quarta-feira, 26 de março de 2008

sábado, 15 de março de 2008

COMENTÁRIOS DO BATE PAPO COM ZENILDA LUA




O Bate Papo com a poeta Zenilda Lua foi um sucesso!

O carisma e a simpatia da poeta envolveu a todos os presentes que participaram ativamente do evento. Ela reuniu poemas das mulheres de São José dos Campos, assim como poesias dos poetas que escreveram para suas musas. Foi montado um painel com todos esses poemas que ficaram expostos ao público.

O pessoal da platéia manifestou-se lendo poemas e fazendo interferências através de comentários e opiniões.

Muita gente bacana esteve presente, a nata da poesia da cidade e região, digo região porque o Dailor Varela saiu do seu recanto em Monteiro Lobato para prestigiar a poeta. O Santos Chagas que mora em Curitiba também esteve presente. E tantos outros como Juracy Ribeiro, Poeta Moraes, Wangy, Dyrce Araújo, Josie, João Possidônio, Rita Elisa, Simone Venturozo, os músicos Nando Luz e Leo Mandi e muitos outros amigos queridos que nos prestigiaram, universitários e pessoas que vieram pela primeira vez no evento.

O Reginaldo Poeta Gomes é quem organizou toda a parafernália digital e fez a arte dos cartazes e os murais poéticos. Ele é um colaborador que dá a maior força ao grupo. O seu trabalho é de grande importância para a fluência do evento.

Depois do Bate Papo teve um farto café regado a suco de capuaçú, tamarindo e a deliciosa tapioca feita pela mãe do Reginaldo, Dona Terezinha.

Parabéns Zenilda, seu brilho foi marcante!

Elizabeth de Souza

DO BLOG DO TICO STA CRUZ

3horas e 36 minutos


Meu universo mudou
É a poesia
Que invadiu minha vida
E transformou em um novo dia
Agora recebo e-mails de poetas, escritores.
E tomo conhecimento de saraus e encontros fantásticos.
E aprendi a de ler, pois já gostava de escrever, mas para escrever sem ler é necessário muito talento, identifico meus limites, a poesia me mostrou caminhos que não conhecia , escolho atalhos ou longos percursos, estava eu pensando sobre isso outro dia.

Esse lance de tempo.
Uma conversa sobre viajar por ele.
Voltar e descobrir coisas sobre outras vidas.
Será que existiram outras ou talvez venha há existir algum dia?
E das pessoas próximas que relataram experiências de regressão.
Nunca ouvi alguém dizer que foi um fracassado, fudido.
Talvez um soldado ou um mendigo.
Quem sabe um mago maldito.
Mas já ouvi testemunhos de reis, rainhas, imperadores, gente rica e poderosa.
Ninguém passou incólume pelo planeta.

Foi então me atentei ao fato de que no futuro algumas pessoas possam vir a usar esses recursos pode ser que ninguém acredite que tive uma banda de Rock e fiz shows por todo um país. Que recebi e-mails de poetas e escritores importantes. Que ousei tentar escrever poesia. Vão desconfiar de mim. Talvez usar do mesmo argumento.
E se por acaso essa linda profissional do sexo que derrubou um Governador de Nova York vier a relembrar disso numa dessas viagens?
Será que alguém vai acreditar?

Tudo especulação de uma madrugada chuvosa e vazia.
Inclusive o começo deste texto que pensava em transformar em poesia.
Esse negocio de rimar ia com ia é irritante e me angustia.

Olhando umas fotos antigas fui parar num baile a fantasia.

Viu como é irritante?

Pois meu universo mudou
E trouxe de volta um brilho que já não lembrava mais.
Um brilho de harmonia de cheiro de chuva na grama molhada numa fazenda pelo interior. O clima de uma dessas viagens que fazemos com amigos e que não esquecemos jamais. O clima de paz em meio ao vendaval de experiências e pensamentos malucos.

Enfim, neste blog estará tudo registrado para um caso de nostalgia.
Gosto de olhar para o futuro, mas quando me pego no presente, ah que alegria.


