terça-feira, 19 de agosto de 2008

Palestra grátis sobre moda

INSTITUTO DE NEGÓCIOS DA MODA apresenta:

Dizem que quando você tem uma boa idéia, não pode contar para ninguém, até que ela se realize.

Eu criei, há algum tempo atrás, o INSTITUTO DE NEGÓCIOS DA MODA. E minha primeira realização é esta:

:: Palestra Gratuita de Moda na Livraria Cultura - SP::

A palestra "Moda - Tudo o que você queria saber mas não sabia a quem perguntar"

será ministrada por Eva Coutinho no dia 23, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos

>>O que é Moda? O que é Indústria Têxtil e Indústria da Moda? Todo mundo que faz roupa tem que fazer desfile para vender? Pra que servem os desfiles, afinal? Se você tem curiosidade para aprender sobre moda e descobrir a resposta para essas e muitas outras perguntas, está super convidado a assistir a palestra gratuita

"Moda: Tudo o que você queria saber e não sabia a quem perguntar". A Consultora e Jornalista de Moda Eva Coutinho ministrará a palestra na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo, no dia 23 de agosto, sábado - 15h.

Eva apresentará a indústria da Moda de uma maneira geral, apontará as evoluções futuras, bem como temas mais polêmicos como "Moda e Arte" e abrirá oportunidade ao público para perguntas e respostas. Esta é sua oportunidade de tirar dúvidas, se é apenas curioso, ou de aprender mais sobre essa indústria poderosa, se pretende trabalhar na área.

Serviço: Palestra: "Moda - Tudo o que você gostaria de saber, mas não sabia a quem perguntar" Palestrante: Eva Coutinho Quando: 23 de agosto (Sábado) - as 15h Onde: Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos - São Paulo

http://www.revistasintetica.com.br/internasNoticias.asp?newsMundoEventosArtesDicasmodaCulturaruaEspeciasID=440

domingo, 10 de agosto de 2008

Poemeto de Sábado





Bem que podias aparecer de novo

E se alinhar aos meus fios de tecelã sertaneja

Encher minhas mãos com suas costas

Sabonete novo, crystal, cereja...

Represar a casa

Deixar o amor escorrer até a soleira da porta

Estilhaçar venezianas sem nublar as horas

Fecharei teus olhos,

a boca e o corpo eu beijo.



Zenilda Lua

http://zenildalua-alfazema.blogspot.com/

A internet emburrece ou intelectualiza?

Tem uma coisa que me incomoda na internet, especialmente no Orkut. Pensando nesta coisa, também pensei em outras coisas que me incomodam na internet.

Eu já cheguei a dizer que não iria usar mais a internet, mas foi impossível. O último apagão virtual, em São Paulo, deixou a cidade parecida com o filme “Duro de Matar 4.0”. Sem internet, por pouco não vimos pessoas se jogando de prédios.

Não acredito que a internet tenha mudado hábitos, mas com certeza mudou a forma dos hábitos. Por exemplo, num domingo à noite, amigos gostavam de se encontrar em esquinas para conversar. Hoje, encontram-se em lan houses para jogar. Como também encontram-se através do Orkut e do MSN para conversar.

A internet não tem como deixar as pessoas mais burras. Pelo contrário. Usar computadores exige uma certa inteligência. A internet é a nova seleção natural. Quem não souber ligar um computador e acessar a internet vai ficar para trás. Não é preciso ser hacker ou cibermaníaco, mas hoje em dia exige-se que uma pessoa saiba ligar um computador e entrar na internet e fazer uma pesquisa e mandar e receber e-mails. Essa atividade não tem como emburrecer ninguém, mas deixar mais inteligente.
Uma outra vantagem da internet é que hoje em dia praticamente 100% dos jovens estão lendo e escrevendo. Não apenas mensagens no Orkut, como também livros que precisam para a escola. Se antigamente havia a desculpa de que livros eram caros, hoje dá para fazer download gratuito de qualquer livro.

Dizem também que o audiovisual é a experiência sensorial mais facilmente gravada no cérebro. Textos e áudios são fáceis de esquecer, mas vídeos não, porque eles formam arquivos múltiplos no cérebro. Obviamente que a maioria das pessoas entra no YouTube para ver videoclipe ou comédias, mas a simples atividade audiovisual há de aumentar a capacidade cerebral dos jovens também.

O YouTube é o contrário da televisão. Na TV, temos que esperar pacivamente para assistir o que Eles determinam. No YouTube, só assistimos o que queremos, sem dar satisfação a ninguém. O resultado disto é que a TV e também o cinema estão assistindo o YouTube para saber o que devem passar. É o caso do filme “Cloverfield”, totalmente feito a partir de pesquisas realizadas no YouTube.

