segunda-feira, 10 de março de 2008

trocando de pele pelo caminho

Não estou lá. Aliás, nunca estive.
Finjo ter passaporte para transitar em silêncio.
As amarras da cultura pop pós morten já não merecem placas de aviso. Estão introgenadas de mesmice, chatice. Ser careta, ser moderno.
Quero ser eu mesmo.
Ainda que eu não saiba bem o que isso significa de fato.
Eu acredito em Jesus, acredito em Zimmerman.
Uma questão reverbera pelo solo desértico do culto ocidental às raízes: Dylan se identifica com suas personas?
É melhor deixar o passado em paz.
E dar voz aos desvalidos.
Quem você foi quando era você de verdade, e não uma projeção pragmática imposta pelas urgências da modernidade?
Bem, eu não estou lá. Aliás, nunca estive.


wallace puosso, março de 2008
Wallace Puosso

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