Tico Sta Cruz


sexta-feira, 14 de março de 2008

PROFANADORES DA NORMALIDADE

Que poema profundo e sincero de nosso poeta.....As palavras de Boal na Voz de Nélio Fernando...adoro estes loucos profanadores da normalidade....viva Edu e Boallll

Joca Faria



OS FILHO DA MORTE BURRA

Jovens
sem nenhuma utopia
caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas sem nenhuma luz,
sem nenhuma luz de Fernando Pessoa;
fechados nas sexuais telas da impotência
se masturbam contemplando corpos em decomposição
Norte de minha Fé,
onde estavam o beija-flor e o arco-íris na hora do nascimento dessas criaturas?
Eu entrando na virtuosa idade e eles entrando em idade nenhuma
Quantos raios de flor restam nos corredores dos céus de vossas bocas?
Quais nascentes clamam por seus nomes?
Os filhos da morte burra cheiram o branco pó da anemia,
esqueceram que um dia tocaram na poesia da transgressão
em pleno ventre de suas esquecidas mães;
esqueceram de colar o ouvido ao chão
para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas

Os filhos da morte burra,
jamais levantam uma folha para contemplarem o labor dos insetos;
jamais ergueram uma taça de orvalho brindando a vigorosa lua;
Os filhos da morte burra,
desconhecem ou nunca ouviram falar em iluminação;
abrem a boca apenas para vomitar
EDU PLANCHÊZ







segunda-feira, 10 de março de 2008

trocando de pele pelo caminho

Não estou lá. Aliás, nunca estive.
Finjo ter passaporte para transitar em silêncio.
As amarras da cultura pop pós morten já não merecem placas de aviso. Estão introgenadas de mesmice, chatice. Ser careta, ser moderno.
Quero ser eu mesmo.
Ainda que eu não saiba bem o que isso significa de fato.
Eu acredito em Jesus, acredito em Zimmerman.
Uma questão reverbera pelo solo desértico do culto ocidental às raízes: Dylan se identifica com suas personas?
É melhor deixar o passado em paz.
E dar voz aos desvalidos.
Quem você foi quando era você de verdade, e não uma projeção pragmática imposta pelas urgências da modernidade?
Bem, eu não estou lá. Aliás, nunca estive.


wallace puosso, março de 2008
Wallace Puosso

sexta-feira, 7 de março de 2008

A GRANDE MONTANHA



À GRANDE MONTANHA

Numa manhã ensolarada de verão, ouço músicas vindas do silencio do abismo...homens e mulheres ...caminham juntos num abismo de dores e amores.

Estou em silencio diante do mistério de vírgulas e pontos...Esperando o amanhecer de uma nova humanidade...tudo escuro diante de meus olhos sedentos de amores.

Não temo nada além de mim mesmo...vejo um show dos Rolling Stones de 1969, meses antes do meu nascimento.

Nesta era de Aquário sou ao mesmo tempo, Demônio e Anjo... Tentando dissolver o eu.

vejo lindos olhares neste imenso verão...caminho pela cidade sem nada dizer. Ouço passos ao meu lado, lindas mulheres, vários olhares.
O que somos além de tudo o que vemos? Sinto presenças vivas a todo instante.
Vejo a Bela e Grande Dama, A Mantiqueira, cercando meus olhares. Quero adentrar ao seu útero terrestre e saber das historias de outros tempos, ver o futuro e mergulhar dentro de mim mesmo. Sou eu ou não, que caminha nesta tridimensionalidade? Sujeito de milhões de anos. Quando partirei não sei? Venho fazendo esta viagem em torno da Grande Montanha, dando voltas e mais voltas num circulo de 108...108...108....segredos e desejos. Canto Amém, Canto Amém a todos os anjos, que nos guiam e protegem nossa jornada.

Sou Filho da Mantiqueira... Quero seguir e alcançar o eterno absoluto!

Joca Faria

domingo, 2 de março de 2008

Uma mala, um sorriso e um perdão
Da série: no meu jardim eu só avistava algarobas

Passei uma tarde inteira chorando sob o olhar dengoso do tempo.

Minha irmã Gorete, me pegou e colocou-me dentro de uma mala, falou que iria me devolver ao remetente, que eu não era irmão dela, que eu não pertencia àquela família... minha inocente alma se partiu em pequenos anjos, cada um hospedou-se num canto da sala ameaçando minha irmã: daqui Dudé não sai não... eu não conseguia conter às lágrimas, minha irmã não conseguia conter o sorriso: é brincadeira!! É brincadeira!!!