Há também quem critique o dialeto dos jovens que usam MSN. Parar para pensar no que significa um coelhinho pulando e brilhando também é algo que exige inteligência e abre espaço no cérebro. A internet está desenvolvendo uma escrita iconográfica, semelhante às orientais. Dizem que as escritas iconográficas aumentam o tamanho da capacidade cerebral. Não tenho tanta certeza assim, pois a nossa escrita também é de certa forma iconográfica. O único problema é a proibição de se criar palavras novas, em português, também chamadas “neologismos”.

Acredito que a principal atividade desenvolvida pela internet é o hábito de se falar com várias pessoas e ver várias coisas diferentes ao mesmo tempo. Se existe algo que desenvolve o cérebro é isto. Na escola, aprendemos a estudar em silêncio e resolver um problema de cada vez. Na lan house, fazemos a maior balbúrdia e conversamos com várias pessoas ao mesmo tempo sobre assuntos diferentes e também vemos na tela coisas diferentes, intercalando jogos e sites.

Conclusão: a escola é emburrecedora e a internet é inteligentizadora, ou melhor dizendo, intelectualizadora [esqueci que não podemos inventar palavras].
Uma previsão antiga foi realizada: a de que a internet eliminaria as classes sociais. Pois de fato, o Orkut e o MSN igualam as classes sociais de todas as pessoas. Ninguém pergunta a uma pessoa se ela é pobre ou rica antes de iniciar um bate-papo.

Resta resolvermos alguns pequenos problemas de relacionamento. Há dois que considero os mais desagradáveis. Um deles, quando algumas pessoas param de falar com o resto da humanidade quando começam a namorar. Para não provocar ciúmes no namorado, que vai ficar vigiando seu Orkut e MSN. Para estas pessoas eu só tenho uma coisa a dizer: paixão tem prazo de validade. Amizade não. A outra coisa são as pessoas que ficam online no MSN mas não querem ou não podem conversar. Semana passada, fui pedir informações num balcão de uma faculdade e a atendente, embora atarefadíssima, correndo de um lado para o outro, estava com todos os bate-papos ligados, tanto o MSN quando o Google. Obviamente ela não conseguia conversar com ninguém, porque a fila estava enorme. Mas fazia questão de conferir todo mundo que estava online. Este comportamento não sou capaz de entender. Aí já é terreno para a psicologia.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Guru e os Guris

Se você gosta de cinema marginal brasileiro, assista aqui ao filme "O Guru e os Guris", de Jairo Ferreira:

http://www.portacurtas.com.br/pop_boasvindas.asp?cod=5111&exib=1

domingo, 3 de agosto de 2008

Besame Mucho

Eu tenho obsessão por covers. Gosto de colecionar o maior número de covers da mesma música. Uma delas é "Besame Mucho", talvez a música mais tristemente bela de todos os tempos.

Minhas versões favoritas são de Diana Krall e Cesária Évora.





Num domingo chuvoso como o de hoje, o coração fica ainda mais apertado. Isto porque eu não me apaixono mais.

Encarnação do Demônio


Em 1998, mais ou menos, soube que José Mojica Marins voltaria a filmar e estava selecionando atores.

Telefonei à produtora dele, que me marcou um "teste de coragem".

Fui perguntar a meu pai, cinéfilo e conhecedor da cinematografia de Zé do Caixão e talvez pessoalmente do próprio, o que seria o tal "teste de coragem". Meu pai falou que talvez o Marins me desafiasse a ter baratas passeando pelo meu corpo, segurar ratos, cobras, sapos...

Não tive coragem de ir. Tiraria de letra os ratos, cobras e sapos, mas... baratas?

Os anos foram se passando e nada de filme novo de José Mojica Marins, embora ele continuasse anunciando na televisão que faria um filme. E sempre dava o telefone para o tal "teste de coragem".

Em 2001, tive o prazer de conhecer sua filha Nilze Marins [uma gata], que também queria ser cineasta. [Não achei nada sobre ela na internet]. Questionei a ela sobre o fato de seu pai prometer fazer um filme e não fazer e ela ficou aborrecida comigo.

Em 2002, quando fui participar do filme de Dennison Ramalho, "Amor Só de Mãe", ele me disse que estava produzindo a terceira parte da trilogia original do Zé do Caixão, que incluía os filmes "À meia-noite levarei sua alma" e "Esta noite encarnarei no teu cadáver".

Vi Dennison Ramalho pela última vez em 2003, acredito, quando fui assistir no cinema, pela primeira vez, ao filme "Amor Só de Mãe".

De lá para cá, Dennison só me respondeu um único e-mail e desapareceu. Até na produtora "Olhos de Cão", ninguém atendia ao telefone.

No ano passado, tive vontade de procurar pelos filmes de Jairo Ferreira. Através do Porta-Curtas Petrobrás, soube que os filmes estavam em mãos de Paulo Sacramento, também da produtora "Olhos de Cão".

Não consegui encontrar Paulo Sacramento de jeito nenhum. Desde que havia filmado "O Prisioneiro da Grade de Ferro", Sacramento também havia desaparecido.

