quinta-feira, 31 de maio de 2018


Kanto canções …


Mesmo estando "amor..tecidos", fomos tecidos de amor. (teresa ben)

Teresa Cristina Bendini


Talvez o que nos desespere é a falta de oxigênio. Matéria de amor , vida.
Almas desencantadas,
Kanto canções …
O amor nos desespera, dias de desencanto .. Euforia , êxtase ..

Outono , marginal .. Vias interditadas de galáxias não desbravadas.

O amor que não nos sobra , nos falta ! Desencanto , interdições .. Cargas de desesperança.

Sorria sempre , o não estado , o não governo ,

Kanto canções …

Não desbravamos a arte de amar , ousar , pausar ,

Pensar além de amarras , não ao ódio sim ao amor .

Kanto canções…

Leio vagarosamente poemas !

Desbravemos as possibilidades de construção das palavras.

Caetanear , Mutantes …

Vida , breve , incêndios de amor ..

Talvez o que nos desespere é a falta de oxigênio.


Joka Faria

João Carlos Faria

São José dos Campos , Maio de 2018 com seu ar podre , poluído sem vida.

São Paulo, Brasil

Inspirado na poesia de Teresa Bendini e o uso do K numa postagem de Fernando Selmer.

sábado, 26 de maio de 2018

De (S)respeito

Desrespeito ao próximo, etnias, minorias.
Nuvens de gafanhotos corruptos.
Toneladas de herbicidas
separam o joio do trigo.
Aos poucos me afasto desta névoa fria
que paira sobre o mundo.
Saturnal plutônica esfomeada
paranóica internética trêmula.

Tento salvar meu coração
e outro platônicos desejos.
Marimbondos e suas construções
tubulares de barro,
a barba negra do picumã,
o perfume silvestre
dos favos na melgueira.
Um bom café remove montanhas de preguiça,
o peregrino de Nietsche encontra a filosofia da manhã.
Irradiações, super bactérias, roteadores, torres de celulares.
A população indefesa foge do trópico de câncer
——————- linha que ecoa dor———————–
++++++++++++++++linhacruzada+++++++++++++++++
YYYYYYYYYYYYYY linhadepasse YYYYYYYYYYYYYYYY
Por hora navegarei com Oswald de Andrade
a nau dos condenados, guiado pela estrela do absinto.

terça-feira, 15 de maio de 2018




 edu planchêz

Sobre a cauda da mulher televisão

A noite alta de pessoas palavras
acho que veio de Petra
para ficar para sempre
sobre a cauda da mulher televisão

A noite suplica aos olhos do desejo:
descortine as intimas peças!

A mordida de amor dos lobos
cresce na noite alta de pessoas palavras

A magia das sapientes letras se enrosca
lentamente nos zumbidos arfantes
vindos da cinemateca mulher

Procuro Anaís nos corpos
do meu português experimental,
nos panos aquecidos
do corpo capital das navegações possíveis,
nos caminhos de Buena Vista

edu planchêz
Nydia Bonetti

aos meus amigos mortos dedico o meu silêncio
aos vivos, o meu espanto
meu canto aos surdos-mudos do mundo
a minha dor à pedra
a minha prece ao rio
ao muro nu, todos os meus lamentos
meu corpo entrego à terra mãe que me aguarda
os meus medos ao vento
a minha alma ao caos de onde veio
neste poema dedicado a ninguém

domingo, 13 de maio de 2018


Nydia Bonetti


Poemas

Cava fundo no peito
tenta encontrar a palavra escondida.
É preciso ir além da epiderme
dilacerar a carne
romper nervos e veias
ver transpassado
o bruto
coração.



Mãe, devolve-me as lágrimas
desfaz o desencanto
que me fez
de pedra
quero de volta
inteira — minha humanidade
Nydia Bonetti

Nydia Bonetti

sei que há sol ao longo dos caminhos
que não pisei
nas palavras latentes
que não direi
em meus graves silêncios, no poema
que não se fez
enquanto andei distraída

Nydia Bonetti
um girassol sem olhos
incapaz de seguir o sol
a que se destina?



ontem, o céu daqui
me fez lembrar a água azul de anil
da bacia de alumínio
da minha avó Maria, lavadeira

Poemas de Nydia Bonetti de sua página no facebok
 Dias de Febre Amarela na cidade de Zumbis !