- tarde demais -

Meu soluço acordou o bairro, desviou o rio, a força da minha dor fez o sino da igreja bater mais cedo, minha bola murchou, meu pão Négo (que eu tanto amava), perdeu o sabor... por mais que eu ouvisse dos lábios dela a melodia do “é brincadeira Dudé, é brincadeira”, minha consciência me bulinava, eu sangrava uma dor irreconhecível, eu amputava qualquer ameaça de sorriso; eu só esperava a noite chegar, carecia de ouvir minha mãe, a palavra dela era a sonoridade exigida pela minha alma.

- meus anjos permaneciam apostos -

Eu era caçula, irmão dos meus irmãos apenas por parte de mãe, essa história era contada à mim com toda sinceridade, mas eu já ficava muito receoso por esse fato, desconfiava de qualquer conversa paralela que envolvesse meu nome: tinha medo de desabitar-me.

O sol abóboramente adormeceu, eu continuava em profundo soluço, não há nada pior que soluçar uma tarde inteira, é uma situação estranha, flor sem cheiro nem cor, árvore com fruto sem valor, milho assado sem São João.

Havia um clima de reconciliação no ar, minha irmã guardou a mala, pediu mil perdões e jurou que nunca mais iria brincar daquele jeito, ela estava com medo que eu a entregasse pra minha mãe, a brincadeira dela foi cortante, não tinha jeito: o fato era que estava muito magoado e cada vez que pensava no assunto, um açude visitava meus olhos, eu tinha que conversar com minha mãe, se não, eu sabia que seria um ser apenas no imaginário, na certidão de nascimento.

- minha pouca idade já tinha contas pra acertar com o futuro -

Quando a gente fica nessa situação, não há palavras que consertem o dicionário, não há tempero capaz de salvar o feijão, eu tremia inteiro, medo de perder um lar, medo de perder meus irmãos.

- voltei a chorar -

Finalmente minha mãe, D. Terezinha, chegou do trabalho, e já sentiu que uma onda de desafeto estava no ar, meus olhos denunciavam o fato, a insegurança da minha irmã entregava o medo... conversamos, eu mais chorava que falava, as palavras misturavam-se com minhas lágrimas, saiam salgadas, salobra, barrenta.

D. Terezinha afirmou categórica que eu era irmão legítimo de TODOS, com exceção do pai, algo que já sabia, falou em segredo com minha irmã, adoçou meu soluço com seu olhar jabuticaba, minha insegura com um meigo SIM, curvou-se diante do tempo; abraçou-me feito um lençol limpo cobrindo um sonho bom.

Fiquei em paz, sem medo de caranguejeira, de bicho-papão, do Frei Damião, de abandono... meus outros irmãos chegaram e me deram o que eu mais precisava naquele instante: a estrela da aceitação, a afirmação de pertencer ao mesmo ciclo de DNA, de ter a rede pra dormir em paz, o famoso: eu vi você nascer.

A vida é cheia de perdas e ganhos, hoje sei que sem minha família eu seria apenas a passagem do nada, o reflexo da insegurança, um coador de café sem cheiro.

Essa cena aproximou-me muito mais do que até então eu nunca tinha pensado em perder: eu mesmo.


Réginaldo “Poeta” Gomes 28/02/2008.

sábado, 1 de março de 2008

JOCA FARIA ENTREVISTA ADRIANO DE OLIVEIRA PINHEIRO



















1. Quem é você?

R: Sou Adriano de Oliveira Pinheiro, publicitário, funcionário público, presidente do Cineclube Jacareí e representante da Comissão de Audivisual (nomeado dentro do forum cultural realizado com os artistas, juntamente com membros da Fundação Cultural Jacarehy em maio/07).

2. Porque lidar com cinema?

R: O cinema é uma das artes mais apreciadas no mundo (juntamente com a música), pois ela é mais acessível aos sentidos do telespectador; e hoje em dia, devido a evolução tecnológica, também é muito prática, sendo que está em vários formatos como por exemplo em VHS, DVD, TV e INTERNET.

3. Como é a cena cultural de Jacareí?

R: É muito rica. Jacareí tem fama de ser conhecida como "Cidade dos Músicos", por ter revelado para o Brasil e o mundo muitos expoentes musicais (José Maria de Abreu/Jota Domingues/Cry Babies/Jaime Alem/Nair Cândia/Carlos Rocha/Jorjão Carvalho/ Jurim Moreira e muitos outros). O teatro daqui é um dos melhores (se não for o melhor) da região, pois o movimento nesta area é muito intenso, sendo que existem uns 15 grupos em atividade, trabalhando mesmo (Campinas não tem essa quantidade de grupos). Literatura sempre é incluso no mapa cultural do estado (fase final da amostra) em alguma categoria ... que eu me lembre estes são nossos pontos mais fortes. Mas como é na maioria de todos os lugares do Brasil, a cultura não se tem o apoio devido das autoridades (tanto políticas como empresariais) e portanto dentro de nossa cidade temos dificuldade de expor as nossas principais expressões artísticas, e tendo como consequência o exodo para outros locais que deêm mais atenção e oportunidades.