Agora soube que eles de fato continuaram produzindo a terceira parte da trilogia de Zé do Caixão, chamada "Encarnação do Demônio".

A primeira coisa que pensei foi: "A Volta dos Mortos-Vivos". Ou mais especificamente, "A Volta dos Três Mortos-Vivos", porque muita gente chama ao cineasta José Mojica Marins de "morto-vivo". Ou pelo menos, alguém que deveria ter se aposentado nos anos 70.

Eu sou do tipo que valoriza a obra de uma pessoa. Tiro sarro mas não massacro ao Ronaldinho, porque não me interessa se ele não sabe a diferença entre mulher e travesti, nem entre mulher bonita e canhão. Ou o fato de estar barrigudo. O que me interessa é o que ele já fez pela seleção brasileira, como a extraordinária atuação na final da copa de 2002. Se eu fosse técnico da seleção brasileira, escalaria Ronaldinho mesmo que ele estivesse em cadeira de rodas, apenas para ficar na beira do gramado me dando palpites.

Portanto, diferente do que alguns críticos radicais dizem, José Mojica Marins deve continuar filmando, mesmo que seja um morto-vivo. Mesmo que seus filmes não sejam lá mais estas coisas. Porque José Mojica Marins é um dos grandes monumentos da cultura brasileira e realizou provavelmente os mais interessantes filmes brasileiros.

É claro que vou assistir a "Encarnação do Demônio". Assim como já assisti milhares de vezes e continuo divulgando o filme "Amor Só de Mãe". Até porque recebo e-mails de fãs deste filme até hoje, isto porque apareço 15 segundos no filme.

E também assisti e adorei o filme "Prisioneiro da Grade de Ferro".

Caso conheça o artigo sobre Jairo Ferreira, Paulo Sacramento e Dennison Ramalho devem querer minha cabeça numa bandeja.

Mas eu ainda considero Dennison Ramalho meu amigo e ainda vou insistir com Paulo Sacramento para que ele relance os filmes de Jairo Ferreira. E mais: que filmes seus roteiros inéditos também.

E pensando bem, o fato de José Mojica Marins estar produzindo um filme há dez anos me faz pensar numa coisa: eu também sou um morto-vivo. E um morto-vivo dos chatos, que fala mal de outros mortos-vivos.

Eu tenho 37 anos e tenho a fantasia de que um dia serei alguém nos ramos literários e artísticos. Se eu tivesse vergonha na cara, teria seguido o conselho do meu pai e teria, aos 17 anos, abandonado as utopias e começado a trabalhar numa loja de sapatos. Mas não... até hoje sou esta merda de pseudo-escritor e pseudo-artista que assombra a blogosfera.

Devo desistir? Claro que não. Tem um outro lado meu que não me deixa desistir: o lado irônico e sarcástico. Gosto de infernizar a vida dos outros com as bobagens que escrevo, canto e filmo. Deve existir um pouquinho de Zé do Caixão em mim também.

PS: Dennison me mandou mensagem dizendo que também me considera seu amigo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mensaxe # 1

[em galego]

YNVARNEK - Os humanos non entenden o significado da mensaxe dos nosos
devanceiros tanto como non entendemos o porque de teren escollido a
Terra, tan distante do noso lar.

HUTERAB - Eu o acompaño, Ynvarnek, na procura dunha resposta para este
sentimento que hai dentro de min.

7.š+++/JHK - weewemdivj djdfkjkdsjfj dfdeeremfdi.

YNVARNEK - Eu sei, meu amigo, vostede sería capaz de explicar ós
humanos, pero eles non crerían em vostede.

HUTERAB - A nave de neutróns está pronta.

7.š+++/JHK, xa debería estar no seu posto.

YNVARNEK - Huterab, ¿será que eles van voltar?

HUTERAB - ¿Os devanceiros? Eles están en algures, como tamén un día
estaremos. Tódolos que atinxen a idade de Gramahab atinxen a dimensión
fractual, onde non existe o tempo.

7.š+++/JHK - jffjkjsdjfjdfj ieiiiiiviv wqfkdfkdkkkkkld.

YNVARNEK - Non, amigo. Os neutrónicos non poden atinxir a dimensión
fractual. Os seus compañeiros que o tentaran desmaterializaron-se.

HUTERAB - Ynvarnek...

YNVARNEK - Garde as súas palabras para cando estea certo delas.

HUTERAB - Vostede é insensible.

7.š+++/JHK - mmmmmmmmmkfjsdfiuidfuk dfjsdjdferefi?

HUTERAB - Si, pode accionar o propulsor, xa copiei a mensaxe.

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Ignacio Agulló · www.agullo.tk

Mensagem # 1

Agora o video e o conto que os leitores do Cidade gostaram tanto pode ser visto aqui, neste excelente site:

http://www.paulorcbarros.com/scifi.htm