quinta-feira, 21 de julho de 2016

Joka
 
Útero

Tudo torna-se difícil em certos
momentos ..
No horizonte sem montanhas.
Porque deixamos as cavernas ?

João Carlos Faria

Anjos dançam em volta da fogueira !
Não são meras esculturas nos cemitérios.
 
Joka
 
 
Anjos abissais

Frio de outono !
Na janela do mundo, no refletir no
lago.
A vida passa entre o cotidiano.
E Honore de Balzac em suas caminhadas
pela cidade.
Tempo senhor inexistente no intervalo entre
nascer e morrer.
E não nos percebemos !

Joka

João Carlos Faria 
 
 
Joka 


Outono na avenida Bacabal
 
 
 Crianças brincam na tarde outonal,
A vida se faz breve , uma gata se diverte
no jardim de uma escola.
Crianças brincam na tarde outonal,
Quantas canções a cantar !
Atravessa-se a cidade.
Bacabal !
Crianças brincam na tarde outonal,
 
João Carlos Faria 


Joka

Desilusão diante do naufrágio humano

Silenciamos não devemos dizer
nada nesta noite sombria
 
Joka
 
 
Joka
 
Reescrita para sarais
 
Cancões na manhã azul
 
 
Nos concretos da cidade a poesia pichada em
postes, muros e de repente um disco voador nos
encanta ao cruzar o céu.
 
 
Manhã,
tarde … canções !
 
 
Azul,
céu enquanto o inverno
ainda não é calendário.
 

A vida é pôs eterna né, uai. 
 
 
Atlântico, oceano , Mantiqueira , serra !
Quero uma mochila nas costas, cartão de
débito, dinheiro no bolso e cruzar a América !
Quem sabe ouvindo Ezra Pound.
 
 
João Carlos Faria
 
 
 
Quasar koan !

Se deus sempre existiu.

Então só somos partículas de Deus.
Nos sempre existimos ?
Afinal existimos sempre ?

Joka
 
 
 
Boa noite Cinderela

Gatos, pardos ,
elefantes azuis.
Rato e gato.

Manhã doce ,
manhã
sábado !

Obvio que
não seja
obiviO

RegraS
inexistem,
resistem

Gatos, pardos,
Rato e gato.
EleFantes azuis.

A felicidade
esta dentro
por entre nós.

Joka

João Carlos Faria 
 
 
 

Sunday, August 17, 2014

Dylan Thomas, Não entre na noite pra se render
Tradução de Jorge Pontual

Não entre na noite pra se render,
Velhice é pra arder até o fim,
Lute, lute para a luz não morrer.

O sábio aceita bem o escurecer
Mas tem palavras de luz e por fim
Não entra na noite pra se render.

O justo, que ao partir irá sofrer
Porque não lhe coube um melhor jardim,
Luta, luta para a luz não morrer.

O rude que põe o sol pra correr,
E vê tarde demais o que é ruim,
Não entra na noite pra se render.

O sério, ao pé da morte, já sem ver,
Acesos os olhos, alegre enfim,
Luta, luta para a luz não morrer.

E você meu pai, triste de se ver,
Amaldiçoe, abençoe-me assim.
Não entre na noite pra se render,
Lute, lute para a luz não morrer.


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