Delírios delitos ! Madrugada  inexistência .. até que a morte nós faça esquecer. Inexistência . Inexistir .. Será que Cazuza estava certo  ? O pássaro quieto na tarde chuvosa , velho canário. Dias , sem luz em trevas. Canta canções tristes nunca soube o que é liberdade ?Porque caiu da árvore em dia de chuva e foi recolhido a uma gaiola ?
É somos nós livres. Ou Crucificados a esta matéria ?
Por um velho Deus de barba branca. Sempre gostei das aventuras dos Deuses Gregos. E este Deus dos Judeus ? Descubro uma canção de Belchior escondida num canto qualquer da internet .
Deuses homens , canções !
Entre orgias de palavras .. canções .. almas vazias .. a canção.!
 Somos , vidas sem orgias .. Sem magia sexual .. Canto de inexistência ..
Nossa moralidade nos consome na inexatidão de um sistema carcomido , estamos mortos ! Zumbis ..
Entre conspirações estrelares .. Naufrágios em naves espaciais ..
Zumbis mortos diante da febre amarela ...
Homens sem luz , trevas ...
Na inexatidão .. Sem magia sexual ...

Zumbis ..
Negamos a possibilidade da magia sexual , negamos a felicidade .
Reto caminho em curvas .. três montanhas ..
Cadê nossa essência !

Joka Faria
João Carlos Faria

Janeiro de 2018 dias de Febre Amarela

domingo, 6 de maio de 2018


Tatiana Nascimento

engenharias da destruição
tem muita cabeça nos meus pensamentos
guilhotinando meus sonhos sob uma esteira fabril de
metas, convenções, planejamentos, res-
sentimentos
um fio fino de suspensão febril se derrama regular y
lento por
toda superfície das minhas peles
pelos
poros
cartilagens entupidas de si
mento
eu hoje me acordei sentindo ur
gente
e que eu não compartilhava linguagem em comum com
nenhuma outra pessoa humana sequer pra quem pudesse
me desarquitetar




sábado, 5 de maio de 2018


Safo – poema : Fragmento

Torna-se líquido o meu corpo:
transpiro e tremo ao mesmo tempo.
Vejo-me verde: mais que a erva.
Só por acaso é que não morro.
Mergulha o teu corpo nesta água clara;
veste-lhe a brancura de açafrão e púrpura;
e o bordado brilho que há na tua túnica
aumente a beleza que me é tão cara...
A morte não é um bem.
Os próprios deuses o sabem.
Eles preferiram viver...


quarta-feira, 2 de maio de 2018


uma poeta deste kilate com k mesmo e não Q

Poema de Tatiana Nascimento


Fragmento do poema :

onira

chegando nos azulejos, no piso de uma garagem
primeiro
(o piso é vermelho
cimento-quemado
"vermelhão"
coisa boa de minas)
y logo as línguas molhadas de mar vão subindo
pelas paredes
pelas escadas





Tatiana Nacimento nos faz visitar inumeras memórias como neste fragmento do poema Onira que publiquei no face. Um outro poema publiquei no blog Cidade das Palavras. O POEMA : transmutá:
Estou na leitura de seu livro Lundu . Descobrir uma poeta deste kilate com k mesmo e não Q é um abuso em dias de mediucridade nas artes. Dias sem ousadia. Só ação cultural não nos salva de nossa mediucridade. A arte anda meio jurere. E Jorge Mautner , Fernando Pessoa me salva e alguns remakers na net flix. PERDIDOS NO ESPAÇO ! Tema de outra cronica a ser escrita.
Sem rebelião não TEM arte. Tatiana canaliza o politicamento correto de nossa sociedade e se faz incorreto numa poesia que mostra a realidade do povo. Já morei em casa de dois comodos com o vermelhãO. Infancia. Eita cimento “quemado “ e sonho com os quintais das Minas Gerais ler um livro no computador é dialogo certeiro com o leitor. E com a poeta Tatiana.
Já no celular , livros é ruminação.
A poeta no acaso de um programa também “ politicamente correto “ . Cade as vanguardas ?
Sera’ o “ Funk “ a ousadia imoral da recriação da língua ?
Dias inglorios , sem motivação. Sem arte ! Tudo tem que ter utilidade , tudo deve ter contra – partida ?
Um espaço de arte , ação cultural corre o risco de se fechar na minha cidade para se tornar creche !
Luta ingloria , solitaria a arte não deve estar nos livros e sim no dia a dia.
Nado de braçadas em LUNDU livro que nos traz novidades. Resistencia , arte , vida nestes dias corretos demais.
Continuo a ler e te clamo leitor experimente a leitura deste livro. Experimente a vida além da mesmice. No cotidiano existe revolução.


Joka Faria

João Carlos Faria