sábado, 26 de janeiro de 2008

SÃO PAULO इ ( OU OUTRO NOME QUALQUER)

São Paulo I ( ou outro nome qualquer)

a noite explode a cidade
:
espectros sem fim nos corredores vazios das telas de Portinari
dialetos e maldições de todos os submundos
e todas as línguas na ferrugem dos metrôs e dos trilhos
todos
parecem cansados

a moça ainda bem moça vira os olhos para os semi faróis
que a derretem
- sexo não importa como
unhas retas e tortas longas e roídas no alto do cinza
arranham luares e vidraças em busca do azul sob o cinza

a febre que resta do dia salta do edifício mais alto
e lambe o ventre de crianças no lixo
enquanto um violeiro esbraveja como um mouro ilhado
como se fosse mentira
como se fosse verdade

o néon f (cont)
o néon falsifica notas bentas por becos ou igrejas
uma santa resvala a sarjeta e mija no meio fio
outra
esparramada de tédio
lambe o dorso da estátua negra do Trianon

todas as matrizes e todas as etnias
todas as luzes todas as maravilhas da noite na cidade
babam o bafo dos albergues engarrafados
nos corpos no canto dos olhos na cantilena dos meninos
e seus sacos de plástico

a programação clean dos grandes centros culturais
as filas solitárias à espreita do talvez
a palidez nas vitrines
- sexo não importa como
o cansaço

o cansaço de são paulo

só está em nós
só está em nós
só está em nós

beth brait alvim, 24/01/2005

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

TICO SANTA CRUZ


Apresento-lhes meu novo eu.

O mesmo, diferente.

Que aparentemente não pretende

manter-se igual eternamente.


Certa vez cheguei a dizer:

minha imagem expressa meu estado de espírito(?).

Meu eu, meu ser.

Não havia mais o que fazer.


Enjoado de mim

estava eu.

Já era de madrugada quando esse ai nasceu.



Tico Santa Cruz


(retirado do blog Clube da Insônia do Tico Santa Cruz)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

nadir jacob cury Diz:
8 Dezembro, 2007 - 2:06
O Jornal Valeparaibano não pode acreditar que um poeta jocampense possa enfrentar um Petri, da Veja ou um Elsimar da Medicina - em nome da Filosofia e do Cristianismo.
Ora, o Aborto. Quanto pode valer, em dinheiro vivo, uma criança recém -nascida?
As crianças jogadas fora, citadas pelo colunista-abortista André Petri como argumentos fortes para se legalizar o aborto, teriam “Clientes” (casais com ou sem filhos) para comprar a vida humana por alto preço ou não? E mesmo antes de nascerem - conforme ficou conhecido como barriga de aluguel?
Centenas de casais querem cuidar de bebês desprezados. E, na famosa disputa de Filosofia entre Estados Unidos e Rússia, em que esta última reivindicava ao Estado o direito sobre os filhos do povo, por que não , agora, a Tese Soviética não se responsabilisa pelas crianças de rua e pelos bebês indesejados?
PLANO DE DEUS- Eis a única fórmula para estes dois abortistas entenderem que, o nascimento, o povoamento da Terra, a necessidade de todos os Espíritos terem nova chance de pagarem seus pecados não podem ser abortados. Abortem, sim, essa idéia!
Não falem de Deus - Pétri e Elsimar - e nem temam represálias. Ele está muito longe e deixou A Lei para ser interpretada e seguida.VOCÊS ESTÃO SOB A AUTORIDADE DE SEUS ANJOS DA GUARDA. Vendo-os infringindo a Lei, fatalmente os abandonarão - pois são a própria Lei e não permanecerão juntos aos seus infratores.
ATÉ QUE ESTÁGIO SE PODE FAZER O ABORTO -Nunca. Nunca. Nunca.! É plano de Deus. Antes do espermatozóide penetrar o óvulo, já um Espírito está destinado a encarnar ali, naquele momento, com autorização e decisão da Lei Maior, representada pelos Anjos do Senhor Jesus. Assim aconteceu com vocês dois.Tiveram chance, foram planejados para nascer num país cristão, com possibilidade única de salvação.Assim, também, os chineses, os ateus, os muçulmanos, conhecendo Jesus e fazendo o que Nosso Santo Irmão ordena- chegarão ao Pai.
É maldade dizer que se vocês fossem abortados, quanta cultura literária e conhecimentos médico- científicos os brasileiros não teriam.Mas vocês viraram poderosos e - como anjos rebelados, fartos de conhecimentos - voltam-se contra a Lei.Sabem o que é Espírito Santo? Claro que não. Dou-lhes prazo para consultarem todos os pastores, padres e teólogos. Depois, venham dialogar comigo.Não há duas chances para o aborto. Só quando a mãe corre perigo de vida. E a Lei terrena contempla mais uma (casos de estupros)A Lei Divina, só uma.
Ora, vossas citações - iludidos protetores das mulheres (na verdade, cegos conduzindo cegas), as centenas de milhares de mulheres que fazem aborto, o fariam se tivessem garantia de criar os filhos? Não pode o nosso Desgoverno ajudar uma mãe sozinha e então gastam mais com propagandas de camisinhas, seringas e outras respostas insanas às fraquesas naturais da mulher liberal e, portanto, sozinha.
Muito antes de nascer, Jesus já tinha planejado sua vinda entre nós.Ele nunca foi privilegiado. Todos, repito, fomos planejados para nascer. É como vocês se mudassem para a Suécia e depois mandassem buscar o Primeiro, o segundo filho. Já previsto o embarque do terceiro - talvez o mais importante - vocês mandassem matar.
Se são mesmo cientes da boa interpretação do aborto, discutam comigo. Escolham as armas! Paz do Senhor.!
nadir jacob cury /njcury@itelefonica.com.br - rg. 3019729 -telefone 97046824 (12)

