem, devo participar de dois curtas produzidos aqui e lançar meu trabalho musical ORARES, junto com meu filho Mateus Chagas. O resto só o tempo há de dizer.

Como é o governo Lula na questão cultural?

Melhor perguntar pro Gilberto Gil ou pra Beth Brait, que entendem disso bem mais do que eu.

Teatro... o que anda acontecendo de novo hoje?

A mesma velha história: o novo tem pouco público, pouca verba e pouco interesse de quem quer que seja. Então, como vamos ter acesso a ele e, mais, como dizer o que anda acontecendo? Pessoalmente não tenho visto nada que me toque profundamente e me deixe com vontade de sair cantando pelas ruas. Isso, para mim, seria o novo. (È necessário esclarecer que não sou a melhor pessoa para falar sobre isso. Tenho sido muito ingrato ao Teatro, enquanto público).

O que acha de fazermos um longa metragem a custo zero e com roteiro em processo colaborativo?

Sinceramente? Não acredito em custo zero quando o assunto é cinema. E prefiro roteiros personalizados, com uma figura central na criação, sem certos democratismos que costumam, no mais das vezes, diluir boas idéias e destruir boas amizades.

Tem acompanhado a cena Joseense?

Apenas através de e-mails e mensagens de amigos no ORKUT. Portanto, mais uma vez, não posso falar muita coisa a respeito.

Sua arte fala do que?

De mim mesmo.

O que é ser artista no BRASIL?

É ser o instrumento de um universo multifacetado, contraditório, louco e quase incontrolável. É meio como pegar um touro a unha, sem ter ensaiado a cena antes.

Como vê a internet?

Como uma tela cheia de possibilidades, como uma revolução nas comunicações, como uma ferramenta de expressão, como um rio que ainda não sabemos em que mares vai desaguar.

Graças a Deus considerações finais?

Muito Obrigado pela oportunidade de expressar estas opiniões! Tô com baitas saudades desse Vale Encantado do Paraíba e dos grandes amigos que tenho aí.

Beijo na ALMA de todos e no coração dos artistas que aí resistem!

favor mandar fotos e videos e também cartas de tarot.

Vejam o clip Pernambuco Chorou no youtobe ou na minha comunidade do ORKUT, que tem o mesmo nome. Sou meio chucro pra essas coisas de mandar material virtual e acho que não tenho muitas fotos ou outros materiais para enviar.

Um abraço!

Outro procê também.

Joca Faria

www.cidadedaspalavras.com.br

sábado, 3 de novembro de 2007

Palestra de Joca Faria

Arte e Literatura no universo digital
Quero começar esta palestra avisando que este assunto é tão amplo que vou dar algumas pinceladas e falar de como encaro esta questão. Penso que hoje a arte se divide em antes do universo digital e depois do universo digital.

Depois da invenção da escrita e da imprensa por Gutenberg a digitalização e a internet é o grande avanço nas comunicações feitas pela humanidade. Uma tecnologia barata e acessível a todos, desde uma tribo na Amazônia até a periferia de São Paulo, todos temos acesso aos meios de comunicação.
E nós, do Grupo Cidade das Palavras não podemos ficar de fora desta revolução e estamos com nosso site patrocinado pela Site Vale Produções que é nossa grande parceira nas inovações. Estamos fazendo literatura, vídeo , e agora para o ano que vem estamos elaborando um roteiro de um longa a custo zero com o roteirista João Nicolau. Queremos fazer um longa barato e que retrate a urbanidade de São José dos Campos.
Agora falando da internet que começou a ser gestada, durante a guerra fria por nossos irmãos do norte, por volta dos anos setenta, lembrando que estamos numa cidade tecnológica e que muita coisa no Brasil deve ter sido gestada em nosso ITA aqui no CTA.
Não podemos esquecer de Bill Gates e sua gigante Microsoft que desenvolveu o sistema para uso de micro computadores e agora pessoas se juntam no mundo todo para criar o sistema linux a custo zero.
Isso tudo sim tem a ver com arte, literatura pois sem essas ferramentas digitais estaríamos na época dos Fanzines, não desprezando-os, pois nosso grupo quer lançar um jornal em papel.
Faço parte de uma geração surgida na comissão de literatura da Fundação Cultural começamos a participar em 1992 com a idéia de divulgar arte e cultura para nosso povo.
Não temos nenhuma intenção de sermos elitistas, longe disso, mas tentamos ser profundos em nossas pesquisas. Lemos muito, estamos nas livrarias da vida e trocamos muitas idéias sobre literatura, filosofia ,esoterismo e política. Tentamos a todo momento sermos intelectuais práticos e fazer na medida do possível e do impossível as coisas acontecerem não só no virtual como no real.
Estamos presentes nos sarais, fazemos eventos na praça Afonso Pena e agora estamos pra- lançar cartazes poéticos nos postes de nossa cidade.
Estamos sempre a propor projetos na câmara municipal , Fundações, câmara estadual e congresso. Achamos que política para o bem comum é necessário a todos, e devemos fazer abertamente e por isso estamos sempre nos corredores desta câmara.
A poesia e arte hoje devem interessar-se pelos problemas de nossa época e estar a propor e a agir.
Gosto de escrever avidamente. Alguns erros na gramática, mas busco avançar neste setor embora os amigos aqui presentes não acreditem nisso.
Estamos para desenvolver um grupo poético musical para mostrar esta nossa verve literária ao mundo
O artista hoje busca o domínio da profissão e apuro técnico mas não devemos esquecer a a ação cultural e por isso estamos aqui desenvolvendo nossas palestras.

Preparando rituais poéticos na busca da criação de um publico.
É assim nossa causa nossa ação e reação no mundo alienado no qual vivemos , a pressa em ônibus, carros, etc A pressa sempre a nos desligar de nosso interior.
E nós, poetas, estamos tentando trazer esta conexão ao simbólico de volta a mãe natureza, apesar de vivermos no sufoco de pagar contas e mais contas... Mas a poesia é estar ligado a tudo lembrando nosso poeta Zé Moraes que sempre fala de nossa urbe e o Marcelo Planchez que fala em suas crônicas da cidade noturna e seus personagens.
São José dos Campos e Vale do Paraíba não é terra de um só poeta... não temos muitos vivos e mortos, mas que poeta morre... Que vivam Stjpan Maurer Neto, José Omar de Carvalho, Paulo Nuble e muitos outros que minha memoria não facilita, mas estão vivos em palavras.

Alguns se esquecem da palavra... das mais belas palavra... Gosto de ler de tudo e mais um pouco, gosto de ler jornais e revistas e agora internet.
Não deixando os livros de lado, às vezes paro com eles por semanas e ai volto ávido pela leitura.
Gosto dos esotéricos, científicos confesso ler poucos poetas clássicos... bebo mais de meus conterrâneos e contemporâneos.. ando lendo Elizabeth de Souza, Reginaldo Poeta Gomes, sempre o admirável Edu Planchez, gosto de ler Walace Pousso e agora descubro em Versos Sanguíneos, nosso Oswaldo Jr... Eita poeta dos bons e segundo algumas mulheres um grande cavalheiro.
E assim sou e somos de uma Cidade das Palavras , Filhos da Mantiqueira de uma cidade dormitório.
É São Jose dos Campos minha e nossa urbe do banhado, da Vila Industrial nasce um artista incansável ligado ao mundo encantando , que tenta se acertar no mundo profissional... pouco afoito a trabalhos braçais e que agora aprende a cantar nos corais de nosso Chico Triste... quem sabe aprende a dançar e a tocar no Piraquara de Toninho Macedo e as tias do folclore e se profissionaliza de fato e de direito. No ano que vem talvez teremos uma sede de fato e prédio. E ai acontecerão mágicas!! Arte é magia, acontece ou não acontece.
É isso que buscamos quando nos encontramos em nosso laboratório secreto onde desenvolvemos artes e projetos...
Este poeta é ligado a moda tento restituir o uso da saia masculina como o artista plástico Flavio de Carvalho, modernista que lançou esta idéia, em São Paulo, nos anos cinqüenta.
Não sou tão avançado assim... como Canceriano, sou caseiro e um pouco conservador, mas quero mudar algumas coisas para mim e o mundo... Não podemos nos conformar com mediocridade... Temos que transcende-la.
Sou poeta talvez, por falta de opção, mas com muita vocação, como diria Beth Blait, agente cultural... Nato, sigo o caminho que aparece.
Sou muitas vezes feliz outras infeliz mas vivo até o fim. Gosto de estar num palco... como diria meu amigo Franklin Maciel, se tiver um caixote subo em cima.
No mais encerro este texto escrito deixo mais para o momento da palestra um abraço a todos.

João Carlos Faria

Grupo Cidade das Palavras

São José dos Campos sp Brasil

www.cidadedaspalavras.com.br

Colaboração de Elizabeth de Souza...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

PALESTRA