4. Como vê o acesso barato à tecnologia digital?

R: Excelente! Analisando pelo ponto de vista de minha atividade artística, hoje qualquer pessoa que se interesse pela produção de Audiovisual pode fazer vídeos (caseiros) fantásticos com câmeras digitais portáteis ou até mesmo com câmeras de celulares! No Youtube (site de vídeos) está cheio destes tipos de trabalhos.

5. Porque não fazer nascer um longa metragem?

R: Acho que o pessoal da Comissão de Audiovisual está começando passo a passo, a desenvolver as técnicas necessárias para mais tarde se fazer um longa. Está muito cedo ainda. Por isso, optamos em fazer curtas, pois não precisa de grande tempo disponível, dinheiro, recursos, muito adornos de conteúdo, e o trabalho sai mais à contento dentro de nossas condições.

6. Como lida com a cultura pública através da Fundação de Jacarei?

R: É complicado quando se trata de parceirias com o poder público ... é difícil de equalizar os interesses nesse caso. Nunca tem verba para nos ajudar, tem certos impecílios para viabilizar os nossos trabalhos por parte deles, mas a gente vai se conversando .... eu como presidente do Cineclube Jacarei e representante da Comissão de Audiovisual e o resto dos integrantes, pensamos em sempre executarmos nossos trabalhos independente disso. E acho que nós estamos indo muito bem!

7. Qual o papel da Arte nesta contemporaneidade?

R: Educadora, apaziguadora e evolucionista para toda a humanidade.

8. O que há de novo no cinema nacional e internacional?

R: Acho que tanto no cinema nacional como no internacional tem um ponto em comum nisso, que é a globalização. A globalização viabilizou para todos os lugares do mundo acesso, não só em termos tecnológico para se realizar um filme, mas um padrão de linguagem universal para se desenvolver essa arte. Por exemplo: o filme "Cidade de Deus" está tão distante da linguagem cinematográfica dos grandes filmes norte-americanos ou europeus? ... Não ficou devendo nada para ninguém e por isso foi tão aclamado internacionalmente. O cinema iraniano? ... Suas produções estão sendo enormemente reconhecidas! Os filmes de Terror Asiático? ... E uma febre mundial, pois eles são muito originais (talvez para o Ocidente), e sempre Hollywood está fazendo um "remake" desta linha de filmes ...

9. Como lida com outras artes?

R: As outras artes ... bem eu sou cantor e compositor nas horas vagas ... e acho que, como já disse, é difícil de lidar com qualquer tipo de arte no Brasil. Nunca a gente é reconhecido e valorizado como se deve ser. Então, devido a isso, é que eu estou gostando de atuar na arte do Audiovisual, porque acho que o cinema pode englobar todas as artes num mesmo ponto.

10. O social na cultura? Não é populismo?

R: Depende. Se levar pelo lado artístico e esportivo (um filantropismo sincero), penso que é superviável. Agora, se levar pelo lado político e de status pessoal, aí a coisa pode ficar feia! Porque se misturar esses interesses pode não se legitimar a expressão social no que tange ao desenvolvimento verdadeiro da sociedade em questão.

11. Politica para que serve?

R: Serve, não só para viabilizar, como para administrar o que o povo não administra. Mas, hoje estamos vendo que esses lances não estão acontecendo, gerando todo esse caos social que vivemos atualmente ...

12. Considerações finais

R: O Cineclube Jacareí e a Comissão de Audiovisual está de portas abertas para todas as pessoas interessadas em mostrar suas aptidões nesta área (filmagens e produções de vídeos). Quem já tiver feito trabalho em formato documentais ou ficções (curtas ou longas mentragens), entrem em contato com a gente! Para os cinéfilos que quiserem informações da programação do "Cineclube Jacareí" acesse:

E-mail: cineclubejacarei@gmail.com

Fotolog: www.8p.com.br/cineclube

Comunidade orkut: Cineclube Jacarei

Obrigado pela oportunidade e a chance de divulgarmos o nosso trabalho para vocês! Forte Abraço!