sábado, 3 de novembro de 2007

Palestra de Joca Faria

Arte e Literatura no universo digital
Quero começar esta palestra avisando que este assunto é tão amplo que vou dar algumas pinceladas e falar de como encaro esta questão. Penso que hoje a arte se divide em antes do universo digital e depois do universo digital.

Depois da invenção da escrita e da imprensa por Gutenberg a digitalização e a internet é o grande avanço nas comunicações feitas pela humanidade. Uma tecnologia barata e acessível a todos, desde uma tribo na Amazônia até a periferia de São Paulo, todos temos acesso aos meios de comunicação.
E nós, do Grupo Cidade das Palavras não podemos ficar de fora desta revolução e estamos com nosso site patrocinado pela Site Vale Produções que é nossa grande parceira nas inovações. Estamos fazendo literatura, vídeo , e agora para o ano que vem estamos elaborando um roteiro de um longa a custo zero com o roteirista João Nicolau. Queremos fazer um longa barato e que retrate a urbanidade de São José dos Campos.
Agora falando da internet que começou a ser gestada, durante a guerra fria por nossos irmãos do norte, por volta dos anos setenta, lembrando que estamos numa cidade tecnológica e que muita coisa no Brasil deve ter sido gestada em nosso ITA aqui no CTA.
Não podemos esquecer de Bill Gates e sua gigante Microsoft que desenvolveu o sistema para uso de micro computadores e agora pessoas se juntam no mundo todo para criar o sistema linux a custo zero.
Isso tudo sim tem a ver com arte, literatura pois sem essas ferramentas digitais estaríamos na época dos Fanzines, não desprezando-os, pois nosso grupo quer lançar um jornal em papel.
Faço parte de uma geração surgida na comissão de literatura da Fundação Cultural começamos a participar em 1992 com a idéia de divulgar arte e cultura para nosso povo.
Não temos nenhuma intenção de sermos elitistas, longe disso, mas tentamos ser profundos em nossas pesquisas. Lemos muito, estamos nas livrarias da vida e trocamos muitas idéias sobre literatura, filosofia ,esoterismo e política. Tentamos a todo momento sermos intelectuais práticos e fazer na medida do possível e do impossível as coisas acontecerem não só no virtual como no real.
Estamos presentes nos sarais, fazemos eventos na praça Afonso Pena e agora estamos pra- lançar cartazes poéticos nos postes de nossa cidade.
Estamos sempre a propor projetos na câmara municipal , Fundações, câmara estadual e congresso. Achamos que política para o bem comum é necessário a todos, e devemos fazer abertamente e por isso estamos sempre nos corredores desta câmara.
A poesia e arte hoje devem interessar-se pelos problemas de nossa época e estar a propor e a agir.
Gosto de escrever avidamente. Alguns erros na gramática, mas busco avançar neste setor embora os amigos aqui presentes não acreditem nisso.
Estamos para desenvolver um grupo poético musical para mostrar esta nossa verve literária ao mundo
O artista hoje busca o domínio da profissão e apuro técnico mas não devemos esquecer a a ação cultural e por isso estamos aqui desenvolvendo nossas palestras.

Preparando rituais poéticos na busca da criação de um publico.
É assim nossa causa nossa ação e reação no mundo alienado no qual vivemos , a pressa em ônibus, carros, etc A pressa sempre a nos desligar de nosso interior.
E nós, poetas, estamos tentando trazer esta conexão ao simbólico de volta a mãe natureza, apesar de vivermos no sufoco de pagar contas e mais contas... Mas a poesia é estar ligado a tudo lembrando nosso poeta Zé Moraes que sempre fala de nossa urbe e o Marcelo Planchez que fala em suas crônicas da cidade noturna e seus personagens.
São José dos Campos e Vale do Paraíba não é terra de um só poeta... não temos muitos vivos e mortos, mas que poeta morre... Que vivam Stjpan Maurer Neto, José Omar de Carvalho, Paulo Nuble e muitos outros que minha memoria não facilita, mas estão vivos em palavras.

Alguns se esquecem da palavra... das mais belas palavra... Gosto de ler de tudo e mais um pouco, gosto de ler jornais e revistas e agora internet.
Não deixando os livros de lado, às vezes paro com eles por semanas e ai volto ávido pela leitura.
Gosto dos esotéricos, científicos confesso ler poucos poetas clássicos... bebo mais de meus conterrâneos e contemporâneos.. ando lendo Elizabeth de Souza, Reginaldo Poeta Gomes, sempre o admirável Edu Planchez, gosto de ler Walace Pousso e agora descubro em Versos Sanguíneos, nosso Oswaldo Jr... Eita poeta dos bons e segundo algumas mulheres um grande cavalheiro.
E assim sou e somos de uma Cidade das Palavras , Filhos da Mantiqueira de uma cidade dormitório.
É São Jose dos Campos minha e nossa urbe do banhado, da Vila Industrial nasce um artista incansável ligado ao mundo encantando , que tenta se acertar no mundo profissional... pouco afoito a trabalhos braçais e que agora aprende a cantar nos corais de nosso Chico Triste... quem sabe aprende a dançar e a tocar no Piraquara de Toninho Macedo e as tias do folclore e se profissionaliza de fato e de direito. No ano que vem talvez teremos uma sede de fato e prédio. E ai acontecerão mágicas!! Arte é magia, acontece ou não acontece.
É isso que buscamos quando nos encontramos em nosso laboratório secreto onde desenvolvemos artes e projetos...
Este poeta é ligado a moda tento restituir o uso da saia masculina como o artista plástico Flavio de Carvalho, modernista que lançou esta idéia, em São Paulo, nos anos cinqüenta.
Não sou tão avançado assim... como Canceriano, sou caseiro e um pouco conservador, mas quero mudar algumas coisas para mim e o mundo... Não podemos nos conformar com mediocridade... Temos que transcende-la.
Sou poeta talvez, por falta de opção, mas com muita vocação, como diria Beth Blait, agente cultural... Nato, sigo o caminho que aparece.
Sou muitas vezes feliz outras infeliz mas vivo até o fim. Gosto de estar num palco... como diria meu amigo Franklin Maciel, se tiver um caixote subo em cima.
No mais encerro este texto escrito deixo mais para o momento da palestra um abraço a todos.

João Carlos Faria

Grupo Cidade das Palavras

São José dos Campos sp Brasil

www.cidadedaspalavras.com.br

Colaboração de Elizabeth de Souza...

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