quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

ESPELHO, ESPELHO MEU!!!

ESPELHO, ESPELHO MEU!!!

Espelho, espelho meu, há no mundo alguém tão parecida comigo?

Olho para o espelho e vejo a mim mesma...Bom, então não há dúvidas que sou eu quem estou do outro lado do espelho, ou há?

Meus gestos insanos são repetidos pela imagem a minha frente com tanta naturalidade que chega a assustar.

Incisiva, a imagem me olha no fundo dos olhos, o que me deixa perplexa diante de mim, trazendo o benefício da dúvida.

Será que sempre fomos assim, minha imagem e eu?

Será que essa que olho do outro lado do espelho é uma farsa que me faz acreditar nos seus gestos calculados?

Observo seus gestos semelhantes e em perfeita sincronia com os meus. Não consigo pega-la distraída em algum instante fugaz, onde possa denunciar alguma diferença.

Ela repete meus gestos suaves, compartilhando o momento, como se fosse ela mesma, uma criatura real.

Olha para mim, como se conhecesse todos os cantos do meu ser, despindo-me diante do espelho.

Nessa cumplicidade silenciosa ficamos encantadas, minha imagem e eu. Um encanto do qual desconhecemos a causa e o efeito, mas é quase perceptível nossas idas e vindas por tempos imemoráveis e lidas pelo espaço sem fim.

Elizabeth

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