Tietê
Já não rio mais...
Porque em teu curso correm negras as minhas sobras
E em teu leito sereias mudas e perdidas
Desencantam famintos estivadores de passagem
Que sonham com suas ilhas
Marginais roubaram tuas plumas e deixaram-te com a pior fantasia
Veia exposta que sangra restos
Um cadáver decúbito eternamente em decomposição...
Tua beira escura e densa produz um Narciso inverso
Que se irrita por saber que os reflexos que lhe mostra
São as ruínas de seus desejos
É difícil encarar teus olhos verdes-fossa
Que tristes me suplicam pureza...
Eu, Deus eterno e onipotente núcleo do tempo
A ti ignoro, pois sei que fiz de você minha imagem e semelhança
Meu livro - Poemas Errados http://poemaserrados.blogspot.com
André Al. Braga
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Sobre o meu livro, acesse:
Poemas errados (dias intranquilos)
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Minha entrevista na CBJE
http://www.camarabrasileira.com/entrevista434.htm
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
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