REGINALDO POETA GOMES

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

DAILOR VARELA

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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

POESIA DE MARCELO FERNANDES

ALMA FEMININA

“Oh alma sensível,

doce como mel,

delicada como a pele,

sente as brisas e

exalam seu perfume, seu cheio doce...


Oh alma feminina,

tão simples e delicada,

tão sensível e decidida a ser

a rosa mais linda do jardim...

Os olhos não tiram seu foco,

Vê que beleza envolvente,

Cativa, anima e dá prazer...



Faz viver, o profundo ser

de uma alma sensível,

de um puro brilho de ser mulher!”


Marcelo Fernandes dos Santos

São José dos Campos - 2007

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Wagner
Roteiro, e devidamente mastigado pelos atuantes do filme, edição, é uma coisa indidspensável e o que desenvolve uma trama audiovisual interessante, trilha sonora...apesar que isso é se apegando ao cinema de forma tradicional, mas também poderia ser feito mudo em sépia, sem cortes...

Encontro Literário

Venha bater um papo poetico literário em 2008 com o grupo Cidade das Palavras
começamos em 9 de Fevereiro com Dailor Varela....e iremos todo segundo sábado até dezembro no espaço Mario Covas na Praça Afonso Pena São José dos Campos sp


Fev – 9; Mar – 8; Abr – 12; Mai – 10; Jun – 14; Jul – 12; Ago – 9; Set – 13; Out – 11; Nov – 8; Dez – 13.


Agradecemos o apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo

www.cidadedaspalavras.com.br
A cidade está perdida
Com suas curvas exuberantes e pré-definidas ela está perdida. Todos a querem por uma noite apenas. Por um desejo eminente de penetrar em suas ruas vazias e silenciosas.
O mundo esta perdido.
Todos querem tomar para si esta cidade perdida.
Mostrar o caminho em seu estro incompreendido.
Mas ela não se importa.
Nem se incomoda com todos nem com nada.
Ela vai seguindo o seu caminho por sua própria estrada para o seu próprio interior.

Reinaldo Prado

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

PACOTES DE PAPEL

Da série MINHA INFÂNCIA NÃO ATRAVESSA A RUA SOZINHA


Fabrício Carpinejar

As formigas entraram em meu teclado. Piso nelas em cada letra. São formigas quase transparentes. Ruivas. Eu diria que são formigas fantasmas, mas não acredito em fantasmas. Na minha infância, não havia sacolas de plástico no supermercado. Eram sacos de papel. De vez em quando, os pacotes se desmanchavam, dependendo da ordem da comida, e as compras tombavam ruidosamente. O pão de casa era um só, grande. Minha mãe o cortava sempre em quinze fatias. Não errava as porções em nenhuma janta. Não beneficiava ninguém. Antecipava-se aos ponteiros. Cada um recebia três nacos. Até hoje não ultrapasso minha cota. Eu acostumei minha fome à trinca de rodelas. A casca ficava por último. A casca é a verdura do pão. O miolo amaciava o sorvo. Não precisava cobiçar o outro prato. Meus olhos não usavam talheres. Eu jurava que todo sonho na infância já era uma forma de ser adulto. Havia um calendário na porta da geladeira. Meu pai jogava dominó com os dias. Nunca tive dinheiro para pagar a diferença entre meu nascimento e minha morte, por isso continuo vivendo. Os caroços que arremessava na terra não cresciam em árvores. Deveriam crescer para pássaros. Tudo que não germina no chão germina em vôo.
Zenilda Lua
Quem sou eu
Sou a mãe da Brisa, nasci no sertão. Tive infância farta de pinha, goiaba, caju, melancia, imbu, manga-rosa, alfazema e canção. Tecia poemas caretando o sol que secava açudes da minha oração. Brincava de roda e de ser escritora. Deus me abençoava, não conheci fome e ganhei brinquedos: a lua, o rio, os livros, a estrada, a chuva, as novenas, e fogueiras “todos inquebráveis”. Hoje dou risada e escrevo cartas, amo um Poeta, bebo meus “suaves” compro mais incenso, quero vários amigos prá plantar comigo canteiros de essência

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Caro Joca Faria I,
que négocio é esse de abismo no final de 2007..... qual a sua
guerra....de
qual lado você estah.....
lembre-se só o CAPITAL SALVA......O CAPITAL....SEJA VOCE O SEU CAPITAL
E
SALVE-SE...


nessa época de fiesta sadia coma uma caixa de garoto como moça veja o
pernil
mas sempre arisco com o palMITO caso contrario serah um chester nesse
mundo
perdigão.


NÃO PENSE, VEJA TV. AGORA ATE LCD,,,JAH TAH NA TV.



* HOMENGEM A TODOS VASOS SANITARISO.

Almirêz I