sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Favor desenterrarem os poetas de minha aldeia de nossa aldeia.....

Joca Faria

O homem e sua aldeia...o que haveria de ser um ser humano sem sua aldeia...Em nossa aldeia temos nossa família, nossas crenças, amigos e trabalho...
Vivo feliz e as vezes infeliz...Quase não SAIO de minha aldeia...não porque queira...são as circunstancias mas quando saio disfarço dou uma de pos-modeno mas quero voltar...Tento ligar para a família...Procuro uma lan house para me sentir em minha
Aldeia...
Outros escribas como Cassiano Ricardo já cantou em versos e prosas sua aldeia... E dizia a lenda que ele não gostava de sua aldeia...Imaginem onde era a bolsa...como danças e valsas...?
Minha aldeia eu canto tu cantas ....Só nos podemos falar mal de nossa aldeia...não sei leitor qual é sua aldeia? Mas seja a onde for ela é a sua aldeia...Um amigo cantor foi ao palácio do planalto e um agente de governo dissse-lhe olhe por sua aldeia...ame sua aldeia...Um índio norte americano fez um belo discurso de como o homem branco tinha destruído sua aldeia...Imaginem nossos antepassados levando doenças neste Vale do Paraíba afora...e assim criamos nossa aldeia...com muita dor...nossa aldeia...Foi pobre no passado hoje é rica...mas vejo mendigos dormirem ao relento em dias frios em nossa aldeia.
Como dói...dói...tanto que quando era adolescente e vi Padres expulsando mendigos da porta da igreja porque eu tinha pedido ajuda a prefeitura...Já fui ao albergue de minha aldeia e parecia uma prisão cheia de regras e ódio no ar...não sentir amor...ali...
Escrevo tudo isto porque na internet cada vez sinto-mais a presença de minha aldeia...NÃO sei escrever outra língua mesmo esta não uso a forma culta correta...meu editor me critica...Tenho culpa sim...Mas o tempo urge e a vaca muge...por isso erro para deixar a minha marca a de minha aldeia...
O ano passado eu escrevi num destes meus textos ...em brado e alto tom enterrem Cassiano Ricardo...depois morri de dó...não tenho culpa se o Valeparaibano reproduziu meu manifesto...Hoje gritos desenterrem ...Cassiano, Hélio Pinto Ferreira, José Omar e todos nossos poetas...Para que as novas gerações da aldeia os conheçam....
Destes que cantei conheci Zé Omar que em plena rua xv de novembro urinava numa manhã de sexta-feira...e cantava as mulheres da Fundação Cultural o veio safado e anárquico...saudade doce...
De veis enquando o abda Almirez vai a estatua no fundo da casa dele aquela em homenagem aos poetas de nossa aldeia e lá também urina...Então neste mês de Outubro PEÇO a todos de nossa aldeia urinemos na estátua de nossos poetas.
E assim é neste tempos virtuais estamos ficando cada vez mais próximos de nossas aldeias adoro ir ao mercado comprar um cadinho de cada coisa...pena que fecha cedo no sábado...Adoro ir a praça central onde mulheres de programas se vendem...a jornalistas de caras de desodorantes vencidos...Gente preciso ir -me pois como diria o velho Vincius de Moraes amanhã é sábado....grande poeta...
Beijos as jovens poetas que surgem em nossa aldeia....joseense....

João Carlos Faria

www.mundogaia.com.br

www.entrementes.com.br

Nenhum